Olá pessoal, nova via no Morro do Morcego, em Niterói.
Trata-se de um projeto antigo, iniciado em 2008, por Leandro
Pestana. Ficou parado por todo esse tempo devido a dificuldade de acesso, que
foi resolvido com a desapropriação da área para a criação do Parque Municipal do
Morro do Morcego.
É a primeira linha à direita da pedreira.
O nome da via é em homenagem ao Leandro Pestana que iniciou o
projeto em 2008 e que conquistou diversas outras vias, contribuindo para o fortalecimento
do Montanhismo.
Linha aproximada da via
Paredão Leandro Pestana – 3° IV E2/E1 D1 240m
Conquistadores: Leandro Pestana, Leandro do Carmo, Marcos Lima
e Blanco P. Blanco (2008/2025)
Abaixo, os links para os relatos, fotos e vídeos das três investidas na qual fizemos.
Fomos ao Campo Escola da Viração para a aula de chaminé e
artificial do Curso Básico de Escalada do CNM. Para esse tipo de treino ou
aula, o local é perfeito. Combinamos de nos encontrar na Praça Dom Orione e, de
lá, seguimos para a trilha dos Blocos, na subida do Parque da Cidade. O início
da trilha estava fechado por conta de uma árvore que havia caído. Demos um
jeito de passar e seguimos subindo. A entrada do local é quase imperceptível.
Fui à frente, observando bem, pois já encontrei uma jararaca
enrolada bem na passagem dos corredores. Para quem nunca foi e tem curiosidade
de conhecer, é bom ter cuidado. Além da cobra, há algum tempo, um grupo de
voluntários que fazia manutenção na trilha dos Blocos foi atacado por abelhas
no local. Depois de vistoriarmos e constatarmos que tudo estava ok, seguimos para
o local da chaminé e do artificial. O Léo, novamente, caprichou no café. Esse
tem futuro!
Nos preparamos, e o Washington Portela subiu pela árvore e
montou o top rope na linha do artificial. O Marcos Velhinho montou o top rope
na linha da chaminé. Todos tiveram a oportunidade de fazer o artificial,
utilizando fitas, e a chaminé, com várias situações. Um dia de muitos
ensinamentos.
Era dia de voltar a escalar depois de um bom tempo parado.
Estava programado para ajudar em mais uma aula do CBE. Nos encontramos no posto
da subida da serrinha e de lá seguimos para o início da caminhada. Estacionamos
os carros e seguimos andando. Chegamos rápidos e próximos à placa de
identificação do setor, dividimos as cordadas. Segui para a Guela Seca com o
Marcos.
Nos arrumamos e passei algumas orientações sobre a via. O
dia estava agradável, mas o com certeza o calor viria forte. Tínhamos a
companhia do Léo e o Nicolas na CNM 15. O Léo caprichou, levando um café e ainda
uns biscoitinhos. Brinquei que desse jeito, sempre teria companhia para
escalar. Após o café da montanha, segui para a primeira enfiada da via, tendo
que ir e voltar em alguns lances, pois não lembrava muito bem por onde seguir,
o que falta de ritmo faz... Parei na primeira parada e o Marco subiu em
seguida.
Saí para a segunda enfiada, essa mais tranquila. Estava tão
fácil que fui subindo e esqueci de costurar. Quando vi, já estava num esticão
longo e já não via mais proteção nenhuma. Tinha que ter alguma coisa por ali.
Eu lembrava que não era tão exposta assim. Como não estava achando nada,
resolvi subir e chegar à parada. Foi um pouco mais acima, que olhando para
baixo, achei a dupla do rapel. Optei por seguir subindo. Mais um pouco e havia
chegado à segunda parada. Montei a segurança, com o Marco subindo logo em
seguida.
Dali já conseguíamos ver a cordada do Nicolas e Léo.
Chegamos a nos falar. Subi para a terceira enfiada com alguns lances melhores e
parei já próximo ao cume. O Léo subiu em seguida e assim que chegou à parada,
fui lá em cima buscar o livro de cume para ele assinar. Primeira via, primeiro
livro de cume! Voltei lá em cima e guardei tudo. Nos preparamos para a
sequência de 6 rapeis. O sol apertou, vindo com força.
