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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Conquista da Via Paredão Leandro Pestana

Por Leandro do Carmo

Olá pessoal, nova via no Morro do Morcego, em Niterói.

Trata-se de um projeto antigo, iniciado em 2008, por Leandro Pestana. Ficou parado por todo esse tempo devido a dificuldade de acesso, que foi resolvido com a desapropriação da área para a criação do Parque Municipal do Morro do Morcego.

É a primeira linha à direita da pedreira.

O nome da via é em homenagem ao Leandro Pestana que iniciou o projeto em 2008 e que conquistou diversas outras vias, contribuindo para o fortalecimento do Montanhismo.

Linha aproximada da via



Paredão Leandro Pestana – 3° IV E2/E1 D1 240m

Conquistadores: Leandro Pestana, Leandro do Carmo, Marcos Lima e Blanco P. Blanco (2008/2025)

Abaixo, os links para os relatos, fotos e vídeos das três investidas na qual fizemos.

Primeira Ivestida: https://www.pitbullaventura.com.br/2025/09/conquista-no-morro-do-morcego.html?m=1

Segunda Investida: https://www.pitbullaventura.com.br/2025/11/conquista-no-morro-do-morcego-projeto.html?m=1

Terceira Investida: https://www.pitbullaventura.com.br/2026/02/conquista-da-via-paredao-leandro.html?m=1

Croqui



quinta-feira, 11 de junho de 2026

Campo Escola da Viração

Por Leandro do Carmo

Data: 27/03/2026
Local: Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e diversos

Campo Escola da Viração
Fomos ao Campo Escola da Viração para a aula de chaminé e artificial do Curso Básico de Escalada do CNM. Para esse tipo de treino ou aula, o local é perfeito. Combinamos de nos encontrar na Praça Dom Orione e, de lá, seguimos para a trilha dos Blocos, na subida do Parque da Cidade. O início da trilha estava fechado por conta de uma árvore que havia caído. Demos um jeito de passar e seguimos subindo. A entrada do local é quase imperceptível.

Fui à frente, observando bem, pois já encontrei uma jararaca enrolada bem na passagem dos corredores. Para quem nunca foi e tem curiosidade de conhecer, é bom ter cuidado. Além da cobra, há algum tempo, um grupo de voluntários que fazia manutenção na trilha dos Blocos foi atacado por abelhas no local. Depois de vistoriarmos e constatarmos que tudo estava ok, seguimos para o local da chaminé e do artificial. O Léo, novamente, caprichou no café. Esse tem futuro!

Nos preparamos, e o Washington Portela subiu pela árvore e montou o top rope na linha do artificial. O Marcos Velhinho montou o top rope na linha da chaminé. Todos tiveram a oportunidade de fazer o artificial, utilizando fitas, e a chaminé, com várias situações. Um dia de muitos ensinamentos.

Campo Escola da Viração

Campo Escola da Viração


terça-feira, 9 de junho de 2026

Via Guela Seca

Por Leandro do Carmo

Data: 20/03/2026
Local: Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Marco
Via Guela Seca

Era dia de voltar a escalar depois de um bom tempo parado. Estava programado para ajudar em mais uma aula do CBE. Nos encontramos no posto da subida da serrinha e de lá seguimos para o início da caminhada. Estacionamos os carros e seguimos andando. Chegamos rápidos e próximos à placa de identificação do setor, dividimos as cordadas. Segui para a Guela Seca com o Marcos.

Nos arrumamos e passei algumas orientações sobre a via. O dia estava agradável, mas o com certeza o calor viria forte. Tínhamos a companhia do Léo e o Nicolas na CNM 15. O Léo caprichou, levando um café e ainda uns biscoitinhos. Brinquei que desse jeito, sempre teria companhia para escalar. Após o café da montanha, segui para a primeira enfiada da via, tendo que ir e voltar em alguns lances, pois não lembrava muito bem por onde seguir, o que falta de ritmo faz... Parei na primeira parada e o Marco subiu em seguida.

Saí para a segunda enfiada, essa mais tranquila. Estava tão fácil que fui subindo e esqueci de costurar. Quando vi, já estava num esticão longo e já não via mais proteção nenhuma. Tinha que ter alguma coisa por ali. Eu lembrava que não era tão exposta assim. Como não estava achando nada, resolvi subir e chegar à parada. Foi um pouco mais acima, que olhando para baixo, achei a dupla do rapel. Optei por seguir subindo. Mais um pouco e havia chegado à segunda parada. Montei a segurança, com o Marco subindo logo em seguida.

