Participantes: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Leandro Conrado e Ricardo Bemvindo
Histórico e Curiosidades
O sistema lagunar de Maricá é composto por um complexo de quatro lagoas principais interligadas, que se estendem paralelamente ao litoral.
Principais Lagoas e Localizações
Lagoa de Guarapina: Fica na extremidade leste do complexo, banhando os bairros de Ponta Negra, Bambuí e Cordeirinho. É conectada ao mar pelo Canal de Ponta Negra.
Lagoa do Padre: Uma lagoa menor situada entre a Lagoa da Barra e a de Guarapina, próxima ao bairro de Cordeirinho.
Lagoa de Jacaroá: Embora tecnicamente um braço ou enseada da Lagoa de Maricá, é frequentemente tratada de forma individual devido à sua fama pelo fenômeno da bioluminescência (águas que brilham no escuro), observado recentemente em 2025 e 2026.
Lagoa de Maricá: É a maior do sistema, banhando o distrito-sede e bairros como Araçatiba (onde fica a famosa orla de lazer), Itapeba, São José do Imbassaí e Marine.
O Complexo Lagunar de Maricá é um dos mais importantes sistemas lagunares costeiros do estado do Rio de Janeiro. Localizado no município de Maricá, na Região Metropolitana Leste Fluminense, o conjunto de lagoas se estende paralelamente ao litoral, entre o Oceano Atlântico e a Serra da Tiririca, formando uma paisagem singular que combina água doce, água salobra, restingas, manguezais e áreas de Mata Atlântica.
Vídeo da Travessia das Lagoas de Maricá de caiaque
Relato da Travessia das Lagoas de Maricá de caiaque
Já havia tentado marcar essa remada, atravessando as Lagoas de Maricá, há um bom tempo. Mas a logística sempre foi um fator complicado. Fazer isso sozinho, era quase impossível. O tempo foi passando e nos últimos anos, com o grande processo de urbanização promovido pela prefeitura de Maricá e financiado pelos royalties do petróleo, foi ficando mais fácil conseguir montar o roteiro. Analisei as imagens de satélite e foi possível dividir o percurso em quatro partes: Ponta Negra x Bambuí, Bambuí x Guaratiba, Guaratiba x Boqueirão e Boqueirão x Amendoeiras. Todos os trechos com, aproximadamente, a mesma distância. O roteiro estava pronto, mas ainda existia a dúvida se seria possível cruzar os canais. A dúvida é se eles estariam assoreados.
Durante a Travessia da Juatinga, eu, meu irmão, Leandro Conrado e o Ricardo, combinamos de fazer essa remada. Definimos a data e acertamos toda a logística. Fez bastante calor durante a semana e optamos por chegar bem cedo e começar a remar logo, pois por volta das 9h o calor já estava insuportável. Nos encontramos no caminho e deixamos um carro no ponto onde terminaríamos a remada, assim poderíamos voltar e pegar os carros que deixaríamos no início da remada.
Atrasamos um pouco e começamos a remar às 6h 40 min. Um pouco depois do que havíamos programado. O tempo estava levemente nublado. Não ventava. Olhava e via a lagoa bem lisa, sinal de remada tranquila. Com tudo pronto, fomos para a água. Saímos bem ao lado da boca do canal. Esse primeiro trecho remaríamos pela lagoa de Guarapina, até a orla de Bambuí. Esse trecho foi tranquilo, foi remada para aquecer. Eu e meu irmão desenvolvemos bem, mas o Ricardo e o Leandro ficaram um pouco para trás, pois estavam num caiaque duplo aberto e ele não tem um desempenho tão bom.
De longo não era possível ver a entrada do canal de Bambuí, mas à medida que fomos nos aproximando, foi possível vê-lo. Logo na entrada, passamos pelo deck de Cordeirinho e seguimos pelo canal. Avançamos e entramos num trecho onde estávamos ao lado eu uma rua, já em área urbana. Cruzamos uma ponte e chegamos ao ponto onde havia marcado para fazer a primeira parada. Nem chegamos a desembarcar, pois não havia um bom local. Bebemos uma água e descansamos um pouco.
