Por Leandro do Carmo
Data: 22/11/2025
Local: Morro do Morcego
Participantes: Leandro do Carmo e Marco Lima Velhinho
Relato
Essa foi a nossa terceira investida, nas duas investidas anteriores, avançamos bem e havía para no provavelmente no crux. Mas vamos ver como foi.
Combinei com o Velhinho cedo, pois o sol ja estava a pino por volta das seis da manhã. E nessa hora ja está batendo sol na face. Entramos cedo e logo começamos a escalar. Toquei a primeira enfiada bem rápido, indo direto até a primeira parada. O Velhinhonveio em seguida e guiou a segunda enfiada, parando na dupla. Segui até lá e ficamos avaliando qual seria o melhor caminho a seguir.
O sol apareceu com força. Era hora de seguir rápido. Decidimos que o melhor caminho era tocar reto da parada. Arrumei todo o equipamento de conquista e deixei a mochila na parada com Velhinho e comecei a subir. O trecho fica bem vertical. As agarras parecem que vão explodir a qualquer momento. Nas primeiras passadas dei aquela olhadinha para baixo e se caísse, iria parar em cima do Velhinho. Achei melhor colocar logo uma chapeleta. E nâo foi fácil. Com muito custo consegui furar e colocar o parabolt. Antes mesmo de apertar a porca, já havia costurado. Agora estava mais tranquilo.
O Velhinho me perguntou se eu estava com algum cliff. Até estava, mas não vai um bom lugar no trecho abaixo. Subi mais um pouco e bi um batente. Resolvi bater mais uma chapeleta ali e dessa vez coloquei o cliff, ficando mais confortável para bater a próxima proteção. Foi bem mais tranquilo.
Continuei subindo e consegui me apoiar bem num pequeno degrau, ali bati a terceira proteção do dia. Olhando o trecho de cima, nâo seria fácil. Nenhuma agarra. Consegui subir mais um pouco. Já estava muito perto do platô de vegetação e com isso a parede estava bem suja. Optei por colocar mais uma chapeleta e de lá subi até acima desse platô e bati uma dupla para dar segurança ao Velhinho. Deinuma olhada no entorno e encontrei os grampos de uma via que havia encontrado numa exploração há alguns meses atrás.
O Velhinho chegou em seguida e dali subi. Estava na crista do Morcego, e fui seguindo uma linha bem positiva e já protegida com grampos. Rapidamente chegamos ao cume. Assinamos o livro e deixamos o registro da conquista. Dali, descemos a trilha, já num calor absurdo. Nâo havia nenhuma sombra, mas aproveitei para jogar uma água na cabeça, num poço que tem no caminho. Continuamos a caminhada, agora mais tranquilo. Em pouco tempo, estávamos de volta ao carro. Aí foi beber um coca cola gelada e descansar antes de seguir para casa.
Já podíamos divulgar a conquista! Homenageamos o Leandro Pestana, o cara que iniciou a conquista e permitiu que pudéssemos dar continuidade ao projeto.




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