Dali já conseguíamos ver a cordada do Nicolas e Léo. Chegamos a nos falar. Subi para a terceira enfiada com alguns lances melhores e parei já próximo ao cume. O Léo subiu em seguida e assim que chegou à parada, fui lá em cima buscar o livro de cume para ele assinar. Primeira via, primeiro livro de cume! Voltei lá em cima e guardei tudo. Nos preparamos para a sequência de 6 rapeis. O sol apertou, vindo com força.

Descemos tranquilos e apreciando a maravilhosa vista. Conversamos bastante sobre escalada e procedimentos. Já na base, aguardamos a outra cordada descer e de lá seguimos até a base da via Didática, onde nos encontraríamos para descermos todos juntos.


Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca


segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Conquista no Morro do Morcego – Paredão Juratan Leite Câmara – 3ª Investida

Por Leandro do Carmo

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida

Data: 20/09/2025
Local: Jurujuba - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Leandro Conrado

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista







Croqui da Via Paredão Juratan Câmara - Clique para ampliar



Vídeo da escalada da via Paredão Juratan Câmara


Relato da escalada da via Paredão Juratan Câmara

Depois de termos conseguido conquistar a via, preparamos o croqui e aí ficamos pensando se deveríamos divulgar ou fazer mais uma investida para confirmar se havíamos feito o croqui corretamente? Na adrenalina de subir, principalmente no trecho final, acabei não lembrando bem do que havia feito e não estava muito convicto da qualidade do croqui. Então, resolvemos voltar lá e conferir o que já havíamos feito. A previsão para os próximos dias era de que chegasse uma onda de calor, com temperatura acima da média para essa época do ano. Uma condição bem diferente na qual havíamos pegado nas duas investidas anteriores.

Com a previsão nada fácil, combinamos de nos encontrar as 6h 30 min, em frente à Igreja de São Pedro de Jurujuba, ponto final do ônibus 33. De última hora resolvi levar a furadeira e pedi para o Leandro levar todo o material de guia, pois podíamos ter que fazer alguma alteração. Decisão acertada!

Seguimos para o início da trilha, pulando o muro na lateral do portão de entrada do Parque, visto que ainda não está aberto à visitação. Já na base, nos preparamos e segui para guiar a primeira enfiada. Subi rápido, aproveitando para limpara algumas agarras. A corda esticou no limite e foi preciso que o Leandro subisse um pouco para que eu chegasse à parada. Depois precisamos conferir essa distância, pois na minha corda, havia da perfeitamente. O Leandro chegou em seguida e graduamos o trecho em 3º.

Saí para a segunda enfiada e subi tranquilo. Parando na primeira dupla, com cerca de 30 metros, fazendo mais um lance bonito de 3º. O Leandro subiu e colocou para baixo uma laca que estava solta e bem perigosa. Optei por parar ali e avaliar o local onde deveria entrar no grande platô de vegetação. Na semana passada, havia entrado entre dois pequenos arbustos e olhando melhor, vi que deveria ter ido um pouco mais para a esquerda, numa linha óbvia e bem mais limpa. Até falei para o Leandro: “O que eu fui fazer ali?” Sem explicação! Na hora da conquista fica difícil conseguir explicar. Por isso que muitas vezes a gente pergunta: Por que que o conquistador não passou por esse outro lado?

Montei a parada numa árvore mais acima, ao lado de uma grande pedra e dali fomos andando e limpando o caminho até o início da terceira enfiada. Aproveitamos para colocar dois tótens para marcar o caminho. Subimos e no alto de uma laca, iniciei a terceira enfiada. O sol já estava forte e aproveitamos para beber uma água e descansar um pouco. Subi, costurei a primeira chapeleta sem problemas e continuei subindo. Fui subindo e senti bastante dificuldade nesse trecho. Como é que passei aqui na primeira vez? A chapeleta foi ficando longe e percebi que se caísse ali, deveria chegar lá na base. Aí, resolvi que deveria proteger esse lance. Subi mais até a outra chapeleta, após uma laca e desci de baldinho, onde coloquei mais uma chapeleta, intermediando esse lance. Mais um trecho de 3º. Já valeu carregar o peso do equipamento de conquista. Voltei para a escalada e subi, montando a parada, antes do trecho do crux.