De volta a remada, entraríamos no ponto de maior dúvida da travessia: a ligação entre o canal e a Lagoa do Padre. Seguimos remando e cruzamos com alguns grupos de Flamingos, num espetáculo a parte. Nesse trecho, já chegando à Lagoa do Padre, a profundidade despenca para alguns centímetros e em alguns pontos o fundo do caiaque arrastava. Era preciso tomar cuidado e escolher o melhor caminho para não ficar preso. O fundo era de lama e quando arrastava o remo, via aquele lodo subir. Nesse trecho também percebi que havia tido alguma obra de desassoreamento, pois nas bordas, havia vários depósitos de areia. Ainda bem que tinham trabalhado no local, acho que seria bem difícil ter passado ali há um tempo. Do outro lado, mais um grupo grande de Flamingos e próximo a gente, um grande grupo de aves. Tentei me aproximar um pouco, mas o caiaque encalhou. Voltei e continuei a remada.
Depois desse trecho, entramos na lagoa do Padre e as condições não melhoraram. Continuava um trecho raso e tínhamos dificuldade em remar. Ainda bem que foi o trecho razoavelmente mais curso, se comparado aos outros. De longe conseguíamos ver uma ponte e seguimos em direção a ela. Após passar a ponte, entramos no canal de que liga essa lagoa a de Jacaroá. Mais a frente consegui avistar vários barcos, estávamos chegando à Orla de Guaratiba, nosso segundo ponto de parada. Segui até ele e desembarquei. Esperamos o Leandro e o Ricardo chegarem. Aproveitamos para fazer um lanche e descansar. Ficamos ali durante um tempo até que voltamos para a remada, ainda falta um bom trecho.
De volta a água, continuamos no canal e entramos na lagoa de Jacaroá. Atravessamos um longo trecho. Cruzamos a Ponta da Divinéia. Estávamos no trecho mais bonito e preservado de toda a travessia. Depois de ter atravessado o pior, compensou passar aqui. À esquerda, uma bela enseada que merecia uma visita, mas ficará para uma próxima. Cruzamos com alguns pescadores e de lá, seguimos para a enseada da Lagoa do Boqueirão. Ali tem uma excelente estrutura, a melhor de toda a travessia. O Ricardo e o Leandro demoraram um pouco para chegar. Lanchamos e descansamos bem para o último e mais longo trecho da remada. Nesse, não teríamos ponto de apoio. Até agora, seria fácil parar e descansar em algum lugar, caso precisássemos. A travessia agora era direta e pelo meio da maior lagoa do complexo lagunar de Maricá.
Voltamos para a remada. Pela previsão, entraria um vento leste que estaria totalmente a favor da remada. Cruzamos a ponte do Boqueirão e entramos na Lagoa de Maricá. Começamos juntos, mas logo nos distanciamos. E a previsão acertou, o vento começou a apertar e começou as marolas. Como estava a favor, tudo tranquilo. De longe consegui avistar uma ilhota. Era uma que já queria passar por ela, desde quando havia planejado a remada. Segui até ela, mas não desembarquei. Segui remando e fui me aproximando de uma enseada, mas estava percebendo alguma coisa diferente. Quando cheguei mais perto, vi que não era a de Amendoeiras, tivemos que ajustar a rota e seguir remando.
Cruzamos um morro e logo entramos num trecho mais abrigado. O vento mais fraco no local deu um refresco. Seguimos remando até um pequeno píer. Eu e meu irmão esperamos o Leandro e Ricardo chegarem. Colocamos os caiaques na calçada, procuramos uma sombra. Aí foi esperar a logística dos carros.
Enfim havia saído a tão esperada Travessia das Lagoas de Maricá. Agora sei que é possível atravessar remando. Qual será próxima remada?
Participantes: Leandro do Carmo, Alice do Carmo, Danilo Dagnino, Ezequiel Gongora, Vera Menezes e Igor
Vídeo
Relato
Já fazia um tempo que não subia a Pedra de Itaocaia.
Aproveitei que o Danilo estava querendo voltar as atividades e sugeri de
fazermos essa trilha, por ser relativamente próxima de casa e curta, mas com um
visual bem bonito. A minha filha Alice também foi. Ela sempre me pede para ir e
já estava devendo essa.
Nos encontramos as 7h 30min numa padaria, bem na principal
rotatória do Barroco, em Itaipuaçu. Tomamos um café da manhã e seguimos para o
início da trilha. Com as inúmeras obras de Maricá, acabei passando da entrada,
mas percebi a tempo, voltando e entrando na rua certa. Dali, seguimos até ao
início da trilha, que também havia mudado um pouco. Entramos e a subida agora
se inicia um pouco antes, evitando uma laje que sempre ficava molhada.
Começamos a subir, passando alguns trechos molhados e logo
estávamos no primeiro mirante, voltado para Itaocaia Valley. A Alice não se
sentiu bem e tivemos que esperar um pouco. Dei a ela algo para comer e beber.
