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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Escalada na Via Mari do Metrô

Por Leandro do Carmo

Via Mari do Metrô

Data: 06/06/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Leandra Angelone

Via Mari do Metrô


Vídeo da escalada na via Mari do Metrô


Relato da escalada na Via Mari do Metrô

Ver o Morro do Morcego hoje, com várias vias de escalada, é uma vitória. Há muito tempo eu frequentava o local e sempre tínhamos problemas de acesso. Enquanto foi área privada, enfrentávamos dificuldades. Porém, depois que a Prefeitura de Niterói desapropriou a área, mesmo com os problemas de corrupção, tudo mudou. Quando escalei a Moby Dick pela primeira vez, eu e o Claudney tivemos que contornar o Morro do Morcego a partir da Praia de Adão. Deu um grande trabalho, e isso inviabilizava a escalada no local.

Depois que conquistei a via Leandro Pestana, queria marcar uma invasão para que pudéssemos escalar todas as vias da face, que hoje conta com cinco vias: Leandro Pestana, Juratan Câmara, Mari do Metrô, Moby Dick e Celina Alvarenga. Havia combinado com o Rafael, diretor técnico do Light, de fazermos uma invasão, porém as condições do tempo estavam bem ruins. Para nós, que moramos em Niterói, é tranquilo chegar lá e não conseguir escalar, mas, para quem mora no Rio, fica complicado. Assim, avisei ao Rafael que havia grande probabilidade de a parede estar molhada, mas que iríamos mesmo assim. O Rafael topou. Algumas pessoas do CNM desistiram, mas quem foi não se arrependeu.

Chegamos cedo a Jurujuba. Estava uma manhã fria, mas o céu estava completamente aberto. O sol já batia, mas ainda sem força para esquentar. O Vinícius foi o último a chegar. Organizamos as cordadas, tiramos uma foto e seguimos para a base das vias. Éramos 14 escaladores, nada mal. O portão de acesso estava fechado. Seguimos pela escada e pulamos o muro. Ainda bem que, hoje em dia, por enquanto, ninguém reclama mais. Em frente à pedreira, notei que haviaaberto uma via bem ao lado esquerdo, mais uma para repetir em breve...

Pela divisão das cordadas, eu faria a Mari do Metrô com a Leandra. A cordada do Vinícius também entraria nela. Eu ainda não havia feito essa via, apenas a parte final, quando entrei na Celina Alvarenga, há algum tempo, antes do término da conquista. Nós nos arrumamos e saí para guiar a primeira enfiada. Essa foi tranquila, só com um trechinho um pouco mais difícil. E estava tudo bem seco; por enquanto, sem problemas. Na parada,montei a segurança, e a Leandra veio em seguida, escalando bem rápido. O sol estava bem agradável. Lá de cima, conseguia ver as outras cordadas. O Leandro Conrado estava ao meu lado, na primeira parada da Moby Dick.

Saí para a segunda enfiada, um pouco mais suja que a primeira. Achei essa um pouco mais difícil. Passei por um trecho bem molhado, logo abaixo da parada. Dali, segui por um platô de vegetação até entrar novamente na parede. Esse trecho foi mais difícil que os anteriores. Vi que havia algumas agarras quebradas, o que me fez redobrar a atenção. O sol deu uma apertada; já sentia o calor irradiando da rocha, mas, como estamos no outono, nada que atrapalhasse. E já estávamos próximos ao final. Continuei subindo até chegar a uma parada dupla da Moby Dick. Faltava pouco até o cume. A Leandra veio em seguida e sentiu um pouco esse trecho final, mas chegou à parada. Ali descansamos um pouco.

A cordada do Leandro Conrado estava se aproximando e, para evitar que ficasse muita gente ali, assim que ele chegou, saí para o último trecho. A saída é delicada, e contornei um pouco mais pela esquerda, logo costurando uma chapeleta. Dali, segui para o lance final, um movimento em estilo boulder. Sabia que havia uma boa mão mais acima e me posicionei bem, subindo o pé direito na fenda. Depois que ganhei um pouco de altura, consegui jogar a outra mão mais acima, e tudo ficou mais fácil. Joguei a perna esquerda para cima e venci o lance rapidamente. Montei a parada, e a Leandra subiu em seguida. Parou na base. Dei algumas sugestões, mas ela acabou fazendo de um jeito diferente. Cada um encontra sua maneira.

