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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Por Leandro do Carmo

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Dia: 02/08/2026
Local: São Fidélis/Campo - RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Jefferson Figueiredo e Markley Santos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos




Estatísticas da remada:


Trecho total remado: 55 km
Tempo: 7h 45min

Trecho remado:


Veja também os outros trechos do projeto:

São Fidelis x Campos
Campos x São João da Barra (previsão para março 2027)

O Rio Paraíba do Sul

O Rio Paraíba do Sul é um rio extenso sendo recurso extremante importante para três estados do sudeste brasileiro: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Nasce na serra da Bocaina em São Paulo e desemboca na praia de Atafona em São João da Barra - RJ possuindo 1.340 km de extensão abrangendo 150 cidades e 20 milhões de pessoas.  

Ao longo de seu trecho o rio adquire várias formas e tem características bem específicas: ora estreito, ora largo, ora turbulento, ora calmo, às vezes represa e volta a ser rio, ora poluído, ora preservado, sim é isso mesmo, preservado e com mata ciliar e vegetação exuberante e é esse rio Paraíba do Sul que pouca gente conhece.  

No Médio Paraíba, mais especificamente do trecho de Além Paraíba-MG a São Fidelis-RJ, o rio Paraíba do Sul possui águas turbulentas com corredeiras e cachoeiras, predominância de ilhas, é largo e com uma vegetação ciliar ainda bem preservada. Famoso pela piscosidade e referência na pesca esportiva de dourado e robalo. Em uma grande extensão não existe cidades em suas margens, o que contribuí para renovação de suas águas, além da própria oxigenação causada pelas corredeiras. Ele também recebe as águas de vários afluentes. Fonte:  ACAI

Vídeo da Remada São Fidelis x Campos

 

Relato da Remada São Fidelis x Campos

Essa foi a terceira etapa do nosso projeto de remar de Porto Velho do Cunha até a foz do Rio Paraíba do Sul, no balneário de Atafona, em São João da Barra. Já havíamos vencido os dois primeiros trechos — Porto Velho do Cunha a Itaocara, com 58,6 km, e Itaocara a São Fidélis, com 55 km. A última remada tinha sido em 2024 e, por uma sequência de desencontros, não conseguimos manter a ideia inicial de fazer uma etapa por ano. Estávamos atrasados. Dessa vez, no entanto, a remada tinha que sair.

Antes de qualquer coisa, era preciso conciliar o período em que o Markley não estivesse embarcado. Resolvido isso, veio a parte mais trabalhosa: a logística. São Fidélis fica a 310 km de Niterói, e nada seria exatamente simples. Meu irmão se prontificou a me levar até São Fidélis e me resgatar em Campos. O Jefferson, vindo de Itaocara, combinou sua logística com o Markley, que mora em Campos.

Para facilitar um pouco, resolvi ir para Rio das Ostras na sexta-feira. Assim poderia descansar mais e ainda encurtar a distância até São Fidélis. Chegamos a cogitar dormir por lá no sábado, mas acabamos decidindo acordar cedo no domingo e seguir direto para o ponto de partida. A viagem até Rio das Ostras foi tranquila. No sábado, preparei a comida e separei tudo o que precisava levar. Ficou combinado: sairíamos na madrugada de domingo, às 3h15min.

Como previsto, acordamos ainda no escuro e pegamos a estrada. No caminho até Campos, não se via quase nada; a noite ainda dominava a paisagem. Só na RJ-158, já em direção a São Fidélis, começamos a enxergar melhor o contorno das montanhas ao fundo. No mirante do Morro do Gambá, a vista foi um anúncio generoso do que nos esperava naquele dia. Às 6h20min chegamos a São Fidélis. A cidade ainda despertava lentamente, com ruas vazias e comércio fechado.

Peguei a localização do ponto de encontro e seguimos até lá. Chegamos praticamente juntos. Separamos o material e descemos para a casa da família do Fabinho, morador de São Fidélis, que gentilmente nos recebeu e deu esse apoio logístico. Ali tomamos café da manhã e nos preparamos para o desafio.

