Por Leandro do Carmo
Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI
Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia
O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro
parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do
montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do
Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais
emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de
escalada e exploração de montanha no Brasil.
A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para
montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a
Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude,
grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas
das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de
caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e
escalaminhada.
Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica
para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas,
escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a
região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de
altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece
como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza
no Brasil.
Como chegar à parte alta do PNI
O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.
Relato da Trilha da Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI
Nosso último dia. Acordamos sem muita pressa. Estava uma manhã bem fria, assim como as outras. O tempo estava melhor do que no dia anterior e não havia sinais de chuva, apesar da previsão. Tomamos café da manhã e organizamos todo o nosso equipamento, já deixando quase tudo pronto para irmos embora. Bastava decidir o que faríamos. Sugeri à Alice fazermos a caminhada para a Pedra da Maçã e Tartaruga. Como ela não conhecia nada, ficou indiferente. Precisei dar algum estímulo, e o primeiro foi dizer que poderíamos procurar pedras diferentes. Como ela gosta disso, logo aceitou.
Pegamos o caminho para as Prateleiras e logo passamos pelo ponto onde havíamos escalado na quinta-feira, ficando relembrando os detalhes. Agora foi mais engraçado do que na hora. Dali, continuamos subindo até passar por uma gruta, onde havia um ponto de água. Depois de um tempo, ela começou a reclamar de tudo: que era feio, que não tinha nada, que queria voltar... Faltava pouco para chegarmos. Fui tentando de todas as formas, até que tive que apelar. Falei que, se ela fosse até o final, poderíamos parar no McDonald’s na viagem de volta. Pronto, o humor voltou. E assim conseguimos avançar. Pegamos a saída para a Pedra da Maçã e Tartaruga.
Conseguíamos ver as Prateleiras bem de perto e, em determinado ponto, entramos em um trecho com uma paisagem fantástica. Os grandes blocos ao fundo, com um lago mais à esquerda, davam um toque especial à paisagem. Ao fundo, um tapete de nuvens completava o cenário. Chegamos à base da Pedra da Tartaruga. A Pedra da Maçã ficava logo à frente. Sentamos um pouco e fizemos algumas fotos. Apareceu um pouquinho de sol e nos abrigamos do vento. Aproveitamos para lanchar e brincar com alguns passarinhos que chegavam bem perto da gente para comer as migalhas do sanduíche que comíamos.
Depois do lanche, pegamos o caminho de volta. Até que foi rápido. Ainda fizemos uma rápida parada perto da grutinha, onde havia um ponto de água para a Alice entrar. Dali, seguimos para o abrigo, onde aproveitamos para tomar um banho e nos arrumar para a volta. Fizemos uma viagem agradável e só conseguimos encontrar um McDonald’s já próximos de Nova Iguaçu, onde paramos para descansar.
Nada mal para a primeira experiência de montanha da Alice.












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