sexta-feira, 18 de setembro de 2026

10ª Regata 6H do Iate Clube Brasileiro

Por Leandro do Carmo

10ª Regata 6H do Iate Clube Brasileiro

Data: 14/06/2026
Local: São Francisco – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Enzo Lima, Gabriel Pimenta e João



Na Regata 6H do ano passado, eu não pude participar, pois havia machucado a vista numa incursão lá no Morro do Boqueirão. Mas, dessa vez, estava inteiro. A Regata 6H é diferente. Nela, o campeão é o veleiro que dá a maior quantidade de voltas no percurso, em um intervalo de seis horas, alternando a tripulação. Ou seja, uma tripulação dá uma volta, para e troca. A segunda tripulação dá mais uma volta, para, volta a primeira tripulação e segue assim, alternando.

A logística não era muito fácil. Precisávamos chegar cedo ao PREVELA, pois tínhamos que estar no Iate Clube Brasileiro às 9h30. Por isso, cheguei ao PREVELA às 7h30. Já tinha gente lá. Estava frio, mas logo esquentou, pois o “desce barco, leva barco para a água, pega equipamento, monta barco” não dava trégua. A sorte é que levamos apenas dois barcos. Isso facilitou a logística. Fomos rebocados até o ICB e, lá, nos preparamos para o início.

Nossa equipe foi dividida entre mim e o Enzo, em uma dupla, e o Gabriel Pimenta e o João, na outra. A largada seria às 10h30, com término às 16h30. Fui para a água, já me preparando para a largada. Larguei bem e segui para a primeira volta bem colocado. Até que o vento estava razoavelmente bom. Na parte interna do cais, fizemos nossa primeira troca. Estávamos em terceiro lugar. Mas, nessa volta, acabamos perdendo uma posição. Na troca seguinte, consegui tirar um pouco a diferença para o terceiro colocado, mas voltamos a ficar para trás.

A partir da quarta volta, só conseguimos manter nossa posição. Porém, conseguimos aumentar a distância para o quinto colocado. Aí ficou mais fácil. Até que consegui andar bem. Nós nos mantivemos na mesma volta do barco que liderava e, assim, conseguimos completar a regata com as mesmas oito voltas.

No geral, chegamos em 4º lugar, mas, na nossa categoria, terminamos em primeiro. Uma vitória! Depois de terminada a regata, desmontamos os barcos e deixamos tudo pronto para voltarmos rebocados pelo nosso bote de apoio. Seguimos para a premiação. Teve cachorro-quente, refrigerante e chope liberados. E veio em boa hora, pois já estávamos famintos. Passamos o dia todo só comendo besteira, nada que sustentasse.

De lá, seguimos, já no escuro, para o PREVELA. O motor do nosso barco de apoio quase nos pregou uma peça, mas conseguimos chegar. Ainda bem que eram apenas três barcos para subir.

Um dia extremamente cansativo, mas bem divertido. Levando em conta que havíamos chegado ao PREVELA às 7h30 e que já eram 19h30, acho que poderíamos chamar essa regata de “Regata 12H”, não acham?











Escalada na Via Mari do Metrô

Por Leandro do Carmo

Via Mari do Metrô

Data: 06/06/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Leandra Angelone

Via Mari do Metrô


Vídeo da escalada na via Mari do Metrô


Relato da escalada na Via Mari do Metrô

Ver o Morro do Morcego hoje, com várias vias de escalada, é uma vitória. Há muito tempo eu frequentava o local e sempre tínhamos problemas de acesso. Enquanto foi área privada, enfrentávamos dificuldades. Porém, depois que a Prefeitura de Niterói desapropriou a área, mesmo com os problemas de corrupção, tudo mudou. Quando escalei a Moby Dick pela primeira vez, eu e o Claudney tivemos que contornar o Morro do Morcego a partir da Praia de Adão. Deu um grande trabalho, e isso inviabilizava a escalada no local.