Aos poucos foi se recompondo e logo estava andando novamente. Continuamos a
caminhada e veio um trecho bem fechado. Fui à frente abrindo caminho. Mais a
acima, a trilha abriu e percebi que havia tido um grande incêndio. Ajudou um
pouco e logo estávamos no cume. Uma vista fantástica, com 360º de belas
paisagens. Dava para ver toda a praia de Itaipuaçu, a Serra da Tiririca, Serra
do Calaboca, Serra de Itaitindiba, Pedra de Inoã, Serra de Camburi, Serra da
Chuva e Espraiado.
Aproveitei para fazer algumas imagens com o drone. Pegamos o
caminho de volta e descemos rápido. Ainda paramos na casa do Danilo para tomar
uma água e descansar um pouco. Uma bela caminhada que é muito pouco divulgada.
Maricá, nunca decepciona!
Participantes: Leandro do Carmo, Mariana Abunahman, Ricardo Barros, Simone
Oliveira, Juliana, Angelo Verdan, Waldino, Diego, Carla Rosa e Márcio Mafra
Vídeo da Travessia Espraiado x Tomascar
Vídeo de Drone da Travessia Espraiado x Tomascar
Relato da Travessia Espraiado x Tomascar
Estava de volta à Travessia mais clássica de Maricá: A
Travessia Espraiado x Tomascar! Com um percurso de aproximadamente 8 km, a
travessia corta córregos, matas, áreas abertas e temos uma vista fantástica de
parte do litoral do município. Para fechar com chave de ouro, temos a opção de
almoçar no concorrido Restaurante da Marilene, com uma excelente comida
caseira, feita no fogão a lenha. Em todas as vezes que fiz a travessia, voltei
para o Espraiado, pois a logística ficaria muito pesada, caso optássemos por
voltar por Tanguá ou Rio Bonito.
Era uma aula do Curso Básico de Montanhismo do CNM e
faríamos novamente um bate e volta. Combinamos de nos encontrar as 08h30min lá
no Espraiado, em frente à sede das Unidades de Conservação. Chegamos cedo e de
lá seguimos para a cachoeira da represa. Os bares estavam fechados e foi fácil
conseguir um bom local para estacionar. Hoje, o local está pavimentado,
seguindo com paralelepípedo até o local onde ficava um portão. Arrumamo-nos e
iniciamos a caminhada.
Seguimos estradinha e logo cruzamos o primeiro córrego. A
estradinha segue bem abrigada, mas a essa hora da manhã, não seria um problema
pegar um sol. Mais acima, viramos à esquerda, saindo da estradinha. Cruzamos o
córrego novamente e iniciamos a subida, que fica próximo a uma casa. O trecho
inicial é bem complicado, devido ao alto estágio de erosão causado pela
passagem de motos. Inclusive, esse é um problema grande da região. Continuando
a subida, comecei a ouvir um barulho de moto bem ao fundo. Em pouco tempo, eles
estavam passando por nós.
Passamos a última porteira e mais acima, ficamos à direita
numa bifurcação, onde começa uma área aberta. Na volta, viríamos pelo caminho
de baixo. Pegar o caminho da esquerda nos livraria de pegar uma subida, mas a
vista que teríamos lá do mirante do Vale de São Francisco compensaria o esforço
extra. Esse caminho acabou virando o principal. Subi mais rápido para conseguir
filmar com o drone o pessoal chegando. Já próximo ao mirante, vi que tinha um
grande grupo lá em cima. Com todos no local, fizemos alguns exercícios de
orientação, lanchamos e seguimos descendo.
Tomascar estava bem ao fundo. Visível graças a igreja,
próxima ao restaurante da Marilene. Dali, pegaríamos uma descida mais forte e
seguiríamos pela estradinha até ao nosso destino. O grupo grande saiu à frente
e logo os ultrapassamos. Passamos por um trecho bem erodido, com vários
caminhos que se juntavam mais abaixo. Demos uma parada rápida num córrego para
nos refrescar e de lá seguimos andando. Passamos por diversas propriedades com
plantação de laranja. Algumas pareciam abandonadas. Fui lembrando das inúmeras
vezes que havia passado por ali.
Sem perceber, havia chegado à porteira que antecede o vilarejo.
Estávamos a poucos metros do nosso destino. As ruas já estavam cheias de carro.