Dali, guardei a furadeira na mochila e saí para escalar a parte final. Queria subir logo, pois já estávamos no limite do calor, era por volta das 9 horas e o sol estava queimando. Subi a canaleta que tem alguma vegetação no início até a altura da primeira chapeleta. Costurei e subi um pouco até conseguir costurara a segunda. Dali atravessei o trecho onde havia quebrado uma grande laca na conquista. O trecho ficou bem delicado. Abaixo de uma pequena vegetação, tem uma agarra chave que fica escondida. Foi ali que coloquei a mão para conseguir vencer o crux e subir um pouco, até conseguir subir e costurar a terceira chapeleta. Dali, passei para o outro lado de uma pequena aresta, deixando o lance bem aéreo. Subi um pouco e costurei a quarta chapeleta.

Dali, segui por uma horizontal, num estreito platô, até chegar a última proteção. Nesse ponto, resolvi duplicar e fazer uma parada, com intuito de proteger melhor o participante que faz o crux. O Leandro veio em seguida e da parada, subiu direto ao cume. Fui logo em seguida e já procurei uma pequena sombra para descansar. Bebi o último gole de água. No caminho de volta, parei no poço e molhei um pouco minha cabeça para me refrescar. De volta ao estacionamento, bebi um coca cola gelada. Agora sim estava satisfeito com a conquista. Quem fará a primeira repetição?


Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Cume do Morro do Morcego

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Saindo da última parada em direção ao cume

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Entrando na horizontal da última enfiada

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
No crux

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Entrando no crux

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Saída da penúltima enfiada

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Trecho de caminhada

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Parada em árvore

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Parada em árvore

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Segunda enfiada

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Primeira enfiada

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Chegando à primeira parada

Escalada na via Paredão Juratan Câmara - Terceira Investida da Conquista
Começando a escalada



sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Conquista no Morro do Morcego – Paredão Juratan Câmara – Segunda Investida

Por Leandro do Carmo

Conquista no Morro do Morcego – Paredão Juratan Câmara – Segunda Investida

Data: 13/09/2025
Local: Jurujuba - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Leandro Conrado

Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego


Relato

Depois que iniciei a conquista lá no Morcego com o Leandro e o Alan, passei a semana pensando na continuação da via. Fiquei bem animado com o início e com boas perspectivas para o trecho final. Eu e o Leandro vimos algumas fotos de satélite e comparei com o que havia visto na última vez que escalei lá. No final, havia uma canaleta com bom potencial, e nosso objetivo era chegar lá. Falei com o Leandro durante a semana e combinamos de chegar bem cedo. Dessa vez, o Leandro comprou uma broca nova, assim teríamos uma reserva. A previsão do tempo era de manhã nublada, condição perfeita para a escalada.

Chegamos às 6h30 e seguimos para a base da via. Nos arrumamos e o Leandro guiou a cordada que já havíamos feito. Subi logo em seguida, refazendo os lances que havia feito na conquista. Até que ficaram interessantes. Na parada, organizei todo o equipamento e segui para conquistar os próximos lances. De baixo, ficamos olhando, tentando ver onde ficaria melhor. Subi e dei uma esticada, colocando uma chapa para tirar o fator 2. Já estava próximo de um trecho mais vertical. Tinha esticado quase 30 metros e coloquei uma dupla de chapeletas. Dali, subi mais um pouco e entrei numa matinha. Procurei a maior árvore e montei uma parada nela.

O Leandro Conrado chegou em seguida. Dali, subimos caminhando e segui para a direita, procurando uma passagem para o andar superior. Pelas fotos que tínhamos, havia uma espécie de canaleta no trecho final, e nosso objetivo era chegar lá. Subi um pouco mais e consegui achar uma passagem mais aberta. Ali havia uma laca e, nesse ponto, reiniciamos a conquista. Subi e, na primeira oportunidade, coloquei mais uma chapa. Mais acima, cruzei outra vegetação. Aproveitei uma laca e continuei subindo, colocando mais uma chapa.