Depois que conquistei a via Leandro Pestana, queria marcar uma invasão para que pudéssemos escalar todas as vias da face, que hoje conta com cinco vias: Leandro Pestana, Juratan Câmara, Mari do Metrô, Moby Dick e Celina Alvarenga. Havia combinado com o Rafael, diretor técnico do Light, de fazermos uma invasão, porém as condições do tempo estavam bem ruins. Para nós, que moramos em Niterói, é tranquilo chegar lá e não conseguir escalar, mas, para quem mora no Rio, fica complicado. Assim, avisei ao Rafael que havia grande probabilidade de a parede estar molhada, mas que iríamos mesmo assim. O Rafael topou. Algumas pessoas do CNM desistiram, mas quem foi não se arrependeu.

Chegamos cedo a Jurujuba. Estava uma manhã fria, mas o céu estava completamente aberto. O sol já batia, mas ainda sem força para esquentar. O Vinícius foi o último a chegar. Organizamos as cordadas, tiramos uma foto e seguimos para a base das vias. Éramos 14 escaladores, nada mal. O portão de acesso estava fechado. Seguimos pela escada e pulamos o muro. Ainda bem que, hoje em dia, por enquanto, ninguém reclama mais. Em frente à pedreira, notei que haviaaberto uma via bem ao lado esquerdo, mais uma para repetir em breve...

Pela divisão das cordadas, eu faria a Mari do Metrô com a Leandra. A cordada do Vinícius também entraria nela. Eu ainda não havia feito essa via, apenas a parte final, quando entrei na Celina Alvarenga, há algum tempo, antes do término da conquista. Nós nos arrumamos e saí para guiar a primeira enfiada. Essa foi tranquila, só com um trechinho um pouco mais difícil. E estava tudo bem seco; por enquanto, sem problemas. Na parada,montei a segurança, e a Leandra veio em seguida, escalando bem rápido. O sol estava bem agradável. Lá de cima, conseguia ver as outras cordadas. O Leandro Conrado estava ao meu lado, na primeira parada da Moby Dick.

Saí para a segunda enfiada, um pouco mais suja que a primeira. Achei essa um pouco mais difícil. Passei por um trecho bem molhado, logo abaixo da parada. Dali, segui por um platô de vegetação até entrar novamente na parede. Esse trecho foi mais difícil que os anteriores. Vi que havia algumas agarras quebradas, o que me fez redobrar a atenção. O sol deu uma apertada; já sentia o calor irradiando da rocha, mas, como estamos no outono, nada que atrapalhasse. E já estávamos próximos ao final. Continuei subindo até chegar a uma parada dupla da Moby Dick. Faltava pouco até o cume. A Leandra veio em seguida e sentiu um pouco esse trecho final, mas chegou à parada. Ali descansamos um pouco.

A cordada do Leandro Conrado estava se aproximando e, para evitar que ficasse muita gente ali, assim que ele chegou, saí para o último trecho. A saída é delicada, e contornei um pouco mais pela esquerda, logo costurando uma chapeleta. Dali, segui para o lance final, um movimento em estilo boulder. Sabia que havia uma boa mão mais acima e me posicionei bem, subindo o pé direito na fenda. Depois que ganhei um pouco de altura, consegui jogar a outra mão mais acima, e tudo ficou mais fácil. Joguei a perna esquerda para cima e venci o lance rapidamente. Montei a parada, e a Leandra subiu em seguida. Parou na base. Dei algumas sugestões, mas ela acabou fazendo de um jeito diferente. Cada um encontra sua maneira.

Seguimos para o cume e aguardamos todos subirem. O dia estava lindo, e quem não conhecia o cume do Morro do Morcego o fez da melhor forma. Não havíamos conseguido escalar todas as vias da face, mas foi um dia perfeito em uma semana de dias chuvosos.

E mais uma vez, o ditado se comprova: “escalada só se desmarca na base.”