O restaurante da Marilene é bem frequentado aos finais de semana, sendo o
“point” desde os praticantes de trekking até aos amantes do “off road” e
simplesmente dos que querem desfrutar de um local agradável com boa comida.
Arrumamos uma mesa e nos acomodamos. Cada um foi arrumando
seu prato e fomos contagiados pela boa conversa e o astral de todos, sem
exceção. Depois de um excelente almoço, a preguiça cobrou seu preço. Foram necessários
alguns bons minutos para nos recompormos. Com o avançar da hora, aproveitei
para apresentar conhecer a cachoeira de Tomascar a quem não conhecia e pegamos
o caminho de volta.
Começamos a caminhada bem lentamente e aos poucos fomos
deixando Tomascar para trás. Paramos novamente no córrego, só que agora numa
posição invertida. Uma parada estratégica para vencermos a subida. Não foi
fácil, mas havíamos passado toda a subida da caminhada do dia. Fizemos uma
parada num mirante e de lá percebemos fumaça bem no mirante do alto do Vale do
São Francisco, muito próximo ao ponto onde havíamos passado no início da
caminhada. A preocupação era o fogo se alastrar pela vegetação seca, pois
passaríamos num ponto bem crítico.
Adiantamos a caminhada e ao longo do caminho pude presenciar
um espetáculo promovido por pássaros que voavam e cantavam em meio a uma mata
exuberante. Dali, seguimos descendo e logo estávamos cruzando o córrego e
entrando novamente na estradinha que nos levaria de volta a cachoeira da Represa
do Espraiado.
Dia: 11/02/2023
Local: Maricá
Participantes: Leandro do Carmo e Marcos “Velhinho” Lima
Seguindo meu planejamento de começar a pedalar, marquei com
o Velhinho de voltar à Ponta Negra, mas dessa vez não iria começar em
Itacoatiara. Minha ideia era começar lá do Recanto. Subir a Serrinha novamente
estava fora de cogitação. Havíamos marcado as 5h 30min, mas choveu bastante a
noite e optamos por 1 hora mais tarde. Passei na casa dele e de lá, seguimos
para o Recanto. Arrumamos tudo e iniciamos o pedal.
Estava uma manhã bem agradável, mais fresco do que nos
últimos pedais que havia feito. Seguimos o mesmo caminho feito da minha última
vez, indo paralelo ao Canal do Costa e depois seguindo a avenida da praia, por
sinal, muito bem cuidada e bonita, apesar de algumas obras. O sol não estava
tão forte, algumas nuvens ralas encobriam o céu, deixando a temperatura
suportável. Rapidamente chegamos ao final da praia, onde fizemos uma rápida
parada para hidratação. Dali em diante, seguiríamos pela estrada que corta a
APA da Restinga de Maricá.
Cruzamos toda a Restinga e fomos fazer uma parada mais longa
somente em Barra de Maricá, perto do DPO. Ali tomamos um café da manhã. Depois de
abastecidos, continuamos o pedal, cruzando a ponte e pegando a estrada que
cruza Guaratiba e Cordeirinho. Pedalamos direto até Ponta Negra. Cruzamos a
ponte sobre o canal e fomos em direção ao farol. Achei que não fosse conseguir,
mas venci a subida sem descer da bicicleta. A vista do farol é fantástica. Um
daqueles locais incríveis. Podíamos ver toda a praia e a Pedra do Elefante bem
ao fundo e bem menor do que estou acostumado a ver. Fizemos uma pequena pausa
para descanso.
Continuamos o pedal. Na descida o freio da bicicleta do
Velhinho não estava muito bom e foi fazendo barulho estranho. Ele seguiu um
pouco mais atrás. Seguimos até o alto da Praia da Sacristia e de lá, paramos no
Arco da Sacristia, uma bela formação rochosa, que até uns anos atrás, passava
despercebida do público. O local está ameaçado pela construção do “Porto de
Jaconé”, que em breve mudará para sempre a paisagem local. Impressionante foi
ver como algumas pessoas ainda tem coragem de deixar lixo pelo caminho. Eram
pilhas, sacolas plásticas, papel, garrafas, etc., deixados a poucos metros de
uma lata de lixo. Enfim, difícil....
Já era hora de voltar. Pegamos o caminho de volta e só paramos
novamente na padaria, em Barra de Maricá. O calor já estava bem forte. Comprei
uma garrafa de água para jogar na cabeça e me refrescar um pouco. Faltavam,
aproximadamente, 2/3 do caminho. Esse pedal é bem dividido, pode-se dizer que
em 3 trechos: o primeiro, consiste em toda a praia de Itaipuaçú; o segundo, a
restinga de Maricá; e o terceiro, Barra de Maricá até Ponta Negra. Cada um com
aproximadamente 10 quilômetros.
