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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Por Leandro do Carmo

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Data: 25/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia – RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Alice Carvalho

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à parte alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Relato da Trilha da Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

Nosso último dia. Acordamos sem muita pressa. Estava uma manhã bem fria, assim como as outras. O tempo estava melhor do que no dia anterior e não havia sinais de chuva, apesar da previsão. Tomamos café da manhã e organizamos todo o nosso equipamento, já deixando quase tudo pronto para irmos embora. Bastava decidir o que faríamos. Sugeri à Alice fazermos a caminhada para a Pedra da Maçã e Tartaruga. Como ela não conhecia nada, ficou indiferente. Precisei dar algum estímulo, e o primeiro foi dizer que poderíamos procurar pedras diferentes. Como ela gosta disso, logo aceitou.

Pegamos o caminho para as Prateleiras e logo passamos pelo ponto onde havíamos escalado na quinta-feira, ficando relembrando os detalhes. Agora foi mais engraçado do que na hora. Dali, continuamos subindo até passar por uma gruta, onde havia um ponto de água. Depois de um tempo, ela começou a reclamar de tudo: que era feio, que não tinha nada, que queria voltar... Faltava pouco para chegarmos. Fui tentando de todas as formas, até que tive que apelar. Falei que, se ela fosse até o final, poderíamos parar no McDonald’s na viagem de volta. Pronto, o humor voltou. E assim conseguimos avançar. Pegamos a saída para a Pedra da Maçã e Tartaruga.

Conseguíamos ver as Prateleiras bem de perto e, em determinado ponto, entramos em um trecho com uma paisagem fantástica. Os grandes blocos ao fundo, com um lago mais à esquerda, davam um toque especial à paisagem. Ao fundo, um tapete de nuvens completava o cenário. Chegamos à base da Pedra da Tartaruga. A Pedra da Maçã ficava logo à frente. Sentamos um pouco e fizemos algumas fotos. Apareceu um pouquinho de sol e nos abrigamos do vento. Aproveitamos para lanchar e brincar com alguns passarinhos que chegavam bem perto da gente para comer as migalhas do sanduíche que comíamos.

Depois do lanche, pegamos o caminho de volta. Até que foi rápido. Ainda fizemos uma rápida parada perto da grutinha, onde havia um ponto de água para a Alice entrar. Dali, seguimos para o abrigo, onde aproveitamos para tomar um banho e nos arrumar para a volta. Fizemos uma viagem agradável e só conseguimos encontrar um McDonald’s já próximos de Nova Iguaçu, onde paramos para descansar.

Nada mal para a primeira experiência de montanha da Alice. 

Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI


Trilha Pedra da Tartaruga e Pedra da Maçã - PNI

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Trilha da Pedra do Altar, Parque Nacional de Itatiaia

Por Leandro do Carmo

Trilha da Pedra do Altar - Parque Nacional de Itatiaia

Data: 24/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alice Carvalho, Leonardo Carmo, Marina Fernandes e Marcos Lima

Trilha da Pedra do Altar


Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à parte alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Vídeo da trilha Pedra do Altar

Relato da trilha da Pedra do Altar

Foi uma noite fria, mas dentro do abrigo tudo foi bem tranquilo. Acordei um pouco antes das 7 horas, e meu irmão já havia mandado uma mensagem avisando que estava na portaria. Levantei e fiz um café para esquentar. O tempo estava nublado, e acho que a previsão iria se concretizar. Tomamos um café e, já de cara, decidimos que a via Bira ficaria novamente para a próxima. Separei algumas coisas em uma mochila, levando apenas um lanche e uma capa de chuva. Iniciamos a caminhada por volta das 8h10.

Cruzamos a ponte por cima da barragem e lembrei da época em que ela não existia. Tínhamos que cruzar o trecho nos equilibrando sobre algumas pedras. Se errássemos o passo, era pé na água gelada! A caminhada foi bem tranquila e logo estávamos de frente para o maciço das Agulhas Negras. Apesar do tempo nublado, a vista era fantástica. Conseguíamos ver algumas pessoas na trilha para as Agulhas. Continuamos andando até avistarmos a incrível formação da Asa de Hermes. Do ângulo em que estávamos, conseguíamos ver nitidamente o contorno. Demos uma parada rápida e seguimos andando. Cruzamos com poucas pessoas ao longo do caminho.

