Mostrando postagens com marcador Escalada em Niterói. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escalada em Niterói. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de setembro de 2026

Via Celina Alvarenga

Por Leandro do Carmo

Via Celina Alvarenga

Data: 18/07/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Felipe



Estou escrevendo um guia de escalada sobre a região do Morro do Morcego e tentei organizar uma invasão à Face Sul, já que os amigos do Centro Excursionista Light haviam combinado uma para a Face Norte. Mas, dessa vez, não houve adesão e só o Hebert tinha disponibilidade. Chegando em Jurujuba, encontrei o Rafael e, aos poucos, o grupo foi chegando — mas nada do Hebert. Eu não havia levado corda nem costuras, mas, como havia bastante gente do Light, com certeza conseguiria entrar em alguma cordada.

Por volta das 7h30min, o Hebert me ligou avisando que não poderia vir. Consegui logo me encaixar numa cordada e seguimos para o Morcego. Como já havia feito todas as vias dali, deixei que todos se organizassem e escolheria por último a via que iria fazer. Todas as cordadas ficaram entre a Moby Dick e a Mari do Metrô. Então, para que todos ficassem relativamente perto, optei por entrar novamente na Celina Alvarenga. Assim, eu poderia fazer a variante que evita aquela diagonal para a direita e sobe reto, a partir da segunda proteção da P2.

Fomos até a base e, de lá, comecei a subir, seguindo bem rápido. Com lances tranquilos, cheguei logo à primeira parada. O Felipe também subiu rápido. Aproveitei para beber uma água e segui para a segunda enfiada. Essa era um pouco mais trabalhosa, se comparada à enfiada anterior, mas nada complicada. Já na P3, montei a parada e avisei ao Felipe para subir. Conseguia me comunicar com as cordadas ao lado e foi bem legal ver o Morcego com tanta gente escalando. O Felipe demorou um pouco mais para subir, mas chegou sem problemas.

Saí para a terceira enfiada e segui pela variante, a partir da segunda proteção. Achei que fosse tranquila, mas havia uns lances mais expostos e bem sujos. Dei uma titubeada num lance, depois que percebi que havia entrado errado. Mas corrigi a passada e passei aliviado. Segui subindo até uma parada dupla, já próximo ao fim. O Felipe subiu e quase todas as cordadas chegaram juntas. A Mari do Metrô e a Moby Dick também terminam próximas. Saí para o lance final e subi sem problemas, indo direto ao cume, onde dei segurança de corpo para o Felipe subir.

Lá no cume, encontramos um grupo grande, inclusive uma pessoa que conhecia o meu canal do YouTube, o Montanha, Rock e Mar. De vez em quando isso acontece. Ficamos conversando por um tempo, até que todos chegaram. Fizemos uma foto e, de lá, pegamos o caminho de volta.

Uma ótima manhã, com excelente companhia. É a montanha trazendo novas amizades.

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga

Via Celina Alvarenga



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Escalada na via De Mal a Dior, descobrindo uma nova via no Morro do Morcego

Por Leandro do Carmo

Escalada na via De Mal a Dior, descobrindo uma nova via no Morro do Morcego

Data: 04/07/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Igor






  Vídeo da Escalada na via De Mal a Dior

Relato da Escalada na via De Mal a Dior

Depois de ter ido algumas vezes ao Morcego e visto alguns grampos novos, fiquei curioso para escalar aquela via, ainda mais depois que vi que havia uma sequência começando na lateral esquerda da pedreira. Agora, a via tinha início e fim. Só faltava repetir. O Igor foi o único que aceitou o convite. Entramos bem cedo e fomos direto para o início. Já na base, vimos o Luis e o Leandro Pestana; eles estavam repetindo a via Paredão Leandro Pestana, que havia sido conquistada há alguns meses. Nós nos arrumamos e saí para guiar a primeira enfiada.

O começo estava bem sujo e havia bastante pedra solta. Estava até perigoso. Com cuidado, fui subindo e jogando para baixo as maiores. Algumas eu não podia mexer, então fui subindo com cautela. Subi bastante e resolvi descer para avaliar como fazer o último lance, talvez o crux da via. O Igor foi subindo e, em determinado momento, só ouvi ele gritar: “Pedra!”. Só deu tempo de encostar na parede e sentir a pancada seca no capacete. Se eu estivesse sem... Ele subiu dando um jeito, até chegar a uma dupla de grampos, onde montou a parada. Subi em seguida, dando mais uma limpada; como agora não havia ninguém embaixo, ficou mais fácil. Anotei a quantidade de proteções.

