quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Por Leandro do Carmo

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Data: 25/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Alice Carvalho

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à parte alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Relato da Trilha da Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Nosso último dia. Acordamos sem muita pressa. Estava uma manhã bem fria, assim como as outras. O tempo estava melhor do que no dia anterior e não havia sinais de chuva, apesar da previsão. Tomamos café da manhã e organizamos todo o nosso equipamento, já deixando quase tudo pronto para irmos embora. Bastava decidir o que faríamos. Sugeri à Alice fazermos a caminhada para a Pedra da Maçã e Tartaruga. Como ela não conhecia nada, ficou indiferente. Precisei dar algum estímulo, e o primeiro foi dizer que poderíamos procurar pedras diferentes. Como ela gosta disso, logo aceitou.

Pegamos o caminho para as Prateleiras e logo passamos pelo ponto onde havíamos escalado na quinta-feira, ficando relembrando os detalhes. Agora foi mais engraçado do que na hora. Dali, continuamos subindo até passar por uma gruta, onde havia um ponto de água. Depois de um tempo, ela começou a reclamar de tudo: que era feio, que não tinha nada, que queria voltar... Faltava pouco para chegarmos. Fui tentando de todas as formas, até que tive que apelar. Falei que, se ela fosse até o final, poderíamos parar no McDonald’s na viagem de volta. Pronto, o humor voltou. E assim conseguimos avançar. Pegamos a saída para a Pedra da Maçã e Tartaruga.

Conseguíamos ver as Prateleiras bem de perto e, em determinado ponto, entramos em um trecho com uma paisagem fantástica. Os grandes blocos ao fundo, com um lago mais à esquerda, davam um toque especial à paisagem. Ao fundo, um tapete de nuvens completava o cenário. Chegamos à base da Pedra da Tartaruga. A Pedra da Maçã ficava logo à frente. Sentamos um pouco e fizemos algumas fotos. Apareceu um pouquinho de sol e nos abrigamos do vento. Aproveitamos para lanchar e brincar com alguns passarinhos que chegavam bem perto da gente para comer as migalhas do sanduíche que comíamos.

Depois do lanche, pegamos o caminho de volta. Até que foi rápido. Ainda fizemos uma rápida parada perto da grutinha, onde havia um ponto de água para a Alice entrar. Dali, seguimos para o abrigo, onde aproveitamos para tomar um banho e nos arrumar para a volta. Fizemos uma viagem agradável e só conseguimos encontrar um McDonald’s já próximos de Nova Iguaçu, onde paramos para descansar.

Nada mal para a primeira experiência de montanha da Alice. 

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Trilha da Pedra do Altar, Parque Nacional de Itatiaia

Por Leandro do Carmo

Trilha da Pedra do Altar - Parque Nacional de Itatiaia

Data: 24/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alice Carvalho, Leonardo Carmo, Marina Fernandes e Marcos Lima

Trilha da Pedra do Altar


Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à parte alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Vídeo da trilha Pedra do Altar

Relato da trilha da Pedra do Altar

Foi uma noite fria, mas dentro do abrigo tudo foi bem tranquilo. Acordei um pouco antes das 7 horas, e meu irmão já havia mandado uma mensagem avisando que estava na portaria. Levantei e fiz um café para esquentar. O tempo estava nublado, e acho que a previsão iria se concretizar. Tomamos um café e, já de cara, decidimos que a via Bira ficaria novamente para a próxima. Separei algumas coisas em uma mochila, levando apenas um lanche e uma capa de chuva. Iniciamos a caminhada por volta das 8h10.

Cruzamos a ponte por cima da barragem e lembrei da época em que ela não existia. Tínhamos que cruzar o trecho nos equilibrando sobre algumas pedras. Se errássemos o passo, era pé na água gelada! A caminhada foi bem tranquila e logo estávamos de frente para o maciço das Agulhas Negras. Apesar do tempo nublado, a vista era fantástica. Conseguíamos ver algumas pessoas na trilha para as Agulhas. Continuamos andando até avistarmos a incrível formação da Asa de Hermes. Do ângulo em que estávamos, conseguíamos ver nitidamente o contorno. Demos uma parada rápida e seguimos andando. Cruzamos com poucas pessoas ao longo do caminho.