Em pouco tempo estávamos no cume. O vento estava forte e havia poucos locais abrigados. Aproveitei para fazer um lanche rápido. O tempo foi fechando e, rapidamente, não conseguíamos ver mais nada. O frio foi apertando, e decidimos pegar o caminho de volta antes que a chuva chegasse. E assim iniciamos a descida. Veio uma chuva fraca, que nos acompanhou durante um tempinho, mas logo foi embora. Ainda bem que não veio forte.

Seguimos caminho até o abrigo, onde ficamos conversando durante um tempo. Aproveitamos para preparar um bom almoço. No final do dia, meu irmão, Marina e o Velhinho foram embora. Eu e Alice ficaríamos mais uma noite. Aproveitamos para fazer mais algumas caminhadas curtas no entorno. Esfriou bastante durante a noite, mas, dentro do abrigo, tudo é mais tranquilo.

Amanhã seria o último dia... 

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar
Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar

Trilha da Pedra do Altar



segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Via Carolina, uma tentativa de escalada no PNI

Por Leandro do Carmo

Paredão Carolina, uma tentativa de escalada no PNI

Data: 23/07/2026
Local: Parque Nacional de Itatiaia – Itatiaia  – RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alice Carvalho e Marcos Lima

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Um pouco sobre o Parque Nacional de Itatiaia

O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, foi o primeiro parque nacional do Brasil e ocupa uma posição de destaque na história do montanhismo nacional. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque protege algumas das montanhas mais emblemáticas do país e é considerado um dos principais berços das atividades de escalada e exploração de montanha no Brasil.

A Parte Alta do parque concentra os principais atrativos para montanhistas, entre eles o Pico das Agulhas Negras (2.791 m), as Prateleiras, a Pedra do Altar e a Pedra do Couto. A paisagem é marcada por campos de altitude, grandes maciços rochosos e extensos mirantes naturais, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Serra da Mantiqueira. Suas trilhas variam de caminhadas contemplativas a ascensões que exigem técnicas de escalada e escalaminhada.

Além da beleza cênica, Itatiaia possui enorme importância histórica para o desenvolvimento do montanhismo brasileiro. Diversas gerações de excursionistas, escaladores e alpinistas passaram por suas trilhas e paredões, transformando a região em uma verdadeira escola de montanha ao ar livre. Com sua combinação de altitude, clima de montanha e formações rochosas únicas, o parque permanece como um dos destinos mais desejados pelos amantes do montanhismo e da natureza no Brasil.

Como chegar à Parte Alta do PNI

O acesso à Parte Alta é feito pela portaria localizada no município de Itamonte (MG). Para quem vem do Rio de Janeiro ou de São Paulo, o trajeto principal é pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até o distrito de Engenheiro Passos, seguindo depois pela BR-354 em direção à Garganta do Registro. A partir desse ponto, uma estrada de montanha leva até o Posto Marcão e ao Abrigo Rebouças, principal ponto de partida das trilhas da região.

Vídeo da escalada na Via Carolina

Relato da escalada

Um dia, cheguei em casa e vi Alice assistindo a um vídeo de um youtuber de que ela gosta, lá em Itatiaia, caminhando até o Abrigo Rebouças. Não perdi a oportunidade e mostrei para ela alguns vídeos que havia feito na última vez em que estive lá, em 2022. Fazia quatro anos! Ela ficou bem empolgada e combinamos que, nas férias de julho, eu a levaria até lá. Minha ideia era ficar no Abrigo Rebouças, pois assim seria mais tranquilo. Julho é um mês de bastante frio, e ficar acampado exigiria uma logística melhor.

Nas semanas anteriores, comecei a acompanhar a disponibilidade de vagas no abrigo e percebi que não teria problema. Defini a data: chegaria numa quarta-feira e iria embora no sábado, depois do almoço. Seria tempo suficiente para fazer bastante coisa por lá. Na semana anterior, havia feito -11°C na parte alta do parque, a menor temperatura registrada no Brasil. Uma pena: logo na semana anterior. Dificilmente faria essa temperatura novamente nos dias em que estivéssemos lá. Mas isso não foi um problema. Meu irmão e o Velhinho também resolveram ir. O Velhinho chegaria na quinta-feira, e meu irmão, na sexta. Tínhamos vontade de fazer a via Bira na sexta.