Nós nos despedimos do Fabinho e colocamos os caiaques na água. A manhã estava bonita e agradável. Ao tocar o remo na água, comecei a deslizar suavemente, como se a superfície da água fosse veludo. Aos poucos, a ansiedade foi cedendo espaço à realidade: estávamos finalmente no Paraíba do Sul, passando por baixo de uma das pontes de São Fidélis, com o Fabinho acenando ao longe e nos desejando boa sorte.

Daquele ponto em diante, o foco era o destino. Fiz questão de registrar aqueles primeiros momentos. A água do Paraíba estava clara, deixando ver algumas pedras no fundo. O rio nos recebia com calma, e aquela tranquilidade inicial ajudava a transformar a expectativa em movimento.

Entrávamos em um trecho bem diferente dos anteriores. Não enfrentaríamos mais corredeiras. Não por acaso, já no fim do século XIX e início do século XX, essa parte do rio era navegada por embarcações a vapor. Havia linhas regulares entre São João da Barra, Campos e São Fidélis, transportando passageiros, café, açúcar e mercadorias diversas.

Eu acreditava que seria um trecho mais fácil. As corredeiras dos trechos anteriores ajudavam o caiaque a descer o rio, mas também exigiam força constante para manter o rumo. No fim, consumiam muita energia, principalmente quando o cansaço começava a pesar. Agora, a promessa era outra: um rio mais lento, mais aberto, talvez mais silencioso.

O sol apareceu de frente, mas o dia seguia agradável. Por enquanto, isso não era problema. O rio permanecia quase como um espelho, refletindo muito mais do que as margens: refletia também meus pensamentos. Comecei a lembrar de toda a logística necessária para chegar até ali. Não foi simples. Talvez seja justamente esse caminho invisível, feito de combinações, deslocamentos e ajustes, que impeça muita gente de repetir aventuras como essa.

De volta ao que importava, segui remando. Minhas referências eram as serras e os morros que acompanhavam o curso do rio. A primeira grande marca na paisagem foi a Serra do Sapateiro. O rio corria devagar, e precisávamos desviar de vários bancos de areia. Nessa época do ano, a vazão está bem baixa. Como nos trechos anteriores, havia poucas construções nas margens, mas também poucas árvores. A história da ocupação da região ajuda a explicar essa paisagem: fazendas de café, criação de gado e, mais adiante, a força da produção açucareira moldaram por muito tempo as margens do Paraíba.

Passamos por algumas casas, poucos pontos de parada e, sem perceber, já estávamos passando pela Serra do Sapateiro. Logo depois, alcançamos o Morro do Gambá, onde fica um mirante na qual passamos pela estrada. Lembrei da vista lá de cima e me imaginei como um ponto minúsculo no meio daquela imensidão de água.

Assim que o morro ficou para trás, fizemos a primeira parada. Já havíamos remado 22 km, e era hora de descansar e comer algo mais consistente. Dessa vez, preparei melhor minha alimentação e fui consumindo pequenas porções ao longo da remada. Isso fez diferença. Paramos em um dos muitos bancos de areia do caminho, fizemos algumas fotos e aproveitei para alongar as costas, que começavam a incomodar. Ao fundo, havia um povoado — o segundo com alguma relevância desde o início da remada. Depois do descanso, voltamos aos caiaques e seguimos rio abaixo.

Nossa estratégia era remar perto da margem, onde o rio corria um pouco mais rápido e podíamos aproveitar sua força. Pelo tracklog, dá para ver que seguimos bem colados à margem direita. Depois de mais uns 10 km, os morros começaram a diminuir, e a paisagem foi se abrindo. À medida que o rio se aproxima de Campos dos Goytacazes, o vale se transforma em uma extensa planície. Foi essa paisagem que ajudou a fazer de Campos um dos principais centros produtores de açúcar do Brasil Imperial. O Paraíba do Sul oferecia água, fertilidade e caminho para sustentar engenhos, usinas e o movimento econômico da região.

A mudança no cenário ficou cada vez mais evidente. As margens foram se transformando em barrancos, e as balsas de extração de areia passaram a aparecer com mais frequência. A paisagem já não tinha o mesmo encanto. Se antes a mudança era percebida aos poucos, agora ela se impunha de forma clara — e, sinceramente, menos agradável. Já tínhamos passado da metade da remada, segundo meus cálculos. Os bancos de areia se tornavam mais constantes, e continuávamos avançando junto à margem direita.