Em pouco tempo estávamos no cume. O vento estava forte e havia poucos locais abrigados. Aproveitei para fazer um lanche rápido. O tempo foi fechando e, rapidamente, não conseguíamos ver mais nada. O frio foi apertando, e decidimos pegar o caminho de volta antes que a chuva chegasse. E assim iniciamos a descida. Veio uma chuva fraca, que nos acompanhou durante um tempinho, mas logo foi embora. Ainda bem que não veio forte.

Seguimos caminho até o abrigo, onde ficamos conversando durante um tempo. Aproveitamos para preparar um bom almoço. No final do dia, meu irmão, Marina e o Velhinho foram embora. Eu e Alice ficaríamos mais uma noite. Aproveitamos para fazer mais algumas caminhadas curtas no entorno. Esfriou bastante durante a noite, mas, dentro do abrigo, tudo é mais tranquilo.

Amanhã seria o último dia... 

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar
Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar



segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Via Carolina, uma tentativa de escalada no PNI

Por Leandro do Carmo

Paredão Carolina, uma tentativa de escalada no PNI

Data: 23/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia  – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alice Carvalho e Marcos Lima

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à Parte Alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Vídeo da escalada na Via Carolina

Relato da escalada

Um dia, cheguei em casa e vi Alice assistindo a um vídeo de um youtuber de que ela gosta, lá em Itatiaia, caminhando até o Abrigo Rebouças. Não perdi a oportunidade e mostrei para ela alguns vídeos que havia feito na última vez em que estive lá, em 2022. Fazia quatro anos! Ela ficou bem empolgada e combinamos que, nas férias de julho, eu a levaria até lá. Minha ideia era ficar no Abrigo Rebouças, pois assim seria mais tranquilo. Julho é um mês de bastante frio, e ficar acampado exigiria uma logística melhor.

Nas semanas anteriores, comecei a acompanhar a disponibilidade de vagas no abrigo e percebi que não teria problema. Defini a data: chegaria numa quarta-feira e iria embora no sábado, depois do almoço. Seria tempo suficiente para fazer bastante coisa por lá. Na semana anterior, havia feito -11°C na parte alta do parque, a menor temperatura registrada no Brasil. Uma pena: logo na semana anterior. Dificilmente faria essa temperatura novamente nos dias em que estivéssemos lá. Mas isso não foi um problema. Meu irmão e o Velhinho também resolveram ir. O Velhinho chegaria na quinta-feira, e meu irmão, na sexta. Tínhamos vontade de fazer a via Bira na sexta.

A previsão do tempo para a semana não era das melhores: havia probabilidade de chuva nos dias em que estaríamos lá, mas eu já havia reservado o abrigo e comprado as entradas. Havia tirado cinco dias de férias e, se eu não fosse dessa vez, demoraria um pouco para conseguir outra data. Então seguimos para Itatiaia. Saímos cedo de casa, às 5 horas da manhã, e nem pegamos trânsito. Paramos naquele posto perto da entrada de Seropédica e encontramos o Velhinho. Se tivéssemos marcado, não teria dado certo. Acabamos nos encontrando novamente na Garganta do Registro. De lá, subimos a estrada até a portaria do parque, onde resolvemos a burocracia da entrada.