A previsão do tempo para a semana não era das melhores: havia probabilidade de chuva nos dias em que estaríamos lá, mas eu já havia reservado o abrigo e comprado as entradas. Havia tirado cinco dias de férias e, se eu não fosse dessa vez, demoraria um pouco para conseguir outra data. Então seguimos para Itatiaia. Saímos cedo de casa, às 5 horas da manhã, e nem pegamos trânsito. Paramos naquele posto perto da entrada de Seropédica e encontramos o Velhinho. Se tivéssemos marcado, não teria dado certo. Acabamos nos encontrando novamente na Garganta do Registro. De lá, subimos a estrada até a portaria do parque, onde resolvemos a burocracia da entrada.

Com tudo acertado, seguimos para o Rebouças, onde arrumamos as coisas, e aproveitei para almoçar com a Alice. O tempo estava firme, mas a previsão para o dia seguinte era muito ruim. Enquanto almoçávamos, escolhemos o que iríamos fazer à tarde. O Velhinho falou com um amigo dele e resolvemos fazer o Paredão Carolina, um 2º III, excelente opção para a primeira via de montanha da Alice. Arrumamos os equipamentos e seguimos para a base da via, que fica no início da trilha para as Prateleiras. Foi uma caminhada rápida e logo estávamos subindo até a base. Nunca tínhamos feito a via e eu nem sabia exatamente onde era. Pelas fotos e pela indicação do croqui, era por ali onde estávamos.

Segui subindo e achei algumas chapeletas. Pela descrição e pela posição no croqui, era ali. Nós nos arrumamos e comecei a escalar. Era um trecho vertical e com boas agarras. Costurei as três primeiras chapeletas e segui reto para cima, pois haveria uma proteção acima. Quando cheguei lá, não vi nada. Continuei subindo e não encontrei nada. Estiquei quase 60 metros de corda num costão e nada. Com certeza, não era por ali. Tentei falar com o Velhinho, mas ele estava muito longe. Vi umas chapeletas bem à esquerda e segui para lá, desescalando um bom trecho. Ventava bastante e agradeci por estar sol. Na chapeleta, montei a parada e estiquei bem a corda, gritando que eles poderiam escalar.

Aí começaram os problemas. À medida que eles iam subindo, eu ia esticando a corda. Só que, como estava em diagonal, eles não conseguiam subir reto e fazer o mesmo caminho que eu havia feito. Eu havia esquecido que tinha descido e parado em uma diagonal. O Velhinho e a Alice acabaram indo um pouco mais para a direita, ficando em um platô e montando uma parada em uma proteção. Eu não conseguia escutar o que eles falavam por causa do vento. Eles tentaram subir, mas não conseguiram. Num momento em que o vento deu uma acalmada, consegui ouvi-los gritando que não dava para subir. Avisei que iria rapelar de onde estava. Soltei uma corda e montei o rapel com a outra, descendo até onde eles estavam. Foi aí que entendi o que havia acontecido.

Dali, montamos o rapel e descemos até a base onde estávamos. Aproveitamos para fazer um lanche. Apesar de não termos conseguido escalar, a experiência valeu demais. Não foi dessa vez. Pegamos o caminho de volta e logo estávamos novamente no Abrigo. Aproveitei para tomar um banho, dessa vez quente! Agora o Abrigo conta com um sistema de banho quente, no qual se insere uma ficha que recebemos no momento da entrada e que dura cinco minutos. Um alívio, pois já tive que tomar banho frio ali, e foi duro! Andamos no entorno do Abrigo e fizemos mais algumas caminhadas curtas. Curtimos um agradável e frio fim de dia.

Aqui fica a lição de que temos que saber a hora de voltar... 


Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia

Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia
Paredão Carolina, Parque Nacional de Itatiaia


terça-feira, 22 de novembro de 2022

Escalada na Chaminé Idalício - Cume das Prateleiras

Por Leandro do Carmo

Chaminé Idalício – Cume das Prateleiras  

Dia: 31/08/2022 
Local: Parque Nacional do Itatiaia
Participantes: Leandro do Carmo, Thiago Wentzl, Luis Avelar

Chaminé Idalício - Prateleiras

 

Como chegar  

Partindo do Rio de Janeiro, pegar a Dutra até Resende e pegar a BR 354 (Rio x Caxambu). Seguir até a Garganta do Registro e pegar a estrada para a portaria do parque.  

