Precisava de uma companhia para repetir uma via recém conquistada no Morro do Morcego, a via Leandro Pestana. Precisava fechar o croqui, substituir um grampo e retirar duas chapeletas que ficaram fora da via. Convidei o Luis que aceitou a missão. Como ele tinha outra escalada marcada para a parte da tarde, tivemos que marcar bem cedo.
Nos encontramos as 6h da manhã no ponto final do ônibus 33, em Jurujuba. Encontramos também o Daniel, a Ana Carolina e mais um, que não recordo o nome. Eles foram fazer a Celina Alvarenga. Seguimos andando para a base. O dia estava aberto e o sol de outono é bem agradável. O Luis começou guiando e fui em seguida, colocando uma chapeleta na altura do segundo grampo, um pouco mais para a esquerda. Dali subi até a parada, onde retirei a chapeleta que havia ficado mal batida. Achei um grampo batido bem a esquerda, próximo a borda da pedreira. Quem bateu o grampo ali, se continuar subindo, vai fazer uma linha interessante.
O Luis seguiu para a próxima, fazendo uma enfiada mais curta, recomendada para esse trecho onde pegamos o primeiro crux. Subi e fui direto ao ponto onde o Velhinho havia colocado uma chapa, mas durante a conquista resolvemos ir por outro caminho. Deixei o parabolt ali, caso alguém queira fazer uma variante. Na terceira enfiada o Luis subiu até a dupla de grampos, esticando 60 metros, ficando no limite da corda. O ideal seria parar logo após o platô de vegetação, onde tem uma dupla de uma outra via na qual estou tentando descobrir de quem é a conquista. Subi até ele, de onde seguimos até o cume do Morcego.
Enfim, via pronta. Mais uma para a face norte do Morro do Morcego. Uma vista fantástica de boa parte da cidade.
A Regata TransAraruama é o maior evento de vela da Região dos
Lagos (RJ), realizado anualmente na Laguna de Araruama — a maior lagoa
hipersalina do mundo. A competição reúne centenas de velejadores profissionais
e amadores em um cenário privilegiado entre os municípios de São Pedro da
Aldeia e Araruama, consolidando-se como referência no turismo
esportivo e náutico da região.
A regata carrega uma trajetória de mais de 30 edições históricas,
originalmente promovidas pelo Camping Clube do Brasil (CCB), cuja
chegada acontecia na antiga sede do clube em Ponte dos Leites, hoje desativada.
Essa longa tradição evidencia a vocação náutica antiga da Laguna de Araruama.Em
maio de 2024, o evento ganhou uma nova era ao ser retomado oficialmente
pela AVELA – Associação dos Velejadores da Lagoa de Araruama, que
assumiu a organização e o transformou em um evento anual de domínio público,
estando na sua terceira edição.
A largada acontece Praia da Praça das Águas (Praça Hermógenes
Freire da Costa), no centro de São Pedro da Aldeia, escolhida pela excelente
infraestrutura — tendas, cercados para guarda dos barcos, banheiros e
segurança. A chegada é na Praia das Virtudes, em Praia Seca (Araruama), local
livre de pedras e bancos de areia, com ampla área para atracação segura e
suporte da Escola de Vela UPWIND 1.
Vídeo da Regata Transararuama
Relato da Regata Transararuama
Eu acompanhei a criação da AVELA e os trabalhos para reativar a
Transararuama e tinha uma vontade muito grande em participar dessa regata. A
primeira regata do que eles apelidaram da “era moderna” foi em 2024 e eu não
tinha experiência para poder participar. A de 2025, não consegui ajustar a
logística. Não poderia deixar passar esse ano. A opção que tinha para esse ano
era ficar na casa da minha avó em Figueira e partir dali, visto que o final da
regata era em Praia Seca, bem ao lado. Meu irmão topou ajudar na logística, me
levando até São Pedro da Aldeia e retornando com o carro. Assim, combinei com a
família de aproveitar o feriado lá na região.
Primeira parte da logística foi ajustada. Faltava agora resolver se eu
iria sozinho no meu Europa ou se conseguiria levar algum Dingue para correr com
alguém. Confesso que estava bem na dúvida, pois a regata do ano passado foi
muito dura por conta do forte vento. Não sabia se estava preparado. O tempo foi
passando e conversando com o Marcelo, ele topou de participar. Com uma pessoa
mais experiente, ficaria mais fácil. Com tudo resolvido, era preparar tudo e
escolher o barco na qual iríamos.
O Marcelo acabara de reformar um Ipanema que ele havia adquirido e ele
sugeriu que fôssemos nele. Aceitei de primeira e começamos a nos organizar.
Primeiro, sugeri que ele fizesse um reforço no ponto os estais eram presos no
mastro. Outro ponto, foi a reforma da parte elétrica do reboque, que tive que
ajustar. Foi tudo muito corrido, mas conseguimos resolver os pequenos
problemas.
