Essa foi a tradicional regata em comemoração ao aniversário
do Praia Clube São Francisco, que completava 68 anos. A previsão de vento não
era boa, como na última regata. Mas fomos na expectativa de que pudesse
melhorar. Chegamos cedo ao PREVELA e já havia um ventinho. Preparamos tudo e,na
hora em que saímos, as condições já eram melhores. Pelo menos, conseguimos
chegar ao ponto de largada. Essa era uma regata também com veleiros oceânicos, o
que a tornava uma atração à parte. Velejar entre esses grandes veleiros é bem
bacana. Conseguimos ver o percurso no barco da comissão e avaliamos nossa
estratégia.
Consegui me posicionar bem na linha e até que larguei bem.
Havia melhorado consideravelmente minha largada; apesar de ainda não ser o
ideal, vou evoluindo. Seguimos para a primeira boia e o vento foi parando.
Optei por fazer um trajeto diferente, me afastando, assim como na regata
anterior, da Estrada Fróes. Consegui velejar bem e ficar à frente em alguns
momentos. Já próximos à boia, ficou-se num impasse, e acabamos indo numa boia de
que nem precisávamos, errando o percurso, mas isso não comprometeu a regata.
Quase todos juntos, fomos para a boia correta e, depois que passamos por ela, o
vento parou de vez e, em alguns momentos, ficamos literalmente boiando.
Lembrou muito a regata passada e, certo de que o vento
chegaria a qualquer momento, continuei firme, tentando fazer o barco andar. Em determinado
momento, senti uma brisa mais forte e, quando olhei para a frente, vi que
estava entrando uma rajada. Falei para o Fernando, que estava um pouco atrás:
“Olha o vento!”. Poucos segundos depois, o barco começou a andar e logo pegou
velocidade. Já havia perdido algumas posições e, pelas minhas contas, estava na
quarta colocação. Mas, próximo à boia, fui ultrapassado, seguindo em quinto até
o final da regata.
Só depois que recebi a súmula vi que havia terminado em
oitavo. Três barcos largaram e chegaram sem que eu nem visse!
Chegou o dia da terceira regata do Ranking da Flotilha
Ventania, do Praia Clube São Francisco. Estava um dia bonito. A previsão indicava
vento fraco durante o dia inteiro. Teríamos que contar com a sorte para conseguir
velejar. Fizemos o nosso ritual dos dias de regata: chegamos cedo, montamos os
barcos e seguimos para o PCSF. Na hora da saída, até que havia um ventinho,
suficiente para nos levar até o ponto da largada. Chegamos em cima da hora, mas
ainda com tempo para largarmos tranquilos.
Larguei bem e segui em direção à primeira boia. Consegui ir
bem nesse primeiro trecho e ganhei algumas posições. Fiz um bordo diferente, o
que me deu vantagem. Quem se aproximou muito da Estrada Fróes acabou ficando
para trás. Montamos a boia e seguimos para a seguinte, que estava próxima ao
Catamarã de Charitas. Aí o vento parou... Ficou apenas uma brisa que mal dava
para movimentar o barco. Eu optei por seguir mais próximo da margem de
Jurujuba. Muitos caíram em uma sombra de vento, mais para o lado da Fróes.
O tempo foi passando e nada. Aos poucos, fui me aproximando
da boia, conseguindo uma boa posição. Já estava tarde quando senti a brisa
aumentar. Tinha certeza de que entraria um ventinho; ela havia parado para
fazer a mudança para leste. Nesse momento, o bote da comissão passou
sinalizando o cancelamento da regata. Poucos minutos depois, o esperado vento
entrou e consegui desenvolver bem. Mas já era tarde... Se tivesse entrado uns
dez minutos antes, talvez eu tivesse conseguido uma boa colocação.
Fui em direção aos outros barcos do PREVELA para sinalizar
que era hora de voltar. Então seguimos de volta. Aí foi desmontar tudo...
A Regata DPC
(Diretoria de Portos e Costas) é um tradicional evento náutico brasileiro
realizado na Baía de Guanabara. Criada em 1972 por iniciativa do vice-almirante
Hilton Beirutti e do então comodoro do Iate Clube de Icaraí, Alzir de Castro
Faria, a competição celebra a união entre a Marinha do Brasil e a comunidade da
vela. Este ano, foi realizada a 51ª edição. Atualmente, vem sendo coorganizada
por instituições como o Clube Naval Charitas e a Federação de Vela do Rio de
Janeiro (FEVERJ), reunindo grande parte da flotilha fluminense.