Início da escalada  

Próximo ao acesso ao cume das Prateleiras pela via Normal

Dicas  

A via inicia por um belo artificial fixo, onde o crux fica na entrada para a chaminé, numa pedra entalada. Algumas chaminés são bem estreitas, mas com boas agarras.  

Vídeo da Escalada na Chaminé Idalício

Relato  

Pense numa madrugada fria. Pois foi assim essa noite. Para se ter uma ideia, a água do cano que sai da caixa d´água e vai para o Abrigo congelou e ficamos sem água. Para fazer o café, foi preciso pegar água na represa. O gramado próximo ao abrigo estava todo cheio de gelo. A ponte que segue pela borda da represa estava cheia de gelo. Estava um céu aberto e isso potencializa o frio. Esperamos ao máximo para sair. Quando o sol apareceu, as coisas foram melhorando. Aos poucos a água voltou a sair das torneiras. Era o dia derradeiro. Para esse dia, optamos por fazer uma escalada menos longa, afinal de contas, voltaríamos em seguida para Niterói. Deixamos algumas coisas no carro e pegamos o caminho até as Prateleiras.


Seguimos direto pelo antigo trecho da estrada e chegamos a um largo, onde inicia a trilha que leva a diversos pontos da região. Fomos andando e logo chegamos à base das Prateleiras. Seguimos por diversos trepa pedras até chegar a inconfundível base da Chaminé Idalício. Como caminhamos bem rápido, fizemos uma parada mais longa até começar a escalar. Eu não me senti muito, fiquei meio indisposto. Mas dava para subir, não podia desperdiçar essa oportunidade.  

Da base, conseguimos ver um grupo numeroso de bombeiros. Com certeza, estavam em treinamento. Enquanto separávamos o equipamento e acondicionávamos o excedente, os bombeiros foram passando. Chegou também um grupo do Centro Excursionista Carioca. Ficamos conversando sobre a via e sobre a saída dela, além de outros assuntos. O sol começou a bater e deu uma animada. O dia estava ótimo e em breve toda a base já estaria com sol. O tempo foi passando e era hora de iniciarmos a escalada.  

O Thiago saiu para guiar e deixou dois grampos protegidos. O Luis foi logo em seguida e guiou o resto do artificial, até a primeira parada. Eu fui por último, carregando a única mochila na qual resolvemos levar, assim nossa escalada fluiria de maneira mais rápida. Entrei no lance já com o pé no primeiro estribo e passei para o segundo. Depois que pega o ritmo, vai mais tranquilo. Segui assim pela sequência de grampos até o penúltimo grampo. Dali, passei a mochila para o Luis e entrei na estreita chaminé com o braço esquerdo, sendo a melhor opção. Com um pouco de dificuldade, subi um pouco e fui para fora da chaminé, conseguindo colocar o braço esquerdo por cima da pedra entalada e dominar o lance. Um trecho bem desconfortável.

Chaminé Idalício - Prateleiras


Já na parada, sem demorar, fui passando o equipamento necessário para a próxima cordada. A vista dali era bem bonita. Como o dia estava bem aberto, podíamos ver bem longe por entre a estreita chaminé. Saímos para a segunda enfiada. Fomos um pouco mais para dentro da chaminé. Para então subir e alcançar uma pedra entalada mais acima. Estava bem frio e o vento atrapalhava um pouco. A chaminé tinha uns trechos mais apertados e outros mais confortáveis, todos com boas agarras, o que facilitava bastante. Já acima do bloco, nos reunimos e nos preparamos para a próxima.  

A terceira enfiada foi um pouco mais difícil que a anterior. Aproveitei para dar uma organizada nas cordas. Isso facilitou bastante o resto da escalada. Subimos por um trecho mais delicado até entrar mais ainda na chaminé e começar a subir novamente. Foram alguns blocos até que estávamos novamente protegidos pelo grampo. Dali já dava para ouvir algumas vozes de pessoas no cume. Ou eram os bombeiros ou o grupo do Centro Excursionista Carioca. Estávamos num bom ritmo. Minha maior preocupação era encontrar o caminho de volta. Ninguém de nós havíamos feito cume das Prateleiras ainda. Encontrar alguém no cume facilitaria bem a nossa volta.