Fotos da escalada na Via Mari do Metrô



Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô


Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Escalada na Via Infravermelho

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Infravermelho

Data: 31/05/2026
Local: Urca – Rio de Janeiro – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alice Carvalho e Marcos Lima


Vídeo da Escalada na Via Infravermelho


Relato da Escalada da via Infravermelho

A Alice estava me cobrando uma escalada havia algumas semanas, mas, por duas oportunidades, choveu no dia combinado. Como ela é que estava me chamando, eu não queria perder a oportunidade. Ela ainda me fez um pedido: a via não podia ser feita andando. Na escalada que havíamos feito, a via Recuperação, ela reclamou que conseguia andar em alguns trechos. Precisava achar uma via que fosse mais vertical, mas que não fosse tão difícil. Optei pela via Infravermelho, no setor dos Coloridos, no Morro da Urca.

Com o cancelamento do Rio nas Montanhas, diversos montanhistas se juntaram para organizar uma ATM (Abertura da Temporada de Montanhismo), a fim de não deixar passar em branco essa data simbólica. A Abertura da Temporada de Montanhismo (ATM) marca o início do período mais seguro e propício para a prática de esportes e caminhadas em áreas de altitude. No Brasil, essa época acontece geralmente entre abril e setembro, caracterizada por dias mais secos, menor incidência de chuvas e temperaturas mais amenas.

Organizamos algumas cordadas, e a Alice fez questão de que eu chamasse o Velhinho para escalar conosco. Falei com ele e fechamos nossa cordada de três. Na noite anterior, choveu um pouco em algumas regiões do Rio e de Niterói e, no domingo de manhã, assim que acordei, fui conferir as mensagens e vi que já tinha gente desistindo. O Velhinho me avisou que estava chovendo em Itaipu. Conferi o radar meteorológico e vi que havia alguns núcleos de chuva, mas nada na região da Urca. Confiantes de que daria para escalar, seguimos para a Urca.

Conseguimos estacionar bem o carro e aproveitamos para tomar um café lá no Árabe Urca. De lá, seguimos para o ponto de encontro, em frente à Praia Vermelha. Ali, dividimos as cordadas e seguimos para a Pista Cláudio Coutinho. Um grupo foi para o Babilônia e o outro seguiu para a Face Norte do Morro da Urca.

Entramos na rampa que dá acesso a diversas vias, e a linha da via Vermelho estava bem molhada. Achei até que a Infravermelho também estivesse, mas estava seca. Fomos até a base, onde nos arrumamos, e saí para guiar a primeira enfiada. Fui subindo tranquilo por uma cristaleira e logo protegi no primeiro grampo, seguindo uma sequência com boas agarras. Optei por fazer enfiadas mais curtas. Montei a parada, e a Alice veio em seguida, junto com o Velhinho. Ela subiu bem, sem problemas.

Com todos na parada e com o gelo quebrado, saí para a segunda enfiada. Essa eu senti que foi um pouco mais difícil, apesar das agarras sólidas e bem distribuídas. A Alice, novamente, subiu sem problemas, conseguindo dominar bem os lances e fazer uma boa leitura. Já fiquei despreocupado. A terceira enfiada também foi tranquila, e me surpreendi com o quanto estava seca. Havia muita vegetação em volta. Já embaixo da grutinha, dei segurança ao Velhinho e à Alice, que chegaram sem problemas. Nós nos desequipamos, seguimos pela trilha e resolvemos ir até o Morro da Urca. Lá de cima, vimos o grupo que estava na Face Norte. Pegamos uma água e seguimos descendo.

No meio do caminho, encontramos uma mulher sentada, reclamando de muitas dores no tornozelo. A família estava lá, sem saber o que fazer. Liguei para os bombeiros e acionei o resgate. De lá, seguimos para a Praia Vermelha, onde encontramos o pessoal que estava reunido para comemorar a nossa ATM. Tinha bastante gente, e valeu o esforço para organizar esse encontro. Aproveitamos para fazer um lanche e depois seguimos embora.