Passamos pelo distrito de Santa Cruz com cerca de 45 km remados. Eu estava relativamente bem, sobretudo quando comparava meu estado às remadas anteriores. Depois de aproximadamente duas horas, fizemos mais uma parada em outro banco de areia. Era um descanso merecido. Comi mais um bom lanche e tentei recuperar energia. Dali em diante, entraríamos no trecho final.

Até aquele momento, as condições eram quase perfeitas: dia fresco e vento a favor. Quando fechamos a data, comecei a acompanhar a previsão do vento na região. Não era a melhor época do ano, mas também não era a pior. Nos dias anteriores, ventos fortes castigavam a área, especialmente à tarde, quando costumavam ficar contra o sentido da remada. Isso poderia complicar bastante. Mas a previsão para aquele domingo era favorável. Sorte? Muita. Cabia a nós aproveitar.

Como a hora da possível mudança do vento se aproximava, voltamos logo para o rio. Aproveitei para aumentar o ritmo. O trecho era mais monótono e, se comparado ao que já havíamos visto, bem menos bonito. A água estava mais turva. As margens, erodidas, exibiam barrancos, árvores caídas e várias balsas de retirada de areia. Era um cenário desolador.

Mesmo assim, eu seguia em bom ritmo. O Jefferson e o Markley brincaram dizendo que era efeito do Todynho que eu tinha tomado. Apertei ainda mais a remada, já pensando no vento contra que poderíamos encontrar. Naquele momento ele entrava de lado, mas aumentava aos poucos. Ao fundo, os primeiros prédios começaram a aparecer. Era o sinal de que o fim estava próximo.

Ao passar pelo Rio Muriaé, até o cheiro da água mudou. Estávamos definitivamente entrando na área urbana. Foi inevitável sentir certa tristeza ao perceber essa transformação da paisagem. O vento entrou como previsto: mais forte e contra. Mas já estávamos na reta final. De tempos em tempos, uma rajada mais intensa vinha pela frente. Assim que cruzamos a primeira ponte, conseguimos ver o ponto de chegada. Seguimos juntos e, já próximos do Cais da Lapa, nos reunimos para comemorar. A terceira etapa estava concluída.

Dessa vez, cheguei mais inteiro do que nas duas etapas anteriores. Arrumamos tudo. Jefferson e Markley retornaram para São Fidélis. Eu segui para Rio das Ostras. E foi aí que começou a segunda etapa da aventura — aquela que ninguém costuma imaginar quando vê apenas as fotos bonitas.

Pegamos a estrada no fim de um dia bonito. Deixamos Campos para trás e seguimos em direção a Rio das Ostras. Depois de passar a segunda entrada para Conceição de Macabu, já com quase uma hora e meia de viagem, uma fumaça estranha começou a sair do carro. Paramos no acostamento. O radiador estava sem água. Não havia como continuar.

Acionamos a concessionária da rodovia e, depois de uma boa espera, o reboque chegou e nos levou até um posto próximo. Por sorte, havia um restaurante. Liguei para o seguro, pedi outro reboque para levar o carro e também um táxi para nos buscar.

O reboque veio relativamente rápido, mas o táxi demorou. O restaurante fechou, e ficamos do lado de fora. Estava frio, a noite avançava, e o sinal de celular era ruim. Não foi fácil manter contato com a seguradora. Resolvi então pedir um carro por aplicativo. Por sorte, um motorista aceitou a corrida. Quando chegou, explicamos a situação. No início ele hesitou em nos levar, afinal estávamos em cinco, no meio da estrada, sem sinal e com o posto prestes a fechar. Mas, ao perceber a situação, acabou aceitando.

Chegando a Rio das Ostras, deu tempo apenas de tomar um banho e seguir para casa. Meu irmão nos deixou em Niterói e depois ainda seguiu para Guapimirim. No fim das contas, havíamos saído às 3h da madrugada de domingo, e eu só cheguei em casa às 3h da madrugada de segunda. Três horas depois, às seis da manhã, já estava de pé para ir trabalhar.