Descemos tranquilos e apreciando a maravilhosa vista.
Conversamos bastante sobre escalada e procedimentos. Já na base, aguardamos a
outra cordada descer e de lá seguimos até a base da via Didática, onde nos
encontraríamos para descermos todos juntos.
Data: 11/10/2025 Local: Charitas - Niterói – RJ Participantes: Leandro do Carmo e Enzo
Foi chegando mais um final de semana, e dessa vez participaríamos
da Regata CIAGA. No ano passado, a regata não aconteceu por falta de vento. Este
ano, a previsão era de vento, e a regata da Classe Dingue aconteceria junto com
a etapa do Campeonato Estadual.
Nos encontramos às 9h no Prevela e preparamos os
barcos. Saímos por volta das 12h30. A previsão de largada era às 13h.
Os barcos ficaram reunidos em frente ao Prevela, logo após a Ilha dos Amores. Nossa
comissão era diferente e seguiu para próximo ao ICB. Também seguimos para
lá.
Fizemos apenas duas das três regatas, mas foi o
suficiente para uma boa velejada.
Conquista no Morro do Morcego – Projeto antigo do Leandro
Pestana – Segunda Investida
Data: 04/10/2025 Local: Jurujuba - Niterói – RJ Participantes: Leandro do Carmo e Marcos Lima
Vídeo da conquista
Relato da conquista
Depois que reiniciamos o projeto, fiquei pensando na linha
da conquista. Era hora de voltar. Estava fazendo muito calor, e minha ideia era
apenas acertar o que havíamos iniciado na investida anterior, quando a broca
quebrou e não consegui concluir o trecho. Perguntei ao Velhinho se ele queria
ir lá. Ele tinha um compromisso, então resolvemos nos encontrar às 6h da manhã.
Assim, ele ficaria livre cedo e, de quebra, evitaríamos o calor. Nos
encontramos em frente à Igreja de São Pedro de Jurujuba. Dali seguimos para a
base da via.
Nos arrumamos e eu segui guiando esse trecho, já preparado
para colocar uma chapeleta nos primeiros 30 metros, deixando pronto o ponto de
rapel. Dali, segui até a chapeleta que eu havia batido e que ficou para fora.
Nesse ponto, coloquei uma parada dupla. O Velhinho subiu e, já na parada,
resolveu continuar esse trecho. Pegou todo o equipamento de conquista e subiu
por um caminho diferente do que eu havia feito na investida anterior.
Lá no alto, colocou uma chapeleta e eu subi em seguida,
conferindo o caminho. Acabei indo para o local onde havia feito um furo na
investida passada, ponto onde a broca quebrou. Ali percebi que esse era o
melhor caminho. Foi difícil convencer o Velhinho, mas ele concordou. Peguei a
furadeira e o material de conquista, colocando mais uma chapeleta. Dali subi um
pouco e coloquei outra em um lance mais delicado. Me posicionei precariamente e
comecei a furar. A perna começou a tremer. Não havia colocado cliff e, se
caísse ali, iria em cima de um cacto e ainda pendularia, pois o Velhinho estava
bem mais à esquerda. Consegui aliviar um pouco o peso e dei descanso para a
perna. Antes mesmo de apertar a porca da chapeleta, já havia passado a
solteira. Cair, eu não cairia mais.
Nem eram 8h da manhã e o sol já estava forte. Ainda bem que
começamos cedo. Vi uma boa passada para cima e resolvi subir, colocando mais
uma chapeleta. Olhei um trecho claro da rocha e subi em sua direção. Achei um
bom pé e uma boa mão. Ali foi mais fácil e consegui colocar outra chapeleta.
Uma cordada formada pela Letícia e pelo Hebert estava na Paredão Juratan
Câmara, e desse ponto onde eu estava conseguia vê-los perfeitamente. Com a
facilidade dessa instalação, resolvi arriscar e subir mais um pouco. Fui em
direção a um buraco que ficava numa pequena diagonal para a esquerda. Com duas
passadas, cheguei nele por baixo e percebi uma grande agarra. Dali subi um
pouco e me posicionei no alto dele, colocando mais uma chapeleta.
