Chegou o dia da terceira regata do Ranking da Flotilha
Ventania, do Praia Clube São Francisco. Estava um dia bonito. A previsão indicava
vento fraco durante o dia inteiro. Teríamos que contar com a sorte para conseguir
velejar. Fizemos o nosso ritual dos dias de regata: chegamos cedo, montamos os
barcos e seguimos para o PCSF. Na hora da saída, até que havia um ventinho,
suficiente para nos levar até o ponto da largada. Chegamos em cima da hora, mas
ainda com tempo para largarmos tranquilos.
Larguei bem e segui em direção à primeira boia. Consegui ir
bem nesse primeiro trecho e ganhei algumas posições. Fiz um bordo diferente, o
que me deu vantagem. Quem se aproximou muito da Estrada Fróes acabou ficando
para trás. Montamos a boia e seguimos para a seguinte, que estava próxima ao
Catamarã de Charitas. Aí o vento parou... Ficou apenas uma brisa que mal dava
para movimentar o barco. Eu optei por seguir mais próximo da margem de
Jurujuba. Muitos caíram em uma sombra de vento, mais para o lado da Fróes.
O tempo foi passando e nada. Aos poucos, fui me aproximando
da boia, conseguindo uma boa posição. Já estava tarde quando senti a brisa
aumentar. Tinha certeza de que entraria um ventinho; ela havia parado para
fazer a mudança para leste. Nesse momento, o bote da comissão passou
sinalizando o cancelamento da regata. Poucos minutos depois, o esperado vento
entrou e consegui desenvolver bem. Mas já era tarde... Se tivesse entrado uns
dez minutos antes, talvez eu tivesse conseguido uma boa colocação.
Fui em direção aos outros barcos do PREVELA para sinalizar
que era hora de voltar. Então seguimos de volta. Aí foi desmontar tudo...
A Regata DPC
(Diretoria de Portos e Costas) é um tradicional evento náutico brasileiro
realizado na Baía de Guanabara. Criada em 1972 por iniciativa do vice-almirante
Hilton Beirutti e do então comodoro do Iate Clube de Icaraí, Alzir de Castro
Faria, a competição celebra a união entre a Marinha do Brasil e a comunidade da
vela. Este ano, foi realizada a 51ª edição. Atualmente, vem sendo coorganizada
por instituições como o Clube Naval Charitas e a Federação de Vela do Rio de
Janeiro (FEVERJ), reunindo grande parte da flotilha fluminense.
Estava bem animado para correr essa regata. Eu competiria na
classe Dingue, mas Marcelo Barros conseguiu um escaler com o 90º GEMAR para que
o Prevela pudesse participar. Essa seria minha primeira vez em um escaler. O
escaler é uma embarcação tradicional de propulsão a remo e/ou vela, muito
utilizada para treinamento de marinharia, salvatagem e competições esportivas
militares, especialmente pela Marinha do Brasil e por grupos escoteiros. Ele é
reconhecido por sua estabilidade e por promover o trabalho em equipe. Pode
acomodar de 6 a 12 pessoas, dependendo do tamanho.
Durante a semana, organizamos a tripulação e combinamos de
chegar às 7h30aoPrevela para pegar os coletes e, de lá, seguir para o Clube
Naval de Charitas. Já no Naval, começamos a preparar o escaler. Içamos as velas
e fizemos os ajustes necessários. A previsão era de vento fraco, e isso era um
problema. A brisa soprava fraca e, já próximo ao horário da largada, a previsão
se confirmou. Saímos com um ventinho nada convidativo e, com muito custo,
deixamos o píer do clube.
Dividimos as tarefas e cada um ficou responsável por alguma
coisa no barco. E tinha bastante coisa a fazer. O escaler possui três velas e
sempre exige trabalho. Demos alguns bordos próximos ao barco da comissão e
acompanhamos a largada dos veleiros oceânicos. Chegou a nossa vez de largar, e
o vento estava bem fraco. Conseguimos velejar bem dentro dessas condições. Já
próximos ao Morro do Morcego, o vento foi parando de vez. Havia uma corrente
contra e, em alguns momentos, o escaler parecia andar para trás. Avançamos
lentamente até contornar a Ilha da Boa Viagem.
Nesse ponto, o vento aumentou um pouco e conseguimos montar
a boia da Maria Thereza, retornando com muito custo. O vento parou novamente e
ficamos literalmente à deriva. O tempo foi passando e nada. Já estava entardecendo
quando pedimos ajuda à comissão, que enviou um barco de apoio para nos rebocar
até o Naval. Foi uma experiência bacana. Poderia ter sido melhor, mas sempre
vale o aprendizado.
Participei da regata com o Enzo. Essa foi a primeira regata na qual Alice foi timoneando. Participou junto com o Xandão. Parabéns Alice por ter completado a regata!
Data: 25/10/2025 Local: Enseada de São Francisco Participantes: Leandro do Carmo e Enzo
Participamos da regata promovida pelo Praia Clube São Francisco. O dia estava bem aberto e um vento constante. O percurso foi barla-sota, 4 pernas. Saímos do PREVELA por volta das 12h e seguimos para o PCSF, onde ficamos aguardando o início da regata. Chegamos em 7º lugar geral e 3º na categoria estreante. Ótimo dia!
Data: 12/10/2026 Local: Escola Naval - RJ Participantes: Prevela
Essa foi a primeira vez em uma das mais tradicionais regatas
do Brasil, a Regata da Escola Naval. A Regata Escola Naval é um evento náutico
tradicionalíssimo no Brasil, criado pelo Grêmio de Vela da Escola Naval
(GVEN) em 1946, como retribuição aos clubes que isentavam a EN de taxas,
tornando-se a maior regata da América Latina, um dia de festa para a Marinha e
comunidade, celebrando a vela e a cultura naval na Baía de Guanabara.
Participamos da regata no Escaler que o 90ª GEMAR nos emprestou. Um dia fantástico!
Data: 11/10/2025 Local: Charitas - Niterói – RJ Participantes: Leandro do Carmo e Enzo
Foi chegando mais um final de semana, e dessa vez participaríamos
da Regata CIAGA. No ano passado, a regata não aconteceu por falta de vento. Este
ano, a previsão era de vento, e a regata da Classe Dingue aconteceria junto com
a etapa do Campeonato Estadual.
Nos encontramos às 9h no Prevela e preparamos os
barcos. Saímos por volta das 12h30. A previsão de largada era às 13h.
Os barcos ficaram reunidos em frente ao Prevela, logo após a Ilha dos Amores. Nossa
comissão era diferente e seguiu para próximo ao ICB. Também seguimos para
lá.
Fizemos apenas duas das três regatas, mas foi o
suficiente para uma boa velejada.