No crux, achei uma boa mão e consegui fazer o lance, chegando à parada. Dali, segui subindo, passando pelo trecho aonde havia chegado por trilha. Em seguida, contornei um grande platô formado por uma vegetação do tipo “trepadeira” e achei uma dupla de grampos, onde montei a segunda parada. O Igor subiu logo depois. Aproveitei para rascunhar o croqui. Dali, subi mais um trecho tranquilo, seguindo um antigo cabo de aço, até chegar a outra dupla de grampos, onde montei a terceira parada. Dali, já conseguia ver o Leandro Pestana. O Igor subiu rápido. A vista desse trecho era bem bonita.

O Luis havia subido e já estava na parada com o Leandro Pestana. Passei por ela e continuei subindo, esticando a corda ao máximo. Esse trecho final vira um costão e segue assim até o cume. De lá, emendamos as duas cordas e rapelamos até a base da Verdana Grill. O Leandro e o Luis ficaram para fazer a Verdana; eu e o Igor pegamos a trilha e fomos embora.

Sabia que daria para repetir a via, mesmo desconhecida... Fiz um croqui e publiquei no Instagram, na expectativa de aparecer o conquistador. E não é que ele apareceu! O Faia entrou em contato comigo, dizendo que havia conquistado a via e que o nome era “De Mal a Dior”. Ele me explicou que o nome vinha do fato de que morava no bairro de Vila Isabel, no Rio, onde havia tiroteios nas comunidades todos os dias. Quando mudou para Niterói, não escutou mais nada. Resultado: mudou de Mal a Dior. Dior foi um grande estilista; seus perfumes e roupas são caríssimos. Um mundo muito melhor, segundo o conquistador. A conquista foi do Faia e da Regina.

Não disse que daria para escalar a via? Se você leu o relato da Exploração do Morcego, vai entender melhor...

Via De Mal à Dior

Via De Mal à Dior

Via De Mal à Dior

Via De Mal à Dior

Via De Mal à Dior


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Escalada na Via Mari do Metrô

Por Leandro do Carmo

Via Mari do Metrô

Data: 06/06/2026
Local: Jurujuba – Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Leandra Angelone

Via Mari do Metrô


Vídeo da escalada na via Mari do Metrô


Relato da escalada na Via Mari do Metrô

Ver o Morro do Morcego hoje, com várias vias de escalada, é uma vitória. Há muito tempo eu frequentava o local e sempre tínhamos problemas de acesso. Enquanto foi área privada, enfrentávamos dificuldades. Porém, depois que a Prefeitura de Niterói desapropriou a área, mesmo com os problemas de corrupção, tudo mudou. Quando escalei a Moby Dick pela primeira vez, eu e o Claudney tivemos que contornar o Morro do Morcego a partir da Praia de Adão. Deu um grande trabalho, e isso inviabilizava a escalada no local.

Depois que conquistei a via Leandro Pestana, queria marcar uma invasão para que pudéssemos escalar todas as vias da face, que hoje conta com cinco vias: Leandro Pestana, Juratan Câmara, Mari do Metrô, Moby Dick e Celina Alvarenga. Havia combinado com o Rafael, diretor técnico do Light, de fazermos uma invasão, porém as condições do tempo estavam bem ruins. Para nós, que moramos em Niterói, é tranquilo chegar lá e não conseguir escalar, mas, para quem mora no Rio, fica complicado. Assim, avisei ao Rafael que havia grande probabilidade de a parede estar molhada, mas que iríamos mesmo assim. O Rafael topou. Algumas pessoas do CNM desistiram, mas quem foi não se arrependeu.

Chegamos cedo a Jurujuba. Estava uma manhã fria, mas o céu estava completamente aberto. O sol já batia, mas ainda sem força para esquentar. O Vinícius foi o último a chegar. Organizamos as cordadas, tiramos uma foto e seguimos para a base das vias. Éramos 14 escaladores, nada mal. O portão de acesso estava fechado. Seguimos pela escada e pulamos o muro. Ainda bem que, hoje em dia, por enquanto, ninguém reclama mais. Em frente à pedreira, notei que haviaaberto uma via bem ao lado esquerdo, mais uma para repetir em breve...