Seguimos para o cume e aguardamos todos subirem. O dia estava lindo, e quem não conhecia o cume do Morro do Morcego o fez da melhor forma. Não havíamos conseguido escalar todas as vias da face, mas foi um dia perfeito em uma semana de dias chuvosos.

E mais uma vez, o ditado se comprova: “escalada só se desmarca na base.”


Fotos da escalada na Via Mari do Metrô



Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô


Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Escalada na Via Leandro Pestana

Por Leandro do Carmo

Escalada na via Leandro Pestana

Data: 10/05/2026

Local: Morro do Morcego - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Luis Avelar

Vídeo da Via Leandro Pestana


Precisava de uma companhia para repetir uma via recém conquistada no Morro do Morcego, a via Leandro Pestana. Precisava fechar o croqui, substituir um grampo e retirar duas chapeletas que ficaram fora da via. Convidei o Luis que aceitou a missão. Como ele tinha outra escalada marcada para a parte da tarde, tivemos que marcar bem cedo.

Nos encontramos as 6h da manhã no ponto final do ônibus 33, em Jurujuba. Encontramos também o Daniel, a Ana Carolina e mais um, que não recordo o nome. Eles foram fazer a Celina Alvarenga. Seguimos andando para a base. O dia estava aberto e o sol de outono é bem agradável. O Luis começou guiando e fui em seguida, colocando uma chapeleta na altura do segundo grampo, um pouco mais para a esquerda. Dali subi até a parada, onde retirei a chapeleta que havia ficado mal batida. Achei um grampo batido bem a esquerda, próximo a borda da pedreira. Quem bateu o grampo ali, se continuar subindo, vai fazer uma linha interessante.

O Luis seguiu para a próxima, fazendo uma enfiada mais curta, recomendada para esse trecho onde pegamos o primeiro crux. Subi e fui direto ao ponto onde o Velhinho havia colocado uma chapa, mas durante a conquista resolvemos ir por outro caminho. Deixei o parabolt ali, caso alguém queira fazer uma variante. Na terceira enfiada o Luis subiu até a dupla de grampos, esticando 60 metros, ficando no limite da corda. O ideal seria parar logo após o platô de vegetação, onde tem uma dupla de uma outra via na qual estou tentando descobrir de quem é a conquista. Subi até ele, de onde seguimos até o cume do Morcego.

Enfim, via pronta. Mais uma para a face norte do Morro do Morcego. Uma vista fantástica de boa parte da cidade.


Via Leandro Pestana

Via Leandro Pestana

Via Leandro Pestana



quinta-feira, 11 de junho de 2026

Campo Escola da Viração

Por Leandro do Carmo

Data: 27/03/2026
Local: Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e diversos

Campo Escola da Viração
Fomos ao Campo Escola da Viração para a aula de chaminé e artificial do Curso Básico de Escalada do CNM. Para esse tipo de treino ou aula, o local é perfeito. Combinamos de nos encontrar na Praça Dom Orione e, de lá, seguimos para a trilha dos Blocos, na subida do Parque da Cidade. O início da trilha estava fechado por conta de uma árvore que havia caído. Demos um jeito de passar e seguimos subindo. A entrada do local é quase imperceptível.

Fui à frente, observando bem, pois já encontrei uma jararaca enrolada bem na passagem dos corredores. Para quem nunca foi e tem curiosidade de conhecer, é bom ter cuidado. Além da cobra, há algum tempo, um grupo de voluntários que fazia manutenção na trilha dos Blocos foi atacado por abelhas no local. Depois de vistoriarmos e constatarmos que tudo estava ok, seguimos para o local da chaminé e do artificial. O Léo, novamente, caprichou no café. Esse tem futuro!

Nos preparamos, e o Washington Portela subiu pela árvore e montou o top rope na linha do artificial. O Marcos Velhinho montou o top rope na linha da chaminé. Todos tiveram a oportunidade de fazer o artificial, utilizando fitas, e a chaminé, com várias situações. Um dia de muitos ensinamentos.

