terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Escalada em Niterói - Parque da Cidade e São Francisco


Um setor que ficou abandonado por anos. Até que por iniciativa do Blanco P. Blanco e ajudado amigos, regrampeou a Paredão Surpresa e conquistou a via Paredão Segunda Feira. a via Não tem nome também foi conquistada próxima ao local, dando belas opções de escalada na região.

Localização

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Setor Santo Inácio

- Face Norte -

Paredão Segunda Feira
Via conquistada em 2019 por Blanco P. Blanco e Marcos Lima "Velhinho"

Projeto Inacabado

Paredão Surpresa - 3º IVsup E2 D2 250m -------- + CROQUI / FOTOS /VÍDEO
Conquistadores: Felis Pires, João Muller, Leonardo Alvarez e Ruy Mazureki - 1978
Regrampeada: Blanco P. Blanco e Marcos Lima "Velhinho" - 2019

O início da base fica no final de uma vila, que tem acesso pela rua Mário Joaquim Santana, n° 204, Seguir subindo pela vila até o final, onde tem uma passagem até o início da trilha. Dali, segue-se caminhando até chegar à base. Assim que chegar à parede, deve-se seguir para a direita até achar uma subida num trepa pedra. A base fica bem alta. Segue para a esquerda e depois volta para direita, seguindo reto até a primeira parada. A segunda cordada segue pra cima, vindo um lance de 3°sup numa passagem para a esquerda, bem abaixo do teto, até chegar a uma chapeleta, antes do crux. O crux de V fica numa passagem em livre, num lance bem aéreo e vertical, fazendo a segunda parada acima dele. Dali, sobe um pouco e segue numa horizontal para a esquerda e toca pra cima até o final da via, com lances variados. O rapel pode ser feito pela via, tendo duas duplas entre a P4 e a P2, evitando a horizontal, num trecho por fora via. Se preferir, pode subir até o cume do Santo Inácio e descer por trilha, chegando ao Parque da Cidade.


- Cume Secundário do Santo Inácio -

Via Não tem Nome - IV 5° E2/E1 90m ---------- + Croqui / Fotos / Vídeo
Conquistadores: Leandro do Carmo, Ary Carlos, Vinícius Araújo e Alex Figueiredo - 2017

A via começa numa canaleta bem vertical, com a primeira proteção relativamente alta, onde temos o crux da via. Os lances iniciais são bem verticais bem delicados. Muitas agarras ainda por quebrar. A via segue bem protegida até a primeira parada. A partir daí, vai ficando mais positiva até chegar ao cume.


- Face Oeste -



Kempo - IXa

Sem informações sobre a via


Setor Campo Escola da Viração

O acesso é na quinta curva, depois que começa a subir a estrada da Viração, em direção ao Parque da Cidade. Depois que entra na trilha, segue-se por uns 50 metros e irá passar por um grande eucalipto caído, na qual deverá seguir por cima dele. Um pouquinho mais acima, verá outro eucalipto à direita, sair da trilha e procurar a entrada. É um corredor que começa estreito e vai fazendo curvas. Uma formação bem interessante.

CROQUIS

Via da Entrada
Última Via
Chaminé Móvel
Via do Marimbondo
Vai que é sua Taffarel
Chaminé Niterói
Chaminé Urubu
Artificial


Setor da Velha Faladeira


Duas vias bem rápidas, boa para no horário de verão, escalar no final de tarde. Você literalmente pode dar segurança de dentro do carro! A base das vias fica no final da rua Tupiniquins, em São Francisco. Da base dá para ver bem a linha das vias. A da direita é a Velha Faladeira, a da esquerda, a Quarto Escuro.