Estava bem animado para correr essa regata. Eu competiria na
classe Dingue, mas Marcelo Barros conseguiu um escaler com o 90º GEMAR para que
o Prevela pudesse participar. Essa seria minha primeira vez em um escaler. O
escaler é uma embarcação tradicional de propulsão a remo e/ou vela, muito
utilizada para treinamento de marinharia, salvatagem e competições esportivas
militares, especialmente pela Marinha do Brasil e por grupos escoteiros. Ele é
reconhecido por sua estabilidade e por promover o trabalho em equipe. Pode
acomodar de 6 a 12 pessoas, dependendo do tamanho.
Durante a semana, organizamos a tripulação e combinamos de
chegar às 7h30aoPrevela para pegar os coletes e, de lá, seguir para o Clube
Naval de Charitas. Já no Naval, começamos a preparar o escaler. Içamos as velas
e fizemos os ajustes necessários. A previsão era de vento fraco, e isso era um
problema. A brisa soprava fraca e, já próximo ao horário da largada, a previsão
se confirmou. Saímos com um ventinho nada convidativo e, com muito custo,
deixamos o píer do clube.
Dividimos as tarefas e cada um ficou responsável por alguma
coisa no barco. E tinha bastante coisa a fazer. O escaler possui três velas e
sempre exige trabalho. Demos alguns bordos próximos ao barco da comissão e
acompanhamos a largada dos veleiros oceânicos. Chegou a nossa vez de largar, e
o vento estava bem fraco. Conseguimos velejar bem dentro dessas condições. Já
próximos ao Morro do Morcego, o vento foi parando de vez. Havia uma corrente
contra e, em alguns momentos, o escaler parecia andar para trás. Avançamos
lentamente até contornar a Ilha da Boa Viagem.
Nesse ponto, o vento aumentou um pouco e conseguimos montar
a boia da Maria Thereza, retornando com muito custo. O vento parou novamente e
ficamos literalmente à deriva. O tempo foi passando e nada. Já estava entardecendo
quando pedimos ajuda à comissão, que enviou um barco de apoio para nos rebocar
até o Naval. Foi uma experiência bacana. Poderia ter sido melhor, mas sempre
vale o aprendizado.
Participantes: Leandro do Carmo, Enzo Lima, Gabriel Pimenta e João
Na Regata 6H do ano passado, eu não pude participar, pois
havia machucado a vista numa incursão lá no Morro do Boqueirão. Mas, dessa vez,
estava inteiro. A Regata 6H é diferente. Nela, o campeão é o veleiro que dá a
maior quantidade de voltas no percurso, em um intervalo de seis horas,
alternando a tripulação. Ou seja, uma tripulação dá uma volta, para e troca. A
segunda tripulação dá mais uma volta, para, volta a primeira tripulação e segue
assim, alternando.
A logística não era muito fácil. Precisávamos chegar cedo ao
PREVELA, pois tínhamos que estar no Iate Clube Brasileiro às 9h30. Por isso,
cheguei ao PREVELA às 7h30. Já tinha gente lá. Estava frio, mas logo esquentou,
pois o “desce barco, leva barco para a água, pega equipamento, monta barco” não
dava trégua. A sorte é que levamos apenas dois barcos. Isso facilitou a
logística. Fomos rebocados até o ICB e, lá, nos preparamos para o início.
Nossa equipe foi dividida entre mim e o Enzo, em uma dupla,
e o Gabriel Pimenta e o João, na outra. A largada seria às 10h30, com término
às 16h30. Fui para a água, já me preparando para a largada. Larguei bem e segui
para a primeira volta bem colocado. Até que o vento estava razoavelmente bom.
Na parte interna do cais, fizemos nossa primeira troca. Estávamos em terceiro
lugar. Mas, nessa volta, acabamos perdendo uma posição. Na troca seguinte,
consegui tirar um pouco a diferença para o terceiro colocado, mas voltamos a
ficar para trás.