Campo Escola da Viração

Campo Escola da Viração


terça-feira, 9 de junho de 2026

Via Guela Seca

Por Leandro do Carmo

Data: 20/03/2026
Local: Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Marco
Via Guela Seca

Era dia de voltar a escalar depois de um bom tempo parado. Estava programado para ajudar em mais uma aula do CBE. Nos encontramos no posto da subida da serrinha e de lá seguimos para o início da caminhada. Estacionamos os carros e seguimos andando. Chegamos rápidos e próximos à placa de identificação do setor, dividimos as cordadas. Segui para a Guela Seca com o Marcos.

Nos arrumamos e passei algumas orientações sobre a via. O dia estava agradável, mas o com certeza o calor viria forte. Tínhamos a companhia do Léo e o Nicolas na CNM 15. O Léo caprichou, levando um café e ainda uns biscoitinhos. Brinquei que desse jeito, sempre teria companhia para escalar. Após o café da montanha, segui para a primeira enfiada da via, tendo que ir e voltar em alguns lances, pois não lembrava muito bem por onde seguir, o que falta de ritmo faz... Parei na primeira parada e o Marco subiu em seguida.

Saí para a segunda enfiada, essa mais tranquila. Estava tão fácil que fui subindo e esqueci de costurar. Quando vi, já estava num esticão longo e já não via mais proteção nenhuma. Tinha que ter alguma coisa por ali. Eu lembrava que não era tão exposta assim. Como não estava achando nada, resolvi subir e chegar à parada. Foi um pouco mais acima, que olhando para baixo, achei a dupla do rapel. Optei por seguir subindo. Mais um pouco e havia chegado à segunda parada. Montei a segurança, com o Marco subindo logo em seguida.

Dali já conseguíamos ver a cordada do Nicolas e Léo. Chegamos a nos falar. Subi para a terceira enfiada com alguns lances melhores e parei já próximo ao cume. O Léo subiu em seguida e assim que chegou à parada, fui lá em cima buscar o livro de cume para ele assinar. Primeira via, primeiro livro de cume! Voltei lá em cima e guardei tudo. Nos preparamos para a sequência de 6 rapeis. O sol apertou, vindo com força.

Descemos tranquilos e apreciando a maravilhosa vista. Conversamos bastante sobre escalada e procedimentos. Já na base, aguardamos a outra cordada descer e de lá seguimos até a base da via Didática, onde nos encontraríamos para descermos todos juntos.


Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Morro do Morcego - Primeira Investida

Por Leandro do Carmo

Conquista da via Paredão Juratan Câmara -  Morro do Morcego - Primeira Investida

Data: 06/09/2025
Local: Jurujuba - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Leandro Conrado e Alan Rangel

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida 

Relato

Depois que fui com o Velhinho para conquistar uma linha ao lado direito da Moby Dick e, chegando lá, vimos que já haviam iniciado — talvez no dia anterior ou no próprio dia, visto que o pó dos furos ainda estava lá — fiquei com receio de que conquistassem outra linha que eu havia visto, ao lado esquerdo da Mari do Metrô. Então, queria ir logo iniciar a conquista. Depois que machuquei meu olho, ainda não podia fazer muita coisa. Já haviam passado 10 dias e eu estava bem melhor. Minha ideia era ir lá e tentar bater algumas chapas.

Falei com o Velhinho, mas ele não podia ir. Ele me disse que o Leandro Conrado iria lá com o Alan, então mandei uma mensagem para o Leandro e eles aceitaram. Como havia quebrado uma broca na conquista anterior, fui procurar outra para comprar, mas a loja perto do meu trabalho não tinha. Passei mensagem para o Leandro, perguntando se ele conseguiria comprar. Ele chegou a ir a uma loja, mas também não tinha. Como eu tinha outra broca, fiquei mais tranquilo.