Localização

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Vias

Quarto Escuro - IV E2
Velha Faladeira - IV E1




Algumas fotos:





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Livros que ando lendo: Linha D’água - Entre Estaleiros e Homens do Mar

Por Leandro do Carmo



Título: Linha D’água - Entre Estaleiros e Homens do Mar
Autor: Amyr Klink

Sinopse: A história em torno da qual giram as várias outras histórias deste livro é a da construção, lançamento e navegação do Paratii 2, "um barco simples como canoa e cargueiro como navio". E a busca dessa simplicidade e dessa amplidão demanda um tempo que no mar é sempre escasso, um tempo que aflige enquanto não produz resultado, mas que permite armazenar na memória tudo que contribuiu para que o barco de Amyr fosse o mundo - repleto de tipos antológicos, apetrechos insuspeitados, como um "enganchador de moças" e "bichos peçonhentos" perfuradores de dedos aventureiros, e momentos de tensão em que dez segundos podem decidir o destino do navegador. O leitor acompanha o nascimento do interesse de Amyr pelos barcos, sua paixão pelas canoas de Paraty, as leituras desfrutadas no sótão e as histórias recolhidas pelo mar. Testemunha também as pesquisas, os testes e as viagens empreendidas para realizar o sonho de um barco capaz de passar anos inteiros nas terras geladas da Antártica e levar na tripulação crianças e suas fantasias infantis. Este livro de Amyr Klink traz um barco como tema, mas o homem é o porto. E como toda boa história marítima, tem até tesouro enterrado.

Comentário Pessoal: Ler um livro do Amyr já virou garantia de excelente leitura! Nessa minha terceira viagem, já estou ficando preocupado quando suas publicações acabarem... Esse é um belo que conta os bastidores da construção de seu barco, na qual resolveu levantar um estaleiro, bem como os testes de equipamentos e a construção de uma marina. Aliado a isso, ele conta como conheceu sua esposa e o nascimento das filhas. Tudo isso num entrecorte de histórias que fazem do livro uma grande obra. Recomendadíssimo!!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Livros que ando lendo: Paratii Entre Dois Pólos

Por Leandro do Carmo



Título: Paratii Entre Dois Pólos
Autor: Amyr Klink

Sinopse: Relato da viagem de 642 dias entre a Antártida e o Ártico a bordo do veleiro Paratii no período de 1989 a 1991. Amyr Klink é sempre surpreendente. Depois de cruzar o Atlântico em um minúsculo barco a remo - travessia relatada em Cem dias entre céu e mar -, lançou-se em outro projeto assombroso: passar um ano inteiro na Antártica, dos quais seis meses imobilizado no gelo, em companhia apenas de pinguins e leões-marinhos. Para realizar esse sonho, no final de 1989 partiu no veleiro Paratii para uma viagem que iria durar 22 meses. Navegando solitário por mais de 50.000 quilômetros, alcançou não apenas o continente gelado do Sul, mas também as geleiras do Polo Norte. E trouxe na bagagem dois punhados de pedrinhas, um da Antártica e outro do Ártico: símbolos da misteriosa matéria de que são feitos os mais belos e ousados sonhos.

Comentário Pessoal: Segundo livro do Amyr Klink que leio e posso te garantir que o cara é bom!!!! É uma leitura que prende do início ao fim. Mesmo ficando meses, congelados em um baía na Antártida, há sempre excelentes histórias e grandes ensinamentos, coisas que mexem com o nosso sentimento.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Enquete: Qual palestra você quer na ATM 2015?

Por Leandro do Carmo


Pessoal,

Esse ano a ATM será novamente parte da Semana Brasileira de Montanhismo, que conta com o tema: Rio nas Montanhas: 450 anos de história, em uma celebração dos 450 anos da fundação da Cidade. Mais informações em: http://femerj.org/atm/2015

Estamos nos programando para diversos eventos, entre eles palestras com atletas internacionais. Queremos saber a opinião de vocês sobre os atletas que gostariam de ver.


Livros que ando lendo: Everest, O Diário de Uma Vitória

Por Leandro do Carmo




Título: Everest, O Diário de Uma Vitória
Autor: Waldemar Niclevicz

Sinopse: Waldemar Niclevicz fez uma tentativa de escalar o Everest em 1991, pelo Nepal, chegando até os 8.504m de altitude. Em 1995, voltou para o Everest pelo lado oposto, pelo Tibete, e finalmente realizou o grande sonho de levar a bandeira brasileira ao alto da maior montanha do mundo. Neste livro, Waldemar divide com os leitores, sem medo, os sentimentos que o dominaram ao longo dessa extenuante e recompensadora jornada, que levou literalmente o Brasil ao Topo do Mundo. O texto é envolvente e tenta estimular o leitor a escalar o seu próprio "Everest". Possui descrições da cultura tibetana e nepalesa, costumes e tradições dos povos do Himalaia.