Nesse ponto, fiquei na dúvida sobre o caminho a seguir.
Havia duas opções: seguir numa diagonal para a esquerda, chegando a um bom
platô e dali subir — mas eu não via boas agarras; ou seguir reto para cima de
onde estava. A segunda opção era a mais curta para chegar ao grande platô de
vegetação acima, mas talvez a mais difícil. Achei melhor descer e deixar para
uma próxima investida. Desci de baldinho até a parada e o Velhinho subiu para
repetir o lance recém-conquistado, rapelando em seguida. Tentamos tirar a porca
do parabolt que havia ficado mal batido, mas não conseguimos. Tentaremos na
próxima investida.
Na descida, aproveitei para duplicar o ponto de rapel. Já na
base, ficamos observando a cordada da Letícia e do Hebert repetindo a Paredão
Juratan Câmara. Conseguimos vê-los no crux. Ficamos ali vendo-os passar e só
fomos embora quando os dois estavam na parada dupla, antes do cume.
Para quem iria apenas colocar as chapeletas que faltavam,
até que avançamos bem na conquista.
Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Terceira
Investida
Data: 20/09/2025 Local: Jurujuba - Niterói – RJ Participantes: Leandro do Carmo e Leandro Conrado
Croqui da Via Paredão Juratan Câmara - Clique para ampliar
Vídeo da escalada da via Paredão Juratan Câmara
Relato da escalada da via Paredão Juratan Câmara
Depois de termos conseguido conquistar a via, preparamos o croqui e aí ficamos pensando se deveríamos divulgar ou fazer mais uma investida para confirmar se havíamos feito o croqui corretamente? Na adrenalina de subir, principalmente no trecho final, acabei não lembrando bem do que havia feito e não estava muito convicto da qualidade do croqui. Então, resolvemos voltar lá e conferir o que já havíamos feito. A previsão para os próximos dias era de que chegasse uma onda de calor, com temperatura acima da média para essa época do ano. Uma condição bem diferente na qual havíamos pegado nas duas investidas anteriores.
Com a previsão nada fácil, combinamos de nos encontrar as 6h 30 min, em frente à Igreja de São Pedro de Jurujuba, ponto final do ônibus 33. De última hora resolvi levar a furadeira e pedi para o Leandro levar todo o material de guia, pois podíamos ter que fazer alguma alteração. Decisão acertada!
Seguimos para o início da trilha, pulando o muro na lateral do portão de entrada do Parque, visto que ainda não está aberto à visitação. Já na base, nos preparamos e segui para guiar a primeira enfiada. Subi rápido, aproveitando para limpara algumas agarras. A corda esticou no limite e foi preciso que o Leandro subisse um pouco para que eu chegasse à parada. Depois precisamos conferir essa distância, pois na minha corda, havia da perfeitamente. O Leandro chegou em seguida e graduamos o trecho em 3º.
Saí para a segunda enfiada e subi tranquilo. Parando na primeira dupla, com cerca de 30 metros, fazendo mais um lance bonito de 3º. O Leandro subiu e colocou para baixo uma laca que estava solta e bem perigosa. Optei por parar ali e avaliar o local onde deveria entrar no grande platô de vegetação. Na semana passada, havia entrado entre dois pequenos arbustos e olhando melhor, vi que deveria ter ido um pouco mais para a esquerda, numa linha óbvia e bem mais limpa. Até falei para o Leandro: “O que eu fui fazer ali?” Sem explicação! Na hora da conquista fica difícil conseguir explicar. Por isso que muitas vezes a gente pergunta: Por que que o conquistador não passou por esse outro lado?
Montei a parada numa árvore mais acima, ao lado de uma grande pedra e dali fomos andando e limpando o caminho até o início da terceira enfiada. Aproveitamos para colocar dois tótens para marcar o caminho. Subimos e no alto de uma laca, iniciei a terceira enfiada. O sol já estava forte e aproveitamos para beber uma água e descansar um pouco. Subi, costurei a primeira chapeleta sem problemas e continuei subindo. Fui subindo e senti bastante dificuldade nesse trecho. Como é que passei aqui na primeira vez? A chapeleta foi ficando longe e percebi que se caísse ali, deveria chegar lá na base. Aí, resolvi que deveria proteger esse lance. Subi mais até a outra chapeleta, após uma laca e desci de baldinho, onde coloquei mais uma chapeleta, intermediando esse lance. Mais um trecho de 3º. Já valeu carregar o peso do equipamento de conquista. Voltei para a escalada e subi, montando a parada, antes do trecho do crux.