Pela divisão das cordadas, eu faria a Mari do Metrô com a Leandra. A cordada do Vinícius também entraria nela. Eu ainda não havia feito essa via, apenas a parte final, quando entrei na Celina Alvarenga, há algum tempo, antes do término da conquista. Nós nos arrumamos e saí para guiar a primeira enfiada. Essa foi tranquila, só com um trechinho um pouco mais difícil. E estava tudo bem seco; por enquanto, sem problemas. Na parada,montei a segurança, e a Leandra veio em seguida, escalando bem rápido. O sol estava bem agradável. Lá de cima, conseguia ver as outras cordadas. O Leandro Conrado estava ao meu lado, na primeira parada da Moby Dick.

Saí para a segunda enfiada, um pouco mais suja que a primeira. Achei essa um pouco mais difícil. Passei por um trecho bem molhado, logo abaixo da parada. Dali, segui por um platô de vegetação até entrar novamente na parede. Esse trecho foi mais difícil que os anteriores. Vi que havia algumas agarras quebradas, o que me fez redobrar a atenção. O sol deu uma apertada; já sentia o calor irradiando da rocha, mas, como estamos no outono, nada que atrapalhasse. E já estávamos próximos ao final. Continuei subindo até chegar a uma parada dupla da Moby Dick. Faltava pouco até o cume. A Leandra veio em seguida e sentiu um pouco esse trecho final, mas chegou à parada. Ali descansamos um pouco.

A cordada do Leandro Conrado estava se aproximando e, para evitar que ficasse muita gente ali, assim que ele chegou, saí para o último trecho. A saída é delicada, e contornei um pouco mais pela esquerda, logo costurando uma chapeleta. Dali, segui para o lance final, um movimento em estilo boulder. Sabia que havia uma boa mão mais acima e me posicionei bem, subindo o pé direito na fenda. Depois que ganhei um pouco de altura, consegui jogar a outra mão mais acima, e tudo ficou mais fácil. Joguei a perna esquerda para cima e venci o lance rapidamente. Montei a parada, e a Leandra subiu em seguida. Parou na base. Dei algumas sugestões, mas ela acabou fazendo de um jeito diferente. Cada um encontra sua maneira.

Seguimos para o cume e aguardamos todos subirem. O dia estava lindo, e quem não conhecia o cume do Morro do Morcego o fez da melhor forma. Não havíamos conseguido escalar todas as vias da face, mas foi um dia perfeito em uma semana de dias chuvosos.

E mais uma vez, o ditado se comprova: “escalada só se desmarca na base.”


Fotos da escalada na Via Mari do Metrô



Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô


Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô

Via Mari do Metrô



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Escalada na Via Leandro Pestana

Por Leandro do Carmo

Escalada na via Leandro Pestana

Data: 10/05/2026

Local: Morro do Morcego - Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Luis Avelar

Vídeo da Via Leandro Pestana


Precisava de uma companhia para repetir uma via recém conquistada no Morro do Morcego, a via Leandro Pestana. Precisava fechar o croqui, substituir um grampo e retirar duas chapeletas que ficaram fora da via. Convidei o Luis que aceitou a missão. Como ele tinha outra escalada marcada para a parte da tarde, tivemos que marcar bem cedo.

Nos encontramos as 6h da manhã no ponto final do ônibus 33, em Jurujuba. Encontramos também o Daniel, a Ana Carolina e mais um, que não recordo o nome. Eles foram fazer a Celina Alvarenga. Seguimos andando para a base. O dia estava aberto e o sol de outono é bem agradável. O Luis começou guiando e fui em seguida, colocando uma chapeleta na altura do segundo grampo, um pouco mais para a esquerda. Dali subi até a parada, onde retirei a chapeleta que havia ficado mal batida. Achei um grampo batido bem a esquerda, próximo a borda da pedreira. Quem bateu o grampo ali, se continuar subindo, vai fazer uma linha interessante.

O Luis seguiu para a próxima, fazendo uma enfiada mais curta, recomendada para esse trecho onde pegamos o primeiro crux. Subi e fui direto ao ponto onde o Velhinho havia colocado uma chapa, mas durante a conquista resolvemos ir por outro caminho. Deixei o parabolt ali, caso alguém queira fazer uma variante. Na terceira enfiada o Luis subiu até a dupla de grampos, esticando 60 metros, ficando no limite da corda. O ideal seria parar logo após o platô de vegetação, onde tem uma dupla de uma outra via na qual estou tentando descobrir de quem é a conquista. Subi até ele, de onde seguimos até o cume do Morcego.