Com tudo acertado, seguimos para o Rebouças, onde arrumamos as coisas, e aproveitei para almoçar com a Alice. O tempo estava firme, mas a previsão para o dia seguinte era muito ruim. Enquanto almoçávamos, escolhemos o que iríamos fazer à tarde. O Velhinho falou com um amigo dele e resolvemos fazer o Paredão Carolina, um 2º III, excelente opção para a primeira via de montanha da Alice. Arrumamos os equipamentos e seguimos para a base da via, que fica no início da trilha para as Prateleiras. Foi uma caminhada rápida e logo estávamos subindo até a base. Nunca tínhamos feito a via e eu nem sabia exatamente onde era. Pelas fotos e pela indicação do croqui, era por ali onde estávamos.

Segui subindo e achei algumas chapeletas. Pela descrição e pela posição no croqui, era ali. Nós nos arrumamos e comecei a escalar. Era um trecho vertical e com boas agarras. Costurei as três primeiras chapeletas e segui reto para cima, pois haveria uma proteção acima. Quando cheguei lá, não vi nada. Continuei subindo e não encontrei nada. Estiquei quase 60 metros de corda num costão e nada. Com certeza, não era por ali. Tentei falar com o Velhinho, mas ele estava muito longe. Vi umas chapeletas bem à esquerda e segui para lá, desescalando um bom trecho. Ventava bastante e agradeci por estar sol. Na chapeleta, montei a parada e estiquei bem a corda, gritando que eles poderiam escalar.

Aí começaram os problemas. À medida que eles iam subindo, eu ia esticando a corda. Só que, como estava em diagonal, eles não conseguiam subir reto e fazer o mesmo caminho que eu havia feito. Eu havia esquecido que tinha descido e parado em uma diagonal. O Velhinho e a Alice acabaram indo um pouco mais para a direita, ficando em um platô e montando uma parada em uma proteção. Eu não conseguia escutar o que eles falavam por causa do vento. Eles tentaram subir, mas não conseguiram. Num momento em que o vento deu uma acalmada, consegui ouvi-los gritando que não dava para subir. Avisei que iria rapelar de onde estava. Soltei uma corda e montei o rapel com a outra, descendo até onde eles estavam. Foi aí que entendi o que havia acontecido.

Dali, montamos o rapel e descemos até a base onde estávamos. Aproveitamos para fazer um lanche. Apesar de não termos conseguido escalar, a experiência valeu demais. Não foi dessa vez. Pegamos o caminho de volta e logo estávamos novamente no Abrigo. Aproveitei para tomar um banho, dessa vez quente! Agora o Abrigo conta com um sistema de banho quente, no qual se insere uma ficha que recebemos no momento da entrada e que dura cinco minutos. Um alívio, pois já tive que tomar banho frio ali, e foi duro! Andamos no entorno do Abrigo e fizemos mais algumas caminhadas curtas. Curtimos um agradável e frio fim de dia.

Aqui fica a lição de que temos que saber a hora de voltar... 


Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia


sábado, 26 de setembro de 2026

Via Celina Alvarenga

Por Leandro do Carmo

Via Celina Alvarenga

Data: 18/07/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Felipe



Estou escrevendo um guia de escalada sobre a região do Morro do Morcego e tentei organizar uma invasão à Face Sul, já que os amigos do Centro Excursionista Light haviam combinado uma para a Face Norte. Mas, dessa vez, não houve adesão e só o Hebert tinha disponibilidade. Chegando em Jurujuba, encontrei o Rafael e, aos poucos, o grupo foi chegando — mas nada do Hebert. Eu não havia levado corda nem costuras, mas, como havia bastante gente do Light, com certeza conseguiria entrar em alguma cordada.

Por volta das 7h30min, o Hebert me ligou avisando que não poderia vir. Consegui logo me encaixar numa cordada e seguimos para o Morcego. Como já havia feito todas as vias dali, deixei que todos se organizassem e escolheria por último a via que iria fazer. Todas as cordadas ficaram entre a Moby Dick e a Mari do Metrô. Então, para que todos ficassem relativamente perto, optei por entrar novamente na Celina Alvarenga. Assim, eu poderia fazer a variante que evita aquela diagonal para a direita e sobe reto, a partir da segunda proteção da P2.