Dali, guardei a furadeira na mochila e saí para escalar a parte final. Queria subir logo, pois já estávamos no limite do calor, era por volta das 9 horas e o sol estava queimando. Subi a canaleta que tem alguma vegetação no início até a altura da primeira chapeleta. Costurei e subi um pouco até conseguir costurara a segunda. Dali atravessei o trecho onde havia quebrado uma grande laca na conquista. O trecho ficou bem delicado. Abaixo de uma pequena vegetação, tem uma agarra chave que fica escondida. Foi ali que coloquei a mão para conseguir vencer o crux e subir um pouco, até conseguir subir e costurar a terceira chapeleta. Dali, passei para o outro lado de uma pequena aresta, deixando o lance bem aéreo. Subi um pouco e costurei a quarta chapeleta.
Dali, segui por uma horizontal, num estreito platô, até chegar a última proteção. Nesse ponto, resolvi duplicar e fazer uma parada, com intuito de proteger melhor o participante que faz o crux. O Leandro veio em seguida e da parada, subiu direto ao cume. Fui logo em seguida e já procurei uma pequena sombra para descansar. Bebi o último gole de água. No caminho de volta, parei no poço e molhei um pouco minha cabeça para me refrescar. De volta ao estacionamento, bebi um coca cola gelada. Agora sim estava satisfeito com a conquista. Quem fará a primeira repetição?
Data: 07/09/2025 Local: Charitas - Niterói – RJ Participantes: Leandro do Carmo e Enzo
Relato
Estava chegando mais uma regata do Ranking PCSF. Nos organizamos e conseguimos levar seis Dingues. Meu filho João estava todo empolgado, pois iria timonear pela primeira vez. A Alice, como adora ganhar medalha, queria ir com o Marcelo de qualquer jeito. O domingo amanheceu chuvoso e algumas pessoas não foram ao Prevela. Como não havíamos divulgado na lista que haveria regata, pois não teríamos como levar todo mundo, acabamos dando um presente para quem acordou cedo nesse dia.
Chegamos e já começamos a preparar os barcos. Dividimos as tripulações e cada dupla foi montando seu barco. Essa foi a primeira regata na qual o Enzo participaria. A hora passou rápido e fiz a inscrição de todos, preenchendo o formulário online. Por volta das 12h30, começamos a sair em direção ao Praia Clube São Francisco. A velejada foi tranquila, com bom vento. Atracamos no cais do PCSF e o Comandante Horário nos deu uma rápida palestra sobre procedimento de largada e explicou detalhadamente o percurso.
Faltando 10 minutos, todos foram para a água. Ficamos perto da linha de largada e acompanhei bem os avisos e bandeiras para tentar largar bem. Largada dada, consegui ficar bem posicionado, mas o Enzo se atrapalhou um pouco e acabei tocando a boia da largada, ficando um pouco para trás. Apesar disso, consegui seguir colado nos primeiros. Fomos na empopada até montar a primeira boia.
Montada a primeira boia, segui bem colocado, ora em terceiro geral, ora em quarto. Nesse bordo até a boia, o vento deu uma rondada e, num determinado momento, o burro soltou. Tive um pouco de dificuldade, mas consegui colocá-lo no lugar. No começo, o Enzo estava com um pouco de medo, mas aos poucos foi se acostumando e começou a ajudar dentro do barco. Montei a boia e segui na empopada até a boia do ICI, onde montei em terceiro geral. Mas no bordo seguinte, acabei perdendo uma posição já próximo de montar a boia.
Montei a boia e, no bordo final, consolidei o quarto lugar geral e primeiro na categoria dos barcos clássicos, aqueles construídos até o ano de 1999. Por pouco não consegui subir ao pódio na categoria geral. Mais uma excelente regata!