Combinamos de viajar na sexta-feira e passaríamos no Prevela para pegar
o barco. Mas lembra quando falei que foi tudo corrido? Pois é... Na sexta, meu
pai conseguiu um eletricista para fazer a parte elétrica e deixou os cabos
montados nas lanternas, eu precisava só colocar no reboque. Só que quando fui
fazer isso na quinta a noite, os fios eram pequenos e tive que aumentar tudo e
tome cortar fio, descascar fio, emendar fio, parafusar lanterna.... Como tudo
pode piorar... Estava escuro e usava uma lanterna de cabeça para conseguir
enxergar, até que começou a chover. Aí foi derrota. Ter que ficar lá na chuva,
não foi fácil. Mas ao final, deu tudo certo.
Na sexta de manhã, acordei cedo e seguimos para o Prevela. Lá amarramos
o barco e pegamos todo o equipamento que levaríamos. Tinha bastante coisa.
Ainda bem que o carro é grande. Seguimos viagem e logo após o Cafubá, um
caminhão da CLIN, saiu sem sinalizar. Freei mais forte e um carro que vinha
atrás deu uma leve batida, ainda bem não amassou nada... Primeira ocorrência...
Já estávamos em Praia Seca, quando o carro da frente parou e na hora que pisei
no freio, o carro não parou. Bati na traseira do carro da frente... Nada
demais, porém o carro da frente amassou a tampa do porta-malas e eu fiquei com
o capô levemente empenado. Segunda ocorrência... Pensei: “Pronto, vai dar tudo
errado!”
Chegamos à casa da minha avó e aproveitei para dar um pulo na lagoa e
tomar um banho. Não era sal grosso, mas do jeito que a lagoa de Araruama é
salgada, achei que daria o mesmo resultado. Almoçamos e começamos a fazer os
ajustes finais no barco. O que não foi fácil, terminamos por volta das 22h,
porém tudo resolvido e prontos para a Transararuama.
Acordamos cedo e seguimos para São Pedro da Aldeia. Fizemos uma vigem
rápida, fui bem devagar, já sabendo do problema no freio do carro. Chegamos
cedo e conseguimos um excelente lugar para estacionar. Já tinha bastante barco
e aos poucos mais barcos foram chegando. Montamos o nosso e aproveitei para
regularizar a inscrição do Marcelo, para podermos conectar no aplicativo que
seria utilizado para monitoramento durante a regata. Encontramos alguns amigos
e o clima era bem agradável. Participamos da reunião de comandantes, que deu as
orientações finais para a regata. Agora era só esperar o momento da largada.
Pelo cronograma, seríamos o segundo grupo a largar. E o procedimento
para essa largada era ficar com o barco na água e após o sinal, subir no barco
e partir. Fizemos os últimos ajustes e fomos para a água. Aguardamos o primeiro
grupo sair e nos posicionamos, a espera da nossa vez. Largamos e seguimos em
direção ao nosso destino. O Vento estava bem fraco e a velejada rendia pouco.
Velejamos boa parte desse início acompanhando dois barcos da classe snipe.
Começamos bem e bem ao fundo podíamos ver os outros barcos que largaram depois
que a gente. Mantínhamos a distância.
Seguíamos velejando e em alguns pontos estava bem raso e era possível
ver o fundo da lagoa. Dadas as condições e direção do vento, resolvemos
levantar a vela balão. Eu nunca havia velejado com esse tipo de vela e sempre
achava bem bonito. É claro que nosso barco não se comparava aos oceânicos, onde
a vela balão se destaca, mas tem seu charme. Nesse momento assumi o leme e o
Marcelo seguiu mareando a vela. Foi bem estressante e difícil, mas conseguimos
seguir com um bom rendimento. Estávamos aproados à ponta da Acaíra, evitando ao
máximo entrar nas enseadas. Em dados momentos, ficava numa posição bem
desconfortável.
O vento foi aumentando e precisávamos acertar o rumo do ponto onde
deveríamos montar a boia. A vela balão já não rendia tanto e decidimos
descê-la. Mas não foi tão fácil quanto eu pensava. Mesmo tendo testado algumas
vezes em terra, me enrolei um pouco e perdemos um pouco de tempo. Ajustamos
tudo e continuamos em direção à boia. O vento foi melhorando e pelo arquivo do
tracklog, atingimos a maior velocidade nesse trecho. Alguns barcos passavam bem
distantes, outros mais próximos. Perto de montar a boia, vimos que alguns
barcos se afastavam muito e resolvemos mudar a estratégia e em vez de montar a
boia e voltar, seguimos mais e aí sim alteramos o bordo. Consegui descansar um
pouco, estava exausto. E assim fomos seguindo até cruzar a linha de chegada.
Passando pelo barco da comissão, perguntamos em qual posição havíamos
chegado e nos falaram que éramos os primeiros da nossa categoria. Bom, era
esperar para ver. Já estava exausto. Procuramos um local para poder chegar com
o barco e meus filhos me viram de longe e começaram a acenar. Seguimos até lá.