Depois de um rápido descanso, cruzamos a Restinga no sentido
contrário e fizemos uma parada nos eucaliptos, já na praia de Itaipuaçú, onde
tinha uma sombra bem agradável. Faltava pouco. Uma leve brisa ajudava a refrescar.
De volta ao pedal, segui num ritmo mais lento, já sentindo o forte desgaste.
Aos poucos, a Pedra do Elefante, também conhecida como Alto Mourão, foi se
aproximando. Já avistando o final da praia, senti um alívio.
Alívio mesmo, senti quando vi o carro do Velhinho
estacionado. Havíamos concluído o pedal. O GPS contabilizou 72 km. Nada mal...
Pedal Cassorotiba x Parque Paleontológico de Itaboraí
Dia: 04/02/2023
Local: Niterói/Maricá
Participantes: Leandro do Carmo, Hebert Calor e Andréa Vivas
Depois de ter feito o pedal até Ponta Negra, combinei com o
Hebert de fazer um pedal. Optamos por pedalar pela estrada de Cassorotiba, em
Maricá. Marcamos cedo e atrasamos um pouco a nossa chegada. Minha preocupação
era com o sol. Estamos num verão bem forte. Quando não está chovendo, está
fazendo sol. São só essas duas opções. E não dá para escolher. Vai na sorte.
Estacionei o carro em frente à Igreja de São João Batista, na entrada do Spar.
Montei minha bicicleta e aguardei o Hebert e a Andréa chegarem.
Saímos para o pedal por volta das 7 horas. O calor já estava
bem forte. Seguimos pedalando em direção à Estrada de Cassorotiba. Poucos
carros passavam pela estrada. Hoje, boa parte da estrada já está asfaltada e
está bem melhor do que quando passei pela primeira vez, a pé, quando fiz a
travessia da Serra de Itaitindiba pela primeira vez. Fomos pedalando até que o
asfalto acabou. Apesar de quente, estava uma manhã bonita.
Seguimos andando até começarmos uma subida mais forte. Não
consegui pedalar direto, mas cheguei lá. Ao final da subida, fizemos uma
parada. Ali tive que ajeitar meu banco. Depois de uma boa descansada,
continuamos o pedal. Dali, já pegamos uma descida, o que facilitou e compensou
a forte subida que havíamos passado. O caminho seguia bem bonito e paramos numa
bica d’água bem na beira da estrada, próximo a uma porteira. Após me refrescar,
seguimos pedalando. Passamos por algumas grandes poças de água, na qual, passei
com cuidado e com medo de ter algum buraco. Mais a frente, uma subida, onde parei
para apreciar a bela vista. O local impressionava. Uma área rural tá próxima do
centro urbano. Um privilégio.
Seguimos pedalando até entrar novamente no asfalto e seguir
até o Parque Paleontológico de São José do Itaboraí. Já na porta, estava
fechado por conta do horário. Mas entramos por uma portinha lateral e seguimos
até o portão onde dá acesso à Lagoa de São José. Estava fechado, mas o Hebert
foi procurar alguém que pudesse liberar o acesso. Como o vigia havia perdido a
chave, ele disse que podíamos pular. Passamos as bicicletas e seguimos até o
mirante ao final da estradinha. Tudo bem conservado e bonito. Ali, fizemos uma
parada e descansamos um pouco.
Após o descanso, pegamos as bicicletas e voltamos pelo mesmo
caminho. Parei no mesmo ponto onde havia parado na ida para apreciar a vista e
aproveitei para fazer algumas fotos. Nesse ponto, veio um grande grupo de
ciclistas. Dali seguimos pedalando e aproveitei para jogar uma água no corpo lá
na bica. Mais a frente, a grande descida na ida, se transformou, é claro, numa
grande subida. Nem pensei em seguir pedalando, saltei da bicicleta e fui
empurrando até o alto, onde paramos para descansar.
Dali, pegamos uma grande descida e seguimos pela estrada de
Cassorotiba. O sol estava bem forte. No começo, as árvores faziam uma sombra,
mas depois foi sol até o final. Esse trecho castigou, já estávamos próximos das
10 horas e trinta minutos da manhã. Cheguei no carro bem cansado. Arrumamos
tudo e fomos tomar um caldo de cana que desceu perfeito. Mais 33 km, nada mal
para o segundo pedal.