A partir da quarta volta, só conseguimos manter nossa
posição. Porém, conseguimos aumentar a distância para o quinto colocado. Aí
ficou mais fácil. Até que consegui andar bem. Nós nos mantivemos na mesma volta
do barco que liderava e, assim, conseguimos completar a regata com as mesmas
oito voltas.
No geral, chegamos em 4º lugar, mas, na nossa categoria,
terminamos em primeiro. Uma vitória! Depois de terminada a regata, desmontamos
os barcos e deixamos tudo pronto para voltarmos rebocados pelo nosso bote de
apoio. Seguimos para a premiação. Teve cachorro-quente, refrigerante e chope
liberados. E veio em boa hora, pois já estávamos famintos. Passamos o dia todo
só comendo besteira, nada que sustentasse.
De lá, seguimos, já no escuro, para o PREVELA. O motor do
nosso barco de apoio quase nos pregou uma peça, mas conseguimos chegar. Ainda
bem que eram apenas três barcos para subir.
Um dia extremamente cansativo, mas bem divertido. Levando em
conta que havíamos chegado ao PREVELA às 7h30 e que já eram 19h30, acho que
poderíamos chamar essa regata de “Regata 12H”, não acham?
Essa seria a segunda regata do Ranking da Flotilha Ventania,
do Praia Clube São Francisco. Quando saiu a Instrução de Regata, fiquei
animado, pois as duas possibilidades percurso eram interessantes. Uma largava
no PCSF, seguia até boia da Maria Theresa, após a Ilha do Boa Viagem, depois
seguia para a boia verde em frente ao Prevela, montava a boia encarnada do ICI,
voltava na boia verde e terminava entre a Torre do PCSF e uma boia laranja. O
outro percurso largava no PCSF, seguia para a boia de Perigo isolado em
Jurujuba, montava a boia verde em frente ao Prevela, montava a boia encarnada
do ICI, voltava na boia verde e terminava entre a Torre do PCSF e uma boia
laranja. Agora era esperar e verificar no dia, qual seria o percurso.
Chegamos cedo ao Prevela e começamos a montar os barcos.
Como tínhamos tempo, pudemos fazer tudo com calma. Mas, mesmo assim, sempre
temos algum contratempo na saída. Dessa vez, conseguimos levar 7 dingues e só
não levamos mais porque não tinha timoneiro. Saímos com um vento fraco e
chegamos ao PCSF por volta das 13h 20min. Verifiquei na comissão de regata que
o percurso seria o da boia da Maria Theresa, o mais longo. O vento não estava
dos melhores, mas as condições eram boas.
Foi dado o sinal de 5 minutos e tratei de identificar a
melhor estratégia para a largada. Dessa vez conseguimos largar bem e mantivemos
um bom ritmo durante esse primeiro trecho da regata e mantendo boa distância
para os que vinham atrás. O vento foi aumentando a medida que nos aproximávamos
da Ilha da Boa Viagem. Assim que a ilha estava a nosso boreste, entramos numa
empopada até montar a boia. Acho que abrimos muito e perdemos um pouco da
distância que tínhamos para os barcos de trás.
O vento melhorou consideravelmente e seguimos para a boia.
Estávamos disputando o terceiro e quarto lugares, mas perdi duas posições nessa
perna, montando a boia verde em quarto lugar. Dali segui firme na quarta
posição e fiz minha melhor manobra, montando a boia. Só que a decisão de mudar
o bordo, não foi feliz e acabei perdendo a quarta posição. Segui em quinto até
o final da regata. Apesar dessa última tomada de decisão não ter sido a melhor,
fiquei bem satisfeito com o desempenho. Aos poucos vamos melhorando.
Fizemos uma parda no PCSF e aguardamos a premiação, indo
embora em seguida. Aí é aquele trabalho de sempre, desmonta barco, arruma tudo,
carrega barco....
Terminamos tudo eram quase 19h. Um dia longo!
Aguardando ansioso a próxima regata.
A Regata TransAraruama é o maior evento de vela da Região dos
Lagos (RJ), realizado anualmente na Laguna de Araruama — a maior lagoa
hipersalina do mundo. A competição reúne centenas de velejadores profissionais
e amadores em um cenário privilegiado entre os municípios de São Pedro da
Aldeia e Araruama, consolidando-se como referência no turismo
esportivo e náutico da região.