Quando olhamos as fotos bonitas de uma aventura, quase nunca imaginamos tudo o que existe por trás delas: os quilômetros de estrada, os imprevistos, o cansaço acumulado, o frio no acostamento, a logística improvável e a teimosia de continuar. Mas talvez seja justamente isso que dê sentido à história. Afinal, o que não fazemos por uma aventura?

E assim, estava concluída mais uma etapa. Rio Paraíba do Sul, vivo! 

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos


Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos


Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos


Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos

Remada no Rio Paraíba do Sul: De São Fidelis à Campos



quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Por Leandro do Carmo

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Data: 25/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Alice Carvalho

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à parte alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Relato da Trilha da Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Nosso último dia. Acordamos sem muita pressa. Estava uma manhã bem fria, assim como as outras. O tempo estava melhor do que no dia anterior e não havia sinais de chuva, apesar da previsão. Tomamos café da manhã e organizamos todo o nosso equipamento, já deixando quase tudo pronto para irmos embora. Bastava decidir o que faríamos. Sugeri à Alice fazermos a caminhada para a Pedra da Maçã e Tartaruga. Como ela não conhecia nada, ficou indiferente. Precisei dar algum estímulo, e o primeiro foi dizer que poderíamos procurar pedras diferentes. Como ela gosta disso, logo aceitou.

Pegamos o caminho para as Prateleiras e logo passamos pelo ponto onde havíamos escalado na quinta-feira, ficando relembrando os detalhes. Agora foi mais engraçado do que na hora. Dali, continuamos subindo até passar por uma gruta, onde havia um ponto de água. Depois de um tempo, ela começou a reclamar de tudo: que era feio, que não tinha nada, que queria voltar... Faltava pouco para chegarmos. Fui tentando de todas as formas, até que tive que apelar. Falei que, se ela fosse até o final, poderíamos parar no McDonald’s na viagem de volta. Pronto, o humor voltou. E assim conseguimos avançar. Pegamos a saída para a Pedra da Maçã e Tartaruga.

Conseguíamos ver as Prateleiras bem de perto e, em determinado ponto, entramos em um trecho com uma paisagem fantástica. Os grandes blocos ao fundo, com um lago mais à esquerda, davam um toque especial à paisagem. Ao fundo, um tapete de nuvens completava o cenário. Chegamos à base da Pedra da Tartaruga. A Pedra da Maçã ficava logo à frente. Sentamos um pouco e fizemos algumas fotos. Apareceu um pouquinho de sol e nos abrigamos do vento. Aproveitamos para lanchar e brincar com alguns passarinhos que chegavam bem perto da gente para comer as migalhas do sanduíche que comíamos.

Depois do lanche, pegamos o caminho de volta. Até que foi rápido. Ainda fizemos uma rápida parada perto da grutinha, onde havia um ponto de água para a Alice entrar. Dali, seguimos para o abrigo, onde aproveitamos para tomar um banho e nos arrumar para a volta. Fizemos uma viagem agradável e só conseguimos encontrar um McDonald’s já próximos de Nova Iguaçu, onde paramos para descansar.

Nada mal para a primeira experiência de montanha da Alice. 

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Trilha da Pedra do Altar, Parque Nacional de Itatiaia

Por Leandro do Carmo

Trilha da Pedra do Altar - Parque Nacional de Itatiaia

Data: 24/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alice Carvalho, Leonardo Carmo, Marina Fernandes e Marcos Lima

Trilha da Pedra do Altar


Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à parte alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Vídeo da trilha Pedra do Altar

Relato da trilha da Pedra do Altar

Foi uma noite fria, mas dentro do abrigo tudo foi bem tranquilo. Acordei um pouco antes das 7 horas, e meu irmão já havia mandado uma mensagem avisando que estava na portaria. Levantei e fiz um café para esquentar. O tempo estava nublado, e acho que a previsão iria se concretizar. Tomamos um café e, já de cara, decidimos que a via Bira ficaria novamente para a próxima. Separei algumas coisas em uma mochila, levando apenas um lanche e uma capa de chuva. Iniciamos a caminhada por volta das 8h10.