Quando cheguei em casa para arrumar o material, não achei a broca. Pensei que estivesse dentro de outra bolsa e deixei para separar de manhã cedo. Acordei cedo e fui procurar a broca, mas não achava de jeito nenhum. Como tudo estava dando errado nas conquistas no Morcego, quase desisti de levar o material, mas algo me dizia para levar. Coloquei tudo no carro e segui para Jurujuba. Combinamos às 7h, em frente à igrejinha. Como não conseguiria conquistar, iria fazer uma cordada de três em alguma via. No caminho, fui contando a história da broca que quebrou e que eu havia esquecido na bolsa. Disse que tinha certeza de que havia pegado as duas brocas na mão: a que quebrou e a que eu havia deixado na bolsa.

Quando acabei de falar isso e mostrei o local onde eu havia me arrumado após a escalada, o Alan olhou para o chão e vimos as duas brocas lá. Milagre! Estávamos novamente prontos para a conquista. Voltei ao carro, trouxe todo o material e fomos até a base da Mari do Metrô. Ali mostrei a eles a linha que eu havia imaginado e analisamos onde ficaria melhor iniciar. Voltamos um pouco e achamos um local bom para começar, pois havia um trecho mais limpo.

Arrumei tudo e comecei a subir. Num trecho mais limpo, coloquei a primeira chapeleta, mais para identificar a linha da via. Subi mais um pouco e coloquei a segunda. Depois dei uma boa subida, aproveitando um trecho mais positivo. Esse trecho seria intermediado na descida. Nesse ponto, onde vem um trecho mais vertical, coloquei a terceira chapa. Continuei subindo, aproveitando o bom rendimento, e coloquei a quarta. A parede seguia com uma camada grossa de sujeira, e eu tinha que ficar limpando para procurar as agarras mais sólidas. O bom desse trecho é que, apesar da verticalidade, ele segue por uma sequência de degraus. Aproveitando essa característica, subi e coloquei mais uma chapeleta, totalizando cinco até o momento.

Nessa hora, a Renata e a Letícia apareceram para fazer a Mari do Metrô. Vi que estava me aproximando demais da Mari e fiquei preocupado, mas depois percebi que ela vai saindo para a direita e a linha natural era seguir reto ou até para a esquerda. Peguei fôlego e subi mais um trecho, colocando a sexta chapeleta. Até cogitei parar ali e colocar uma dupla, mas perguntei ao Alan quanto tinha de corda e achei que chegaria ao próximo degrau, uns 4 metros acima. Subi num lance mais delicado e, confortavelmente, bati a sétima chapeleta, duplicando esse ponto. Estavam prontos 60 metros de via.

O Leandro já estava escalando enquanto eu subia e foi repetindo os lances simultaneamente à conquista. Ele gostou bastante, e isso animou para as próximas investidas. O Alan subiu em seguida e dali emendamos a corda e fizemos um rapel até a base. Aproveitei e intermediei um inicial, deixando uma parada dupla de rapel.

Havíamos avançado bem. Nada mal para quem saiu desacreditado de casa, sem broca para conquistar... Levamos a velha máxima ao limite: escalada só se desmarca na base!

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida



Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

Conquista da via Paredão Juratan Câmara - Primeira Investida

domingo, 19 de outubro de 2025

Explorando o Morro do Boqueirão, novas vias em Niterói

Por Leandro do Carmo

Explorando o Morro do Boqueirão, novas vias em Niterói

Data: 27/08/2025
Local: Piratininga - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Luís Avellar

Visão Geral das vias


Wikilock 



Powered by Wikiloc


Download: https://loc.wiki/t/228977740?wa=sc

 

Relato

O Morro do Boqueirão é uma pedra que fica ao final da Rua Estrela, no Cafubá. A primeira vez que fui lá foi quando estava fazendo o mapeamento para o “Guia de Trilhas de Niterói e Maricá” (PitBull Aventura: Guia de Trilhas de Niterói e Maricá: Quinto dia, fechando o PARNIT). Até então, não havia muita informação sobre o local; inclusive, eu e o Cléver reabrimos a trilha nesse dia. Mas o que realmente me chamava a atenção era a parede que víamos quando estávamos em Piratininga. Sempre pensei no potencial que havia ali, inclusive uma canaleta que fazia uma diagonal para a esquerda. De qualquer forma, fiquei adiando a ida.

Parede vista do Centro Eco Cultural Sueli Pontes

O Luís chegou a ir lá numa investida, mas não avançou muito, deixando mais vontade ainda de ir lá e conquistar alguma via. Depois que escalei a Paredão Itaipu com o João Neuhauss e o Luís, conversamos sobre os pontos de escalada que ainda não tinham conquista e surgiu o assunto do Boqueirão. O João e o Alexandre Langer marcaram de ir lá, mas eu não pude no dia, tinha um compromisso. Eles foram e ficamos surpresos quando chegaram lá e encontraram duas vias já prontas. Aproveitaram para conquistar a canaleta. Agora era hora de ir lá e repetir as vias.

Convidei o Luís para irmos lá. O Alexandre me passou um Wikiloc do caminho que abriram e eu fui preparado para consolidar a trilha de acesso. Chegamos lá, deixamos as motos perto do caminho que dá acesso à trilha e seguimos andando. Entramos na trilha e seguimos subindo até que encontrei a picada que eles abriram. Conferi o Wikiloc e bateu com o que eles haviam me passado. Já saquei o facão. Descemos sem muitos problemas e passamos por um grande bloco. Daí, seguimos até a lagoa. Havia muito lixo no local e o cheiro da lagoa estava horrível.

Apesar do lixo, esse trecho era bem bonito e, se um dia a lagoa voltar a estar limpa, tem um grande potencial. Cruzamos diversos blocos de pedra e voltamos a subir um pouco, até cruzarmos um trecho de rocha com vegetação rasteira. Um espetáculo! Seguimos andando e parecia que o tracklog deles passava mais por cima, mas não consegui me localizar bem. De qualquer maneira, seguiríamos para o mesmo destino. Já ao final, cruzamos um pedaço fechado e havíamos chegado ao nosso destino. Estávamos na base da canaleta.

Conseguimos achar as duas vias que eles haviam visto na investida anterior, bem como a linha da canaleta que haviam conquistado. Resolvemos começar pela canaleta. A via tem 60 metros e segue por toda a extensão da canaleta. Está com alguns lances expostos, mas acho que serão intermediados em breve. A vista é bem bonita e chega bem próxima ao cume. Já no final da via, rapelamos e optamos por fazer a via que inicia na borda direita da canaleta. O Luís subiu e, depois que cruzou uma barriga, perdi contato visual. Subi em seguida e percebi o quanto a via é dura. Vários lances bem delicados, com pequenas agarras. Mais acima, passei por um diedro cego, num trecho bem vertical, com um lance bem atlético. Já na parada final, a vista para a lagoa era fantástica. O dia ajudava. Uma pena que a qualidade da água da lagoa está péssima. Tenho a esperança de que, com todas as intervenções que estão sendo feitas no entorno, ela melhore.

Deu para ver boa parte da via ao lado e algumas chapeletas bem à esquerda da canaleta, mas só era possível ver de onde estávamos. Fizemos o primeiro rapel e, na parada dupla, optamos por escalar até a dupla da via ao lado e rapelar por ela, já dando uma conferida e deixando um croqui pronto para uma futura repetição. Ela parece ser bem mais dura que as outras duas vias que fizemos. Já na base, aproveitei para procurar o início dessa outra via que havia visto, mas não encontrei nada. Teremos que voltar com mais calma. Estamos procurando informações dos conquistadores.

Nos preparamos e começamos a voltar. Aproveitei para ir ajeitando mais ainda a trilha de acesso e, num dado momento, um galho bateu no meu olho direito. Na hora não dei muita atenção, acho que foi por causa do sangue quente. Retornamos à trilha principal e logo estávamos de volta ao ponto onde havíamos deixado as motos. Segui para casa. Conforme o tempo foi passando, meu olho começou a incomodar e, já no limite, tive que ir para a emergência. Foi diagnosticada uma pequena lesão na córnea e iniciei o tratamento. Foram dias bem difíceis, mas tudo deu certo.

Tirando o problema no olho, tivemos uma boa investida! Mais um setor de escalada em Niterói!

Vídeo da Via da Canaleta


Vídeo da via da Direita da Canaleta


Fotos