A regata carrega uma trajetória de mais de 30 edições históricas,
originalmente promovidas pelo Camping Clube do Brasil (CCB), cuja
chegada acontecia na antiga sede do clube em Ponte dos Leites, hoje desativada.
Essa longa tradição evidencia a vocação náutica antiga da Laguna de Araruama.Em
maio de 2024, o evento ganhou uma nova era ao ser retomado oficialmente
pela AVELA – Associação dos Velejadores da Lagoa de Araruama, que
assumiu a organização e o transformou em um evento anual de domínio público,
estando na sua terceira edição.
A largada acontece Praia da Praça das Águas (Praça Hermógenes
Freire da Costa), no centro de São Pedro da Aldeia, escolhida pela excelente
infraestrutura — tendas, cercados para guarda dos barcos, banheiros e
segurança. A chegada é na Praia das Virtudes, em Praia Seca (Araruama), local
livre de pedras e bancos de areia, com ampla área para atracação segura e
suporte da Escola de Vela UPWIND 1.
Vídeo da Regata Transararuama
Relato da Regata Transararuama
Eu acompanhei a criação da AVELA e os trabalhos para reativar a
Transararuama e tinha uma vontade muito grande em participar dessa regata. A
primeira regata do que eles apelidaram da “era moderna” foi em 2024 e eu não
tinha experiência para poder participar. A de 2025, não consegui ajustar a
logística. Não poderia deixar passar esse ano. A opção que tinha para esse ano
era ficar na casa da minha avó em Figueira e partir dali, visto que o final da
regata era em Praia Seca, bem ao lado. Meu irmão topou ajudar na logística, me
levando até São Pedro da Aldeia e retornando com o carro. Assim, combinei com a
família de aproveitar o feriado lá na região.
Primeira parte da logística foi ajustada. Faltava agora resolver se eu
iria sozinho no meu Europa ou se conseguiria levar algum Dingue para correr com
alguém. Confesso que estava bem na dúvida, pois a regata do ano passado foi
muito dura por conta do forte vento. Não sabia se estava preparado. O tempo foi
passando e conversando com o Marcelo, ele topou de participar. Com uma pessoa
mais experiente, ficaria mais fácil. Com tudo resolvido, era preparar tudo e
escolher o barco na qual iríamos.
O Marcelo acabara de reformar um Ipanema que ele havia adquirido e ele
sugeriu que fôssemos nele. Aceitei de primeira e começamos a nos organizar.
Primeiro, sugeri que ele fizesse um reforço no ponto os estais eram presos no
mastro. Outro ponto, foi a reforma da parte elétrica do reboque, que tive que
ajustar. Foi tudo muito corrido, mas conseguimos resolver os pequenos
problemas.
Combinamos de viajar na sexta-feira e passaríamos no Prevela para pegar
o barco. Mas lembra quando falei que foi tudo corrido? Pois é... Na sexta, meu
pai conseguiu um eletricista para fazer a parte elétrica e deixou os cabos
montados nas lanternas, eu precisava só colocar no reboque. Só que quando fui
fazer isso na quinta a noite, os fios eram pequenos e tive que aumentar tudo e
tome cortar fio, descascar fio, emendar fio, parafusar lanterna.... Como tudo
pode piorar... Estava escuro e usava uma lanterna de cabeça para conseguir
enxergar, até que começou a chover. Aí foi derrota. Ter que ficar lá na chuva,
não foi fácil. Mas ao final, deu tudo certo.
Na sexta de manhã, acordei cedo e seguimos para o Prevela. Lá amarramos
o barco e pegamos todo o equipamento que levaríamos. Tinha bastante coisa.
Ainda bem que o carro é grande. Seguimos viagem e logo após o Cafubá, um
caminhão da CLIN, saiu sem sinalizar. Freei mais forte e um carro que vinha
atrás deu uma leve batida, ainda bem não amassou nada... Primeira ocorrência...
Já estávamos em Praia Seca, quando o carro da frente parou e na hora que pisei
no freio, o carro não parou. Bati na traseira do carro da frente... Nada
demais, porém o carro da frente amassou a tampa do porta-malas e eu fiquei com
o capô levemente empenado. Segunda ocorrência... Pensei: “Pronto, vai dar tudo
errado!”