Não foi fácil, mas a missão estava cumprida. Foram 5 horas de velejada,
percorrendo, aproximadamente, 28 km. Descansei um pouco e começamos a desmontar
o barco e arrumar tudo. Meu irmão e meu tio nos ajudaram. Aproveitei para comer
algo e dar uma volta para curtir o evento. O Marcelo confirmou que havíamos
chegado em primeiro lugar na nossa categoria. E, particularmente, não estava
muito confiante, mas a ficha só caiu quando chamaram meu nome e o Marcelo na
hora da premiação. Nos dirigimos ao palco e levamos a bandeira do Prevela. Foi
um orgulho subir ao pódio.
Para quem queria apenas participar da Transararuama, chegar em primeiro
foi muito mais do que eu havia pensado. Que venham mais!
Essa foi a primeira regata do Ranking Interno da Flotilha Ventania,
do Praia Clube São Francisco, em 2026. A minha primeira participação foi em
2023, tendo participado em 2025 também. Tenho um carinho especial por essas
regatas promovidas pelo PCSF, primeiro porque foi ali que eu aprendi a velejar,
como já publiquei nos relatos anteriores e em segundo, porque o clima de
amizade e acolhimento são os melhores possíveis. Nos sentimos em casa,
literalmente!
Como sempre, chegamos cedo ao Prevela para as atividades e
organizamos tudo. Montamos os barcos, mas sempre tem atraso. Saímos em cima da
hora e com o vento fraco, fiquei com a impressão de que não chegaríamos a
tempo. Porém, à medida que avançávamos, o vento foi aumentado. Mais uma vez,
chegamos em cima da hora. Mas com tempo suficiente para entender como estavam
as condições na hora da largada. A largada sempre foi um problema para mim,
porém, o Comandante Horário ministrou algumas palestras sobre as regras e as
coisas foram ficando mais claras.
Dessa vez consegui largar bem e seguimos para a boia
localizada na ponta da Estrada Fróes. O vento havia melhorado
consideravelmente. Perdi algumas posições, mas me mantive bem no meio do grupo.
Contornamos a boia e seguimos para a próxima, que era uma colocada entre a
Praça do Rádio Amador e o Prevela. Dali seguimos na empopada até montarmos a boia
do ICI e voltamos no contravento, montamos novamente a boia e seguimos para a
última perna, cruzando a linha de chegada em 8º no geral e em 3º na categoria.
Fomos para a premiação e de lá, seguimos para o Prevela,
rebocados, pois o vento parou de vez. Aí vem todo aquele trabalho de sempre,
desmonta barco, carrega tudo para cima...
Fui dormir sentindo um grande mal-estar. Na madrugada,
acordei vomitando. Com certeza comi algo no almoço que não me fez bem. Acordei
bastante enjoado e fui para o PREVELA, hoje teria uma regata promovida pelo
ICB. Preparamos os barcos e fomos para a água. O vento estava bem fraco e
chegamos à linha de largada em cima da hora. A regata estava bem vazia e de
dingue, só os barcos do PREVELA, éramos 5.
Saímos com vento bem fraco e chegamos em cima da hora da
largada. A regata foi tranquila e chegamos em 2º lugar. Nada mal para um dia
difícil...
Olá pessoal, nova via no Morro do Morcego, em Niterói.
Trata-se de um projeto antigo, iniciado em 2008, por Leandro
Pestana. Ficou parado por todo esse tempo devido a dificuldade de acesso, que
foi resolvido com a desapropriação da área para a criação do Parque Municipal do
Morro do Morcego.
É a primeira linha à direita da pedreira.
O nome da via é em homenagem ao Leandro Pestana que iniciou o
projeto em 2008 e que conquistou diversas outras vias, contribuindo para o fortalecimento
do Montanhismo.
Linha aproximada da via
Paredão Leandro Pestana – 3° IV E2/E1 D1 240m
Conquistadores: Leandro Pestana, Leandro do Carmo, Marcos Lima
e Blanco P. Blanco (2008/2025)
Abaixo, os links para os relatos, fotos e vídeos das três investidas na qual fizemos.
Fomos ao Campo Escola da Viração para a aula de chaminé e
artificial do Curso Básico de Escalada do CNM. Para esse tipo de treino ou
aula, o local é perfeito. Combinamos de nos encontrar na Praça Dom Orione e, de
lá, seguimos para a trilha dos Blocos, na subida do Parque da Cidade. O início
da trilha estava fechado por conta de uma árvore que havia caído. Demos um
jeito de passar e seguimos subindo. A entrada do local é quase imperceptível.
Fui à frente, observando bem, pois já encontrei uma jararaca
enrolada bem na passagem dos corredores. Para quem nunca foi e tem curiosidade
de conhecer, é bom ter cuidado. Além da cobra, há algum tempo, um grupo de
voluntários que fazia manutenção na trilha dos Blocos foi atacado por abelhas
no local. Depois de vistoriarmos e constatarmos que tudo estava ok, seguimos para
o local da chaminé e do artificial. O Léo, novamente, caprichou no café. Esse
tem futuro!
Nos preparamos, e o Washington Portela subiu pela árvore e
montou o top rope na linha do artificial. O Marcos Velhinho montou o top rope
na linha da chaminé. Todos tiveram a oportunidade de fazer o artificial,
utilizando fitas, e a chaminé, com várias situações. Um dia de muitos
ensinamentos.