Lá de baixo, o trecho vertical parecia maior. Mas, mesmo assim, não seria tão fácil. Nada é fácil nessa vida! Vi um ponto legal para fazer uma parada; já estava quase na base da canaleta que havíamos visto. Subi um pouco e o Leandro avisou que faltavam 3 metros para chegar ao meio da corda. Quando saquei a marreta, ela bateu na pedra e, de longe, o Leandro percebeu que estava oca. O som é bem peculiar. Dei algumas batidas ao redor, procurando um bom lugar para colocar as proteções, e nada. Tudo oco. Tive que subir e mirei mais um pequeno degrau. Mais algumas passadas e, com a corda no limite, consegui me posicionar e bater as duas chapas da parada. O Leandro veio até mim e dali começamos a pensar qual seria a melhor opção. Tínhamos algumas opções, mas preferimos manter o que havíamos pensado e seguir pela canaleta, mesmo tendo outras alternativas.

Subi e caminhei pela canaleta até não ter mais opção e ter que subir. Nesse ponto, coloquei uma chapa. Dali, subi um pouco num lance mais delicado e consegui um pezinho esquerdo para me posicionar. Não estava bom, mas foi o que deu. Olhei para baixo só para me certificar onde eu aterrissaria caso caísse. Acho que não foi uma boa ideia: estava na direção de um cacto. Saquei logo a furadeira e comecei a furar. Minha perna começou a tremer. Dei uma respirada e continuei fazendo força. Terminei o furo e fui limpar. Tive que dar uma pausa para aliviar um pouco a perna. Peguei a chapeleta, coloquei no furo e dei umas batidas. Tratei logo de colocar a solteira; só assim consegui aliviar a perna e apertar a porca. Passado o primeiro sufoco!

Fiquei um pouco ali parado e juro que quase desisti, mas aí lembrei que teria que voltar e carregar tudo até ali novamente. Dali não dava para ver o cume, mas estava certo de que faltava pouco. De volta à conquista, tinha que atravessar uma laca e continuar subindo. Quando coloquei a mão e fiz força, ela quebrou e veio descendo lentamente. Havia uma cordada na Mari do Metrô e, se ela descesse, poderia ir na direção dela. Com jeitinho, fui deslizando-a pela parede até que consegui apoiá-la na vegetação da canaleta. De volta à escalada, tentei algumas vezes até que achei um bom pé e, com um pouquinho de força, consegui passar para o outro lado da laca. Aí subi mais um pouco e coloquei mais uma chapa. O trecho foi ficando bem interessante e, numa passada para a direita, consegui sair da canaleta e coloquei uma chapeleta um pouco mais acima. Assim fui ganhando altura.

Dali, consegui seguir por uma diagonal, num grande e estreito platô, até que bati mais uma chapa e dali subi direto ao cume, onde montei uma parada numa pequena árvore. Era cume! O Leandro subiu em seguida e comemoramos a conquista. Ficamos um tempo ali descansando até que pegamos a trilha de volta.

Durante a descida, ficamos conversando sobre o nome da via e veio o assunto das homenagens. Aí pensei em homenagear o Juratan, por tudo que ele já fez pelo montanhismo, por todas as vias que já conquistou. Sem contar que é um cara que admiro muito. Já tive o prazer de escalar algumas vias que ele conquistou, escalar algumas vias com ele, escalar junto com ele algumas vias que ele conquistou, conquistar vias juntos e ainda dele ter batizado uma via com meu nome! Nada mais justo que essa homenagem. Valeu, Juratan!



Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Iniciando a conquista do crux


Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Visual



Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Batendo a primeira chapeleta do crux

Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Visual

Missão cumprida, cume!



Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Leando Conrado escalando

Via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego
Leandro na parada em árvore, da segunda enfiada


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego - Primeira Investida

Por Leandro do Carmo

Conquista da via Paredão Juratan Câmara -  Morro do Morcego - Primeira Investida

Data: 06/09/2025
Local: Jurujuba - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Leandro Conrado e Alan Rangel

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida 

Relato

Depois que fui com o Velhinho para conquistar uma linha ao lado direito da Moby Dick e, chegando lá, vimos que já haviam iniciado — talvez no dia anterior ou no próprio dia, visto que o pó dos furos ainda estava lá — fiquei com receio de que conquistassem outra linha que eu havia visto, ao lado esquerdo da Mari do Metrô. Então, queria ir logo iniciar a conquista. Depois que machuquei meu olho, ainda não podia fazer muita coisa. Já haviam passado 10 dias e eu estava bem melhor. Minha ideia era ir lá e tentar bater algumas chapas.