Enfim, via pronta. Mais uma para a face norte do Morro do Morcego. Uma vista fantástica de boa parte da cidade.


Via Leandro Pestana

Via Leandro Pestana

Via Leandro Pestana



quinta-feira, 11 de junho de 2026

Campo Escola da Viração

Por Leandro do Carmo

Data: 27/03/2026
Local: Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e diversos

Campo Escola da Viração
Fomos ao Campo Escola da Viração para a aula de chaminé e artificial do Curso Básico de Escalada do CNM. Para esse tipo de treino ou aula, o local é perfeito. Combinamos de nos encontrar na Praça Dom Orione e, de lá, seguimos para a trilha dos Blocos, na subida do Parque da Cidade. O início da trilha estava fechado por conta de uma árvore que havia caído. Demos um jeito de passar e seguimos subindo. A entrada do local é quase imperceptível.

Fui à frente, observando bem, pois já encontrei uma jararaca enrolada bem na passagem dos corredores. Para quem nunca foi e tem curiosidade de conhecer, é bom ter cuidado. Além da cobra, há algum tempo, um grupo de voluntários que fazia manutenção na trilha dos Blocos foi atacado por abelhas no local. Depois de vistoriarmos e constatarmos que tudo estava ok, seguimos para o local da chaminé e do artificial. O Léo, novamente, caprichou no café. Esse tem futuro!

Nos preparamos, e o Washington Portela subiu pela árvore e montou o top rope na linha do artificial. O Marcos Velhinho montou o top rope na linha da chaminé. Todos tiveram a oportunidade de fazer o artificial, utilizando fitas, e a chaminé, com várias situações. Um dia de muitos ensinamentos.

Campo Escola da Viração

Campo Escola da Viração


terça-feira, 9 de junho de 2026

Via Guela Seca

Por Leandro do Carmo

Data: 20/03/2026
Local: Niterói – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Marco
Via Guela Seca

Era dia de voltar a escalar depois de um bom tempo parado. Estava programado para ajudar em mais uma aula do CBE. Nos encontramos no posto da subida da serrinha e de lá seguimos para o início da caminhada. Estacionamos os carros e seguimos andando. Chegamos rápidos e próximos à placa de identificação do setor, dividimos as cordadas. Segui para a Guela Seca com o Marcos.

Nos arrumamos e passei algumas orientações sobre a via. O dia estava agradável, mas o com certeza o calor viria forte. Tínhamos a companhia do Léo e o Nicolas na CNM 15. O Léo caprichou, levando um café e ainda uns biscoitinhos. Brinquei que desse jeito, sempre teria companhia para escalar. Após o café da montanha, segui para a primeira enfiada da via, tendo que ir e voltar em alguns lances, pois não lembrava muito bem por onde seguir, o que falta de ritmo faz... Parei na primeira parada e o Marco subiu em seguida.

Saí para a segunda enfiada, essa mais tranquila. Estava tão fácil que fui subindo e esqueci de costurar. Quando vi, já estava num esticão longo e já não via mais proteção nenhuma. Tinha que ter alguma coisa por ali. Eu lembrava que não era tão exposta assim. Como não estava achando nada, resolvi subir e chegar à parada. Foi um pouco mais acima, que olhando para baixo, achei a dupla do rapel. Optei por seguir subindo. Mais um pouco e havia chegado à segunda parada. Montei a segurança, com o Marco subindo logo em seguida.

Dali já conseguíamos ver a cordada do Nicolas e Léo. Chegamos a nos falar. Subi para a terceira enfiada com alguns lances melhores e parei já próximo ao cume. O Léo subiu em seguida e assim que chegou à parada, fui lá em cima buscar o livro de cume para ele assinar. Primeira via, primeiro livro de cume! Voltei lá em cima e guardei tudo. Nos preparamos para a sequência de 6 rapeis. O sol apertou, vindo com força.

Descemos tranquilos e apreciando a maravilhosa vista. Conversamos bastante sobre escalada e procedimentos. Já na base, aguardamos a outra cordada descer e de lá seguimos até a base da via Didática, onde nos encontraríamos para descermos todos juntos.


Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca

Via Guela Seca