Pouca gente acreditava que daria escalada, mas o dia foi perfeito. É aquela velha máxima de que “escalada só se desmarca na base”.

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho


Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho



Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho


Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho


Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho

Escalada na via Infravermelho


Escalada na via Infravermelho

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Regata Mestre Inácio

Por Leandro do Carmo

Regata Mestre Inácio

Data: 24/05/2026
Local: São Francisco - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Enzo Lima



Regata Mestre Inácio







Relato

Essa seria a segunda regata do Ranking da Flotilha Ventania, do Praia Clube São Francisco. Quando saiu a Instrução de Regata, fiquei animado, pois as duas possibilidades percurso eram interessantes. Uma largava no PCSF, seguia até boia da Maria Theresa, após a Ilha do Boa Viagem, depois seguia para a boia verde em frente ao Prevela, montava a boia encarnada do ICI, voltava na boia verde e terminava entre a Torre do PCSF e uma boia laranja. O outro percurso largava no PCSF, seguia para a boia de Perigo isolado em Jurujuba, montava a boia verde em frente ao Prevela, montava a boia encarnada do ICI, voltava na boia verde e terminava entre a Torre do PCSF e uma boia laranja. Agora era esperar e verificar no dia, qual seria o percurso.

Chegamos cedo ao Prevela e começamos a montar os barcos. Como tínhamos tempo, pudemos fazer tudo com calma. Mas, mesmo assim, sempre temos algum contratempo na saída. Dessa vez, conseguimos levar 7 dingues e só não levamos mais porque não tinha timoneiro. Saímos com um vento fraco e chegamos ao PCSF por volta das 13h 20min. Verifiquei na comissão de regata que o percurso seria o da boia da Maria Theresa, o mais longo. O vento não estava dos melhores, mas as condições eram boas.

Foi dado o sinal de 5 minutos e tratei de identificar a melhor estratégia para a largada. Dessa vez conseguimos largar bem e mantivemos um bom ritmo durante esse primeiro trecho da regata e mantendo boa distância para os que vinham atrás. O vento foi aumentando a medida que nos aproximávamos da Ilha da Boa Viagem. Assim que a ilha estava a nosso boreste, entramos numa empopada até montar a boia. Acho que abrimos muito e perdemos um pouco da distância que tínhamos para os barcos de trás.

O vento melhorou consideravelmente e seguimos para a boia. Estávamos disputando o terceiro e quarto lugares, mas perdi duas posições nessa perna, montando a boia verde em quarto lugar. Dali segui firme na quarta posição e fiz minha melhor manobra, montando a boia. Só que a decisão de mudar o bordo, não foi feliz e acabei perdendo a quarta posição. Segui em quinto até o final da regata. Apesar dessa última tomada de decisão não ter sido a melhor, fiquei bem satisfeito com o desempenho. Aos poucos vamos melhorando.

Fizemos uma parda no PCSF e aguardamos a premiação, indo embora em seguida. Aí é aquele trabalho de sempre, desmonta barco, arruma tudo, carrega barco....

Terminamos tudo eram quase 19h. Um dia longo! Aguardando ansioso a próxima regata.

Regata Mestre Inácio


Súmula da Regata 

Regata Mestre Inácio

Regata Mestre Inácio



Regata Mestre Inácio
Regata Mestre Inácio



terça-feira, 11 de agosto de 2026

Conquista da via Paredão Juaratan Câmara

Por Leandro do Carmo

Olá pessoal, nova via no Morro do Morcego, em Niterói.

É uma via com uma linha interessante e com lances variados, com destaque para a última enfiada. A base fica depois da via Paredão Leandro Pestana, à direita da pedreira do Morro do Morcego. Trata-se de um projeto antigo, iniciado em 2008, por Leandro Pestana dificuldade de acesso ao local inibiu novas conquistas e a escalada nonsetor durantes anos. Porém,.tudo melhorou com a desapropriação da área para a criação do Parque Municipal do Morro do Morcego.