Falei com o Velhinho, mas ele não podia ir. Ele me disse que o Leandro Conrado iria lá com o Alan, então mandei uma mensagem para o Leandro e eles aceitaram. Como havia quebrado uma broca na conquista anterior, fui procurar outra para comprar, mas a loja perto do meu trabalho não tinha. Passei mensagem para o Leandro, perguntando se ele conseguiria comprar. Ele chegou a ir a uma loja, mas também não tinha. Como eu tinha outra broca, fiquei mais tranquilo.

Quando cheguei em casa para arrumar o material, não achei a broca. Pensei que estivesse dentro de outra bolsa e deixei para separar de manhã cedo. Acordei cedo e fui procurar a broca, mas não achava de jeito nenhum. Como tudo estava dando errado nas conquistas no Morcego, quase desisti de levar o material, mas algo me dizia para levar. Coloquei tudo no carro e segui para Jurujuba. Combinamos às 7h, em frente à igrejinha. Como não conseguiria conquistar, iria fazer uma cordada de três em alguma via. No caminho, fui contando a história da broca que quebrou e que eu havia esquecido na bolsa. Disse que tinha certeza de que havia pegado as duas brocas na mão: a que quebrou e a que eu havia deixado na bolsa.

Quando acabei de falar isso e mostrei o local onde eu havia me arrumado após a escalada, o Alan olhou para o chão e vimos as duas brocas lá. Milagre! Estávamos novamente prontos para a conquista. Voltei ao carro, trouxe todo o material e fomos até a base da Mari do Metrô. Ali mostrei a eles a linha que eu havia imaginado e analisamos onde ficaria melhor iniciar. Voltamos um pouco e achamos um local bom para começar, pois havia um trecho mais limpo.

Arrumei tudo e comecei a subir. Num trecho mais limpo, coloquei a primeira chapeleta, mais para identificar a linha da via. Subi mais um pouco e coloquei a segunda. Depois dei uma boa subida, aproveitando um trecho mais positivo. Esse trecho seria intermediado na descida. Nesse ponto, onde vem um trecho mais vertical, coloquei a terceira chapa. Continuei subindo, aproveitando o bom rendimento, e coloquei a quarta. A parede seguia com uma camada grossa de sujeira, e eu tinha que ficar limpando para procurar as agarras mais sólidas. O bom desse trecho é que, apesar da verticalidade, ele segue por uma sequência de degraus. Aproveitando essa característica, subi e coloquei mais uma chapeleta, totalizando cinco até o momento.

Nessa hora, a Renata e a Letícia apareceram para fazer a Mari do Metrô. Vi que estava me aproximando demais da Mari e fiquei preocupado, mas depois percebi que ela vai saindo para a direita e a linha natural era seguir reto ou até para a esquerda. Peguei fôlego e subi mais um trecho, colocando a sexta chapeleta. Até cogitei parar ali e colocar uma dupla, mas perguntei ao Alan quanto tinha de corda e achei que chegaria ao próximo degrau, uns 4 metros acima. Subi num lance mais delicado e, confortavelmente, bati a sétima chapeleta, duplicando esse ponto. Estavam prontos 60 metros de via.

O Leandro já estava escalando enquanto eu subia e foi repetindo os lances simultaneamente à conquista. Ele gostou bastante, e isso animou para as próximas investidas. O Alan subiu em seguida e dali emendamos a corda e fizemos um rapel até a base. Aproveitei e intermediei um inicial, deixando uma parada dupla de rapel.

Havíamos avançado bem. Nada mal para quem saiu desacreditado de casa, sem broca para conquistar... Levamos a velha máxima ao limite: escalada só se desmarca na base!

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida



Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

domingo, 19 de outubro de 2025

Explorando o Morro do Boqueirão, novas vias em Niterói

Por Leandro do Carmo

Explorando o Morro do Boqueirão, novas vias em Niterói

Data: 27/08/2025
Local: Piratininga - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Luís Avellar

Visão Geral das vias


Wikilock 



Powered by Wikiloc


Download: https://loc.wiki/t/228977740?wa=sc

 

Relato

O Morro do Boqueirão é uma pedra que fica ao final da Rua Estrela, no Cafubá. A primeira vez que fui lá foi quando estava fazendo o mapeamento para o “Guia de Trilhas de Niterói e Maricá” (PitBull Aventura: Guia de Trilhas de Niterói e Maricá: Quinto dia, fechando o PARNIT). Até então, não havia muita informação sobre o local; inclusive, eu e o Cléver reabrimos a trilha nesse dia. Mas o que realmente me chamava a atenção era a parede que víamos quando estávamos em Piratininga. Sempre pensei no potencial que havia ali, inclusive uma canaleta que fazia uma diagonal para a esquerda. De qualquer forma, fiquei adiando a ida.