Chegamos à casa da minha avó e aproveitei para dar um pulo na lagoa e
tomar um banho. Não era sal grosso, mas do jeito que a lagoa de Araruama é
salgada, achei que daria o mesmo resultado. Almoçamos e começamos a fazer os
ajustes finais no barco. O que não foi fácil, terminamos por volta das 22h,
porém tudo resolvido e prontos para a Transararuama.
Acordamos cedo e seguimos para São Pedro da Aldeia. Fizemos uma vigem
rápida, fui bem devagar, já sabendo do problema no freio do carro. Chegamos
cedo e conseguimos um excelente lugar para estacionar. Já tinha bastante barco
e aos poucos mais barcos foram chegando. Montamos o nosso e aproveitei para
regularizar a inscrição do Marcelo, para podermos conectar no aplicativo que
seria utilizado para monitoramento durante a regata. Encontramos alguns amigos
e o clima era bem agradável. Participamos da reunião de comandantes, que deu as
orientações finais para a regata. Agora era só esperar o momento da largada.
Pelo cronograma, seríamos o segundo grupo a largar. E o procedimento
para essa largada era ficar com o barco na água e após o sinal, subir no barco
e partir. Fizemos os últimos ajustes e fomos para a água. Aguardamos o primeiro
grupo sair e nos posicionamos, a espera da nossa vez. Largamos e seguimos em
direção ao nosso destino. O Vento estava bem fraco e a velejada rendia pouco.
Velejamos boa parte desse início acompanhando dois barcos da classe snipe.
Começamos bem e bem ao fundo podíamos ver os outros barcos que largaram depois
que a gente. Mantínhamos a distância.
Seguíamos velejando e em alguns pontos estava bem raso e era possível
ver o fundo da lagoa. Dadas as condições e direção do vento, resolvemos
levantar a vela balão. Eu nunca havia velejado com esse tipo de vela e sempre
achava bem bonito. É claro que nosso barco não se comparava aos oceânicos, onde
a vela balão se destaca, mas tem seu charme. Nesse momento assumi o leme e o
Marcelo seguiu mareando a vela. Foi bem estressante e difícil, mas conseguimos
seguir com um bom rendimento. Estávamos aproados à ponta da Acaíra, evitando ao
máximo entrar nas enseadas. Em dados momentos, ficava numa posição bem
desconfortável.
O vento foi aumentando e precisávamos acertar o rumo do ponto onde
deveríamos montar a boia. A vela balão já não rendia tanto e decidimos
descê-la. Mas não foi tão fácil quanto eu pensava. Mesmo tendo testado algumas
vezes em terra, me enrolei um pouco e perdemos um pouco de tempo. Ajustamos
tudo e continuamos em direção à boia. O vento foi melhorando e pelo arquivo do
tracklog, atingimos a maior velocidade nesse trecho. Alguns barcos passavam bem
distantes, outros mais próximos. Perto de montar a boia, vimos que alguns
barcos se afastavam muito e resolvemos mudar a estratégia e em vez de montar a
boia e voltar, seguimos mais e aí sim alteramos o bordo. Consegui descansar um
pouco, estava exausto. E assim fomos seguindo até cruzar a linha de chegada.
Passando pelo barco da comissão, perguntamos em qual posição havíamos
chegado e nos falaram que éramos os primeiros da nossa categoria. Bom, era
esperar para ver. Já estava exausto. Procuramos um local para poder chegar com
o barco e meus filhos me viram de longe e começaram a acenar. Seguimos até lá.
Não foi fácil, mas a missão estava cumprida. Foram 5 horas de velejada,
percorrendo, aproximadamente, 28 km. Descansei um pouco e começamos a desmontar
o barco e arrumar tudo. Meu irmão e meu tio nos ajudaram. Aproveitei para comer
algo e dar uma volta para curtir o evento. O Marcelo confirmou que havíamos
chegado em primeiro lugar na nossa categoria. E, particularmente, não estava
muito confiante, mas a ficha só caiu quando chamaram meu nome e o Marcelo na
hora da premiação. Nos dirigimos ao palco e levamos a bandeira do Prevela. Foi
um orgulho subir ao pódio.
Para quem queria apenas participar da Transararuama, chegar em primeiro
foi muito mais do que eu havia pensado. Que venham mais!