Comentário Pessoal: Apesar de muito detalhista no começo, com informações que não me prenderam muito, confesso até que muita coisa ficou difícil de entender, gostei muito de como descreveu as dificuldades e os desafios, que não foram poucos, de escalar a maior montanha do mundo. Como o título diz, um diário. Contando dia a dia, com uma riqueza em detalhes que prendem a leitura, principalmente na parte da ação! Waldemar de Mozart, fizeram a dupla mais entrosada do grupo e atacaram o cume sozinhos. Um belo livro que recomendo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

1º Mutirão de Reflorestamento e Manejo do Capim Colonião – Bananal – Parque Estadual da Serra da Tiririca

Por Leandro do Carmo

Data: 18/01/2015

Nº de participantes: 12



Área de atuação:















Antes:















Depois:















Relato

Nem o sol forte espantou a galera...Há tempos que estava para marcar esse mutirão. O problema ali no Bananal é crônico: O capimcolonião cresce e dificulta a passagem até ao bloco principal do Campo Escola Helmut Heske. Queria aproveitar para iniciar o trabalho, mesmo estando com o forte calor, pois a cada dia quepassa o capim cresce mais...

Já havíamos combinado com o PESET o empréstimo das ferramentas e o apoio para a atividade. Na verdade, eu abri essa atividade, já prevendo pouca participação, como já falei, devido ao calor. Mas me surpreendi. A galera compareceu e com 12 participantes avançamos bem.Nosso ponto de encontro foi na subsede do Parque, em Itacoatiara, onde, já as 08:00 da manhã, foi difícil achar uma vaga para estacionar. O prenúncio de um dia de praia lotada!

Pegamos algumas ferramentas e três mudas com o Parque e começamos a subir, com cerca de 1 hora de atraso, até o NUPIF, onde fizemos uma foto da galera. Seguimos direto até ao Bananal e lá, já nos preparamos e organizamos nossa ação. Decidimos que, pelo menos, deixaríamos limpa a trilha de acesso ao bloco principal. E assim iniciamos os trabalhos debaixo de um sol escaldante...De vez em quando, olhava a água da enseada, coisa do tipo nordeste, nos esperando!!! Aproveitamos para recolocar a placa informativa do Parque e fechar um atalho que estava sendo aberto. Fizemos uma boa capina e aproveitamos para plantar 3 mudas.

Depois de algumas horas no sol forte não resisti e puxei a fila do mergulho... A água, além de clara, estavanuma temperatura muito agradável. Depois de tanto trabalho, ficamos ali durante algum tempo relaxando e recarregando as baterias...

É impressionante o que a natureza pode nos oferecer... Se pensarmos bem, retribuímos muito pouco por aquilo que ela nos oferece!Mais uma vez, missão cumprida!!! Valeu pessoal, esse foi o primeiro de muitos!!!

Plantando mudas

Olha a cor da água na enseada do Bananal...

Depois do trabalho feito

Alexandre com a mão na massa, ou melhor, na enxada!

Sem tempo para brincar!!!!!

Mais uma muda



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Via Amigo é Pra Essas Coisas - 3º VIIa (A0) E2 D1 175 metros

Por Leonardo Carmo

Local: Morro das Andorinhas – Itaipu, Niterói – Rj.

Participantes: Leonardo Carmo e Marcos Lima.

Ver mais: Conquista / Relato / Vídeo / Mais Conquistas

A via foi conquistada em 28/07/2013 por Leandro do Carmo, Ary Carlos e Guilherme Belém. A segunda investida na qual eu participei também foi em 2013. Depois desse dia, a via só foi escalada mais uma vez pelo Ary e a Alê, sua parceira de escalada. 