Parede vista do Centro Eco Cultural Sueli Pontes

O Luís chegou a ir lá numa investida, mas não avançou muito, deixando mais vontade ainda de ir lá e conquistar alguma via. Depois que escalei a Paredão Itaipu com o João Neuhauss e o Luís, conversamos sobre os pontos de escalada que ainda não tinham conquista e surgiu o assunto do Boqueirão. O João e o Alexandre Langer marcaram de ir lá, mas eu não pude no dia, tinha um compromisso. Eles foram e ficamos surpresos quando chegaram lá e encontraram duas vias já prontas. Aproveitaram para conquistar a canaleta. Agora era hora de ir lá e repetir as vias.

Convidei o Luís para irmos lá. O Alexandre me passou um Wikiloc do caminho que abriram e eu fui preparado para consolidar a trilha de acesso. Chegamos lá, deixamos as motos perto do caminho que dá acesso à trilha e seguimos andando. Entramos na trilha e seguimos subindo até que encontrei a picada que eles abriram. Conferi o Wikiloc e bateu com o que eles haviam me passado. Já saquei o facão. Descemos sem muitos problemas e passamos por um grande bloco. Daí, seguimos até a lagoa. Havia muito lixo no local e o cheiro da lagoa estava horrível.

Apesar do lixo, esse trecho era bem bonito e, se um dia a lagoa voltar a estar limpa, tem um grande potencial. Cruzamos diversos blocos de pedra e voltamos a subir um pouco, até cruzarmos um trecho de rocha com vegetação rasteira. Um espetáculo! Seguimos andando e parecia que o tracklog deles passava mais por cima, mas não consegui me localizar bem. De qualquer maneira, seguiríamos para o mesmo destino. Já ao final, cruzamos um pedaço fechado e havíamos chegado ao nosso destino. Estávamos na base da canaleta.

Conseguimos achar as duas vias que eles haviam visto na investida anterior, bem como a linha da canaleta que haviam conquistado. Resolvemos começar pela canaleta. A via tem 60 metros e segue por toda a extensão da canaleta. Está com alguns lances expostos, mas acho que serão intermediados em breve. A vista é bem bonita e chega bem próxima ao cume. Já no final da via, rapelamos e optamos por fazer a via que inicia na borda direita da canaleta. O Luís subiu e, depois que cruzou uma barriga, perdi contato visual. Subi em seguida e percebi o quanto a via é dura. Vários lances bem delicados, com pequenas agarras. Mais acima, passei por um diedro cego, num trecho bem vertical, com um lance bem atlético. Já na parada final, a vista para a lagoa era fantástica. O dia ajudava. Uma pena que a qualidade da água da lagoa está péssima. Tenho a esperança de que, com todas as intervenções que estão sendo feitas no entorno, ela melhore.

Deu para ver boa parte da via ao lado e algumas chapeletas bem à esquerda da canaleta, mas só era possível ver de onde estávamos. Fizemos o primeiro rapel e, na parada dupla, optamos por escalar até a dupla da via ao lado e rapelar por ela, já dando uma conferida e deixando um croqui pronto para uma futura repetição. Ela parece ser bem mais dura que as outras duas vias que fizemos. Já na base, aproveitei para procurar o início dessa outra via que havia visto, mas não encontrei nada. Teremos que voltar com mais calma. Estamos procurando informações dos conquistadores.

Nos preparamos e começamos a voltar. Aproveitei para ir ajeitando mais ainda a trilha de acesso e, num dado momento, um galho bateu no meu olho direito. Na hora não dei muita atenção, acho que foi por causa do sangue quente. Retornamos à trilha principal e logo estávamos de volta ao ponto onde havíamos deixado as motos. Segui para casa. Conforme o tempo foi passando, meu olho começou a incomodar e, já no limite, tive que ir para a emergência. Foi diagnosticada uma pequena lesão na córnea e iniciei o tratamento. Foram dias bem difíceis, mas tudo deu certo.

Tirando o problema no olho, tivemos uma boa investida! Mais um setor de escalada em Niterói!

Vídeo da Via da Canaleta


Vídeo da via da Direita da Canaleta


Fotos