Cruzamos a ponte por cima da barragem e lembrei da época em que ela não existia. Tínhamos que cruzar o trecho nos equilibrando sobre algumas pedras. Se errássemos o passo, era pé na água gelada! A caminhada foi bem tranquila e logo estávamos de frente para o maciço das Agulhas Negras. Apesar do tempo nublado, a vista era fantástica. Conseguíamos ver algumas pessoas na trilha para as Agulhas. Continuamos andando até avistarmos a incrível formação da Asa de Hermes. Do ângulo em que estávamos, conseguíamos ver nitidamente o contorno. Demos uma parada rápida e seguimos andando. Cruzamos com poucas pessoas ao longo do caminho.

Em pouco tempo estávamos no cume. O vento estava forte e havia poucos locais abrigados. Aproveitei para fazer um lanche rápido. O tempo foi fechando e, rapidamente, não conseguíamos ver mais nada. O frio foi apertando, e decidimos pegar o caminho de volta antes que a chuva chegasse. E assim iniciamos a descida. Veio uma chuva fraca, que nos acompanhou durante um tempinho, mas logo foi embora. Ainda bem que não veio forte.

Seguimos caminho até o abrigo, onde ficamos conversando durante um tempo. Aproveitamos para preparar um bom almoço. No final do dia, meu irmão, Marina e o Velhinho foram embora. Eu e Alice ficaríamos mais uma noite. Aproveitamos para fazer mais algumas caminhadas curtas no entorno. Esfriou bastante durante a noite, mas, dentro do abrigo, tudo é mais tranquilo.

Amanhã seria o último dia... 

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar
Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar



sábado, 26 de setembro de 2026

Via Celina Alvarenga

Por Leandro do Carmo

Via Celina Alvarenga

Data: 18/07/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Felipe



Estou escrevendo um guia de escalada sobre a região do Morro do Morcego e tentei organizar uma invasão à Face Sul, já que os amigos do Centro Excursionista Light haviam combinado uma para a Face Norte. Mas, dessa vez, não houve adesão e só o Hebert tinha disponibilidade. Chegando em Jurujuba, encontrei o Rafael e, aos poucos, o grupo foi chegando — mas nada do Hebert. Eu não havia levado corda nem costuras, mas, como havia bastante gente do Light, com certeza conseguiria entrar em alguma cordada.

Por volta das 7h30min, o Hebert me ligou avisando que não poderia vir. Consegui logo me encaixar numa cordada e seguimos para o Morcego. Como já havia feito todas as vias dali, deixei que todos se organizassem e escolheria por último a via que iria fazer. Todas as cordadas ficaram entre a Moby Dick e a Mari do Metrô. Então, para que todos ficassem relativamente perto, optei por entrar novamente na Celina Alvarenga. Assim, eu poderia fazer a variante que evita aquela diagonal para a direita e sobe reto, a partir da segunda proteção da P2.

Fomos até a base e, de lá, comecei a subir, seguindo bem rápido. Com lances tranquilos, cheguei logo à primeira parada. O Felipe também subiu rápido. Aproveitei para beber uma água e segui para a segunda enfiada. Essa era um pouco mais trabalhosa, se comparada à enfiada anterior, mas nada complicada. Já na P3, montei a parada e avisei ao Felipe para subir. Conseguia me comunicar com as cordadas ao lado e foi bem legal ver o Morcego com tanta gente escalando. O Felipe demorou um pouco mais para subir, mas chegou sem problemas.

Saí para a terceira enfiada e segui pela variante, a partir da segunda proteção. Achei que fosse tranquila, mas havia uns lances mais expostos e bem sujos. Dei uma titubeada num lance, depois que percebi que havia entrado errado. Mas corrigi a passada e passei aliviado. Segui subindo até uma parada dupla, já próximo ao fim. O Felipe subiu e quase todas as cordadas chegaram juntas. A Mari do Metrô e a Moby Dick também terminam próximas. Saí para o lance final e subi sem problemas, indo direto ao cume, onde dei segurança de corpo para o Felipe subir.

Lá no cume, encontramos um grupo grande, inclusive uma pessoa que conhecia o meu canal do YouTube, o Montanha, Rock e Mar. De vez em quando isso acontece. Ficamos conversando por um tempo, até que todos chegaram. Fizemos uma foto e, de lá, pegamos o caminho de volta.

Uma ótima manhã, com excelente companhia. É a montanha trazendo novas amizades.

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga