Por Leandro do Carmo
Exploração no Morcego
Data: 23/05/2026
Local: Morro do Morcego - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Marcos Lima Velhinho, Washington Portela e
Cleber Gomes
Depois que fiz uma exploração no Morro do Morcego junto com o Luis e o Jorge, onde encontramos uma sequência de grampos à esquerda da pedreira e que segue na crista da Face Norte, fiquei intrigado de onde a via começaria. Eu cheguei a descer um pouco, mas olhando de cima não via mais nenhum grampo para baixo. Tinha que voltar lá e olhar com calma para tentar achar a base dessa suposta via. Como o final de semana seria de tempo instável, aproveitei a oportunidade.
Chamei o Velhinho, ele reclamou como nunca, mas foi como sempre! O Portela e Cleber se juntaram a nós. Combinamos de nos encontrar as 8h no ponto final de ônibus 33, em Jurujuba. Chegamos todos quase juntos. Dali já mostrei onde era o único local que ainda não tinha ido e que poderia ser a base da via. Seguimos andando e num determinado ponto da estradinha que leva à praia do Morcego, subimos num talvegue bem visível. Dali fui subindo por um caminha na qual já havia feito antes. Tentamos alguns caminhos, mas nenhum vestígio de base de via.
Havia identificado o local onde havia subido com o Jorge e o Luis, então descemos mais um pouco. Com um pouco de dificuldade abrimos uma picada até um local onde era possível acessar a parede. Era o único local onde dava para acessar e que eu ainda não havia ido, mas muito pouco provável, pelas condições, que alguém tivesse passado por ali. Já no alto, reconheci o platô de tentei descer um pouco. Quando estava em pé, apoiado num arbusto, senti a base de onde meu pé estava cedendo. Quando olhei, tinha uma jiboia enrolado. Eu estava pisando nela. Ela começou a se mexer e eu dei logo um pulo para trás, subindo rapidamente. O Velhinho não perdeu a oportunidade de perguntar: “O que a gente estava fazendo ali?”
Bom, eu queria achar a via, mas nada feito. Não fazia sentido aquela sequência de grampos sem uma base. Só poderia ter sido uma conquista de cima para baixo. Mas isso, talvez a gente nunca descubra. De qualquer forma o acesso ficou razoável e na próxima vez, vou voltar para fazer a via partindo dali.
Voltamos até a praia do Morcego e encontramos o Magal indo escalar, falamos da Leandro Pestana, via nova que havíamos conquistado, e ele se interessou em fazer. Ainda demos uma volta pelo local, indo até a base das vias e depois retornamos.
Mais tarde descobriria que a via se chama De Mal a Dior, aí é uma outra história...







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