Por Leandro do Carmo
51ª Regata DPC
Vídeo da 51º Regata DPC
A Regata DPC (Diretoria de Portos e Costas) é um tradicional evento náutico brasileiro realizado na Baía de Guanabara. Criada em 1972 por iniciativa do vice-almirante Hilton Beirutti e do então comodoro do Iate Clube de Icaraí, Alzir de Castro Faria, a competição celebra a união entre a Marinha do Brasil e a comunidade da vela. Este ano, foi realizada a 51ª edição. Atualmente, vem sendo coorganizada por instituições como o Clube Naval Charitas e a Federação de Vela do Rio de Janeiro (FEVERJ), reunindo grande parte da flotilha fluminense.
Estava bem animado para correr essa regata. Eu competiria na classe Dingue, mas Marcelo Barros conseguiu um escaler com o 90º GEMAR para que o Prevela pudesse participar. Essa seria minha primeira vez em um escaler. O escaler é uma embarcação tradicional de propulsão a remo e/ou vela, muito utilizada para treinamento de marinharia, salvatagem e competições esportivas militares, especialmente pela Marinha do Brasil e por grupos escoteiros. Ele é reconhecido por sua estabilidade e por promover o trabalho em equipe. Pode acomodar de 6 a 12 pessoas, dependendo do tamanho.
Durante a semana, organizamos a tripulação e combinamos de chegar às 7h30aoPrevela para pegar os coletes e, de lá, seguir para o Clube Naval de Charitas. Já no Naval, começamos a preparar o escaler. Içamos as velas e fizemos os ajustes necessários. A previsão era de vento fraco, e isso era um problema. A brisa soprava fraca e, já próximo ao horário da largada, a previsão se confirmou. Saímos com um ventinho nada convidativo e, com muito custo, deixamos o píer do clube.
Dividimos as tarefas e cada um ficou responsável por alguma coisa no barco. E tinha bastante coisa a fazer. O escaler possui três velas e sempre exige trabalho. Demos alguns bordos próximos ao barco da comissão e acompanhamos a largada dos veleiros oceânicos. Chegou a nossa vez de largar, e o vento estava bem fraco. Conseguimos velejar bem dentro dessas condições. Já próximos ao Morro do Morcego, o vento foi parando de vez. Havia uma corrente contra e, em alguns momentos, o escaler parecia andar para trás. Avançamos lentamente até contornar a Ilha da Boa Viagem.
Nesse ponto, o vento aumentou um pouco e conseguimos montar a boia da Maria Thereza, retornando com muito custo. O vento parou novamente e ficamos literalmente à deriva. O tempo foi passando e nada. Já estava entardecendo quando pedimos ajuda à comissão, que enviou um barco de apoio para nos rebocar até o Naval. Foi uma experiência bacana. Poderia ter sido melhor, mas sempre vale o aprendizado.



















