O nome da via é em homenagem ao meu grande amigo e Escalador Juratan Câmara, que há anos vem contribuindo para o Montanhismo. O incansável Juratan!

Paredão Juratan Leite Câmara – 3° IVsup E1/E2 D1 215m

Conquistadores: Leandro do Carmo, Leandro Conrado e Alan Melo (2025)

Croqui

Croqui via Paredão Juratan Câmara



Primeira Ivestida: https://www.pitbullaventura.com.br/2025/10/conquista-da-via-paredao-jurantan.html?m=1

Segunda Investida: https://www.pitbullaventura.com.br/2025/10/conquista-no-morro-do-morcego-paredao.html?m=1

Terceira Investida: https://www.pitbullaventura.com.br/2025/10/conquista-no-morro-do-morcego-paredao_0337515078.html?m=1



sexta-feira, 31 de julho de 2026

Exploração no Morro do Morcego

Por Leandro do Carmo

Exploração no Morcego

Data: 23/05/2026
Local: Morro do Morcego - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Marcos Lima Velhinho, Washington Portela e Cleber Gomes

Depois que fiz uma exploração no Morro do Morcego junto com o Luis e o Jorge, onde encontramos uma sequência de grampos à esquerda da pedreira e que segue na crista da Face Norte, fiquei intrigado de onde a via começaria. Eu cheguei a descer um pouco, mas olhando de cima não via mais nenhum grampo para baixo. Tinha que voltar lá e olhar com calma para tentar achar a base dessa suposta via. Como o final de semana seria de tempo instável, aproveitei a oportunidade.

Chamei o Velhinho, ele reclamou como nunca, mas foi como sempre! O Portela e Cleber se juntaram a nós. Combinamos de nos encontrar as 8h no ponto final de ônibus 33, em Jurujuba. Chegamos todos quase juntos. Dali já mostrei onde era o único local que ainda não tinha ido e que poderia ser a base da via. Seguimos andando e num determinado ponto da estradinha que leva à praia do Morcego, subimos num talvegue bem visível. Dali fui subindo por um caminha na qual já havia feito antes. Tentamos alguns caminhos, mas nenhum vestígio de base de via.

Havia identificado o local onde havia subido com o Jorge e o Luis, então descemos mais um pouco. Com um pouco de dificuldade abrimos uma picada até um local onde era possível acessar a parede. Era o único local onde dava para acessar e que eu ainda não havia ido, mas muito pouco provável, pelas condições, que alguém tivesse passado por ali. Já no alto, reconheci o platô de tentei descer um pouco. Quando estava em pé, apoiado num arbusto, senti a base de onde meu pé estava cedendo. Quando olhei, tinha uma jiboia enrolado. Eu estava pisando nela. Ela começou a se mexer e eu dei logo um pulo para trás, subindo rapidamente. O Velhinho não perdeu a oportunidade de perguntar: “O que a gente estava fazendo ali?”

Bom, eu queria achar a via, mas nada feito. Não fazia sentido aquela sequência de grampos sem uma base. Só poderia ter sido uma conquista de cima para baixo. Mas isso, talvez a gente nunca descubra. De qualquer forma o acesso ficou razoável e na próxima vez, vou voltar para fazer a via partindo dali.

Voltamos até a praia do Morcego e encontramos o Magal indo escalar, falamos da Leandro Pestana, via nova que havíamos conquistado, e ele se interessou em fazer. Ainda demos uma volta pelo local, indo até a base das vias e depois retornamos.

Mais tarde descobriria que a via se chama De Mal a Dior, aí é uma outra história...

Morro do Morcego

Morro do Morcego

Morro do Morcego

Morro do Morcego

Morro do Morcego

Morro do Morcego

Morro do Morcego