Fomos até a base e, de lá, comecei a subir, seguindo bem rápido. Com lances tranquilos, cheguei logo à primeira parada. O Felipe também subiu rápido. Aproveitei para beber uma água e segui para a segunda enfiada. Essa era um pouco mais trabalhosa, se comparada à enfiada anterior, mas nada complicada. Já na P3, montei a parada e avisei ao Felipe para subir. Conseguia me comunicar com as cordadas ao lado e foi bem legal ver o Morcego com tanta gente escalando. O Felipe demorou um pouco mais para subir, mas chegou sem problemas.

Saí para a terceira enfiada e segui pela variante, a partir da segunda proteção. Achei que fosse tranquila, mas havia uns lances mais expostos e bem sujos. Dei uma titubeada num lance, depois que percebi que havia entrado errado. Mas corrigi a passada e passei aliviado. Segui subindo até uma parada dupla, já próximo ao fim. O Felipe subiu e quase todas as cordadas chegaram juntas. A Mari do Metrô e a Moby Dick também terminam próximas. Saí para o lance final e subi sem problemas, indo direto ao cume, onde dei segurança de corpo para o Felipe subir.

Lá no cume, encontramos um grupo grande, inclusive uma pessoa que conhecia o meu canal do YouTube, o Montanha, Rock e Mar. De vez em quando isso acontece. Ficamos conversando por um tempo, até que todos chegaram. Fizemos uma foto e, de lá, pegamos o caminho de volta.

Uma ótima manhã, com excelente companhia. É a montanha trazendo novas amizades.

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga



sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Regata 68º Aniversário do PCSF

Por Leandro do Carmo

Regata 68º Aniversário do PCSF – Ranking PCSF 2026

Data: 11/07/2026
Local: Charitas – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Enzo Lima


Resultado da Regata:



Classificação do Ranking


Barcos na regata



Essa foi a tradicional regata em comemoração ao aniversário do Praia Clube São Francisco, que completava 68 anos. A previsão de vento não era boa, como na última regata. Mas fomos na expectativa de que pudesse melhorar. Chegamos cedo ao PREVELA e já havia um ventinho. Preparamos tudo e,na hora em que saímos, as condições já eram melhores. Pelo menos, conseguimos chegar ao ponto de largada. Essa era uma regata também com veleiros oceânicos, o que a tornava uma atração à parte. Velejar entre esses grandes veleiros é bem bacana. Conseguimos ver o percurso no barco da comissão e avaliamos nossa estratégia.

Consegui me posicionar bem na linha e até que larguei bem. Havia melhorado consideravelmente minha largada; apesar de ainda não ser o ideal, vou evoluindo. Seguimos para a primeira boia e o vento foi parando. Optei por fazer um trajeto diferente, me afastando, assim como na regata anterior, da Estrada Fróes. Consegui velejar bem e ficar à frente em alguns momentos. Já próximos à boia, ficou-se num impasse, e acabamos indo numa boia de que nem precisávamos, errando o percurso, mas isso não comprometeu a regata. Quase todos juntos, fomos para a boia correta e, depois que passamos por ela, o vento parou de vez e, em alguns momentos, ficamos literalmente boiando.

Lembrou muito a regata passada e, certo de que o vento chegaria a qualquer momento, continuei firme, tentando fazer o barco andar. Em determinado momento, senti uma brisa mais forte e, quando olhei para a frente, vi que estava entrando uma rajada. Falei para o Fernando, que estava um pouco atrás: “Olha o vento!”. Poucos segundos depois, o barco começou a andar e logo pegou velocidade. Já havia perdido algumas posições e, pelas minhas contas, estava na quarta colocação. Mas, próximo à boia, fui ultrapassado, seguindo em quinto até o final da regata.

Só depois que recebi a súmula vi que havia terminado em oitavo. Três barcos largaram e chegaram sem que eu nem visse!