Na ocasião tínhamos meio que marcado uma trilha que levava até a trilha principal mas com o passar do tempo aquela marcação se perdeu. Tudo que tínhamos era uma orientação guardada na memória rsrsrs.

No dia 15/01/2015, resolvi fazer essa via. Sabia que o sol estaria rachando o coco. Estava pensando em quem chamar. Não queria colocar a Mariana em outra furada rsrs. Já tínhamos feito a Leila Diniz debaixo de um calor de 40º. Não queria que ela sofresse de novo rsrs. Mas eu estava querendo mais rsrs. Até que eu chamei o Marcos Lima e ele sem pensar direito, aceitou.

Marcamos as 17:00 hs na entrada da trilha do Morro das Andorinhas. O calor estava animal. Mas PitBull não arrega. Sem perder tempo, começamos a nossa missão. Depois de uns 40 min chegamos até a Casa de Pedra, base da via. Começamos a nos equipar e por volta das 18:00 hs começamos a escalada. Quando eu coloquei o primeiro pé na pedra eu falei para o Marcos Lima: “... hoje a escalada é pra curtir...”. Só esqueci de dizer que era pra curtir o perrengue rsrsrsrs.



Começamos a escalada. A saída é tranquila mas vale ficar atendo. Uma queda nessa hora, pode levar os dois pra água rsrs.

Até a primeira parada foi tranquilo. A partir dali o bicho começou a pegar. As agarras de mão estavam quebrando. A via começou a ficar ensaboada rs. A brincadeira começou a ficar boa. A cada metro as agarras pioravam. Logo depois da segunda parada já não existiam mais agarras de mão. Então pensamos: “...pelo menos tem as de pé...”. Só que elas não estavam quebrando, estavam esfarelando. O perrengue começou a ficar gostoso.


Enfim, chegamos no crux. O sol já tinha ido dormir. Começou a escurecer. Olhamos pra cima e vimos só mais 2 grampos. Resolvemos continuar sem lanterna, mesmo já anoitecendo. O Crux foi tenso. Levamos uns 20 minutos pra completar essa parte. Depois do último grampo, no lance de IV SUP, vi uma laca e não pensei duas vezes... ufa, que bom rs. A laca saiu inteira na minha mão. Devia pesar uns 15 kg. Se eu caio com ela, era um abraço. Ia sobrar até pro Marcos. Grudei a laca novamente, mirei o cacto que estava no final da via e parti. Em seguida veio Marcos. Também passou perrengue no crux. Mas aqui é PitBull, quanto mais perrengue, melhor.



Completamos a via por volta das 20:15 min. Já estava bem escuro. Ficamos curtindo o visual e tirando umas fotos. Quando foi mais ou menos 20:30 começamos a nos desequipar. Era hora de ligar as lanternas e partir pra trilha.




O perrengue não tinha terminado, só estava na metade.

Partimos pra dentro varando mato, cipó, arranha gatos, etc. Ficamos mais de 3 horas varando mato tentando encontrar a trilha principal. A gente já tinha até encontrado um lugar pra fazer um bivaque e esperar amanhecer.



Nessa hora, a gente avisou o Leandro e o Ary. Eles estavam de backup. Leandro resolveu ir até lá pra ver se encontrava com a gente ou se pelo menos com um apito a gente fazia algum contato.





Nesse momento a gente decidiu continuar a andar. Sabíamos que estávamos paralelos à trilha principal e partimos. Achar a saída era questão de tempo. Depois de mais um tempinho varando mato e brigando com os arranha gatos, chegamos na trilha que vai pra Casa de Pedra. Aí, velho, a brincadeira tinha acabado. A Missão estava cumprida.

Quando a gente chegou no mirante que da vista pra Itacoatiara, o Leandro do Carmo apareceu. Ali ficamos por alguns minutos curtindo o visual e descemos.

Sei que a nossa aventura acabou por volta de meia noite.

Se eu soubesse antes como seria a aventura, teria feito tudo exatamente igual rsrsrs.

Valeu cada arranhão.