Nos preparamos para a quarta cordada. O Luis guiou a última. Essa foi a mais fácil do dia. A chaminé vai ficando levemente positiva. Tem muitas agarras, e uma grande diagonal que te leva para dentro e para cima da chaminé. Enfim, havíamos saído de “dentro” da rocha. Foi um alívio sentir o sol batendo. Na hora já aqueceu um pouco. O Luís havia montando a parada num bico de pedra. Estávamos bem no cume. Assinamos o livro. Dali, dava para ver o grupo do Carioca iniciando o rapel. Aproveitei para fazer algumas imagens com o Drone. Enquanto eu filmava, o Luis e o Thiago foram até o ponto onde faríamos o rapel.

Chaminé Idalício - Prateleiras


A vista impressionava. Uma pena que tinha uma névoa que atrapalhava um pouco, mas mesmo assim o alcance era fantástico. Podíamos ver a Serra da Bocaina, a Pedra da Mina e muito mais. Arrumei as coisas e organizei tudo na mochila. Segui direto para o ponto do rapel, mas optei por descer direto. Ainda soltei a corda que havia prendido. Dali, começamos a descer. O caminho não tão óbvio. Mas conseguimos chegar à base novamente. Ali, aproveitamos para descansar e arrumar tudo para, enfim, retornar pra casa. Foram 4 dias, literalmente, dentro do Parque Nacional do Itatiaia.

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras

Chaminé Idalício - Prateleiras


quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Escalada na via Paredão Oba Oba - Agulhas Negras-

Por Leandro do Carmo

Paredão Oba Oba - Cume das Agulhas Negras  

Dia: 30/08/2022
Local: Parque Nacional do Itatiaia
Participantes: Leandro do Carmo, Thiago Wentzl, Luis Avelar e Valdino

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras


Como chegar 

Partindo do Rio de Janeiro, pegar a Dutra até Resende e pegar a BR 354 (Rio x Caxambu). Seguir até a Garganta do Registro e pegar a estrada para a portaria do parque.  

Início da escalada  

Pegar a via Pontão Ricardo Gonçalves. A base da via está a poucos metros do acesso ao cume.  

Dicas  

O crux da via está no início, entre a primeira chapeleta e uma fenda bem a direita. Dá para fazer um pêndulo para vencer esse lance. Pessoas altas tem mais facilidade. Segue a fenda até entrar numa canaleta no formato de chaminé. O Ideal é fazer a primeira parada logo na primeira dupla. A saída da primeira parada é um pouco delicada. Dali, seguirá reto até uma chapeleta e seguirá numa diagonal para a esquerda, numa canaleta, subindo ao final dela. Tem uma rampinha e mais um lance obrigatório para acessar a parte alta. Daí, é só caminhar até o cume.

Vídeo completo da Escalada na via Paredão Oba Oba

Relato da escalada na via Paredão Oba Oba

Depois de um dia chuvoso e uma noite bem fria, acordamos com uma manhã linda. Tempo aberto. Difícil de acreditar que tínhamos passado tempo bom, calor, chuva e frio nos dois dias anteriores. Mas em Itatiaia é assim: imprevisível. Estava tudo molhado e hoje seria a tentativa de fazermos a Travessia Longitudinal. Devido às condições climáticas, o grupo que viria de Niterói para fazer a Longitudinal cancelou. Como estava tudo bem molhado ainda, optamos por fazer cume das Agulhas Negras, fazendo a clássica Paredão Oba Oba. Outro grupo seguiria pela via Bira. Separamos todos os equipamentos e iniciamos a caminhada.

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras















A aproximação não seria fácil. Escalar a Paredão Oba Oba, nos faz seguir até quase ao cume das Agulhas Negras, pois fica bem perto do final da Pontão Ricardo Gonçalves. É uma escalada de aventura! Seguimos caminhando pelo trecho já feito no primeiro dia. Cruzamos a barragem próxima ao Rebouças e de lá, seguimos com o Maciço das Agulhas Negras bem a nossa frente. Fomos nesse pequeno sobe e desce, atravessamos a ponte pênsil e logo estávamos na bifurcação que divide o caminho na direção da Pedra do Altar e para as Agulhas. Mais a frente, nos dividimos. Uma parte do grupo seguiu para a via Bira.  

Eu já havia estado nesse caminho em agosto de 2012. E lá se vão 10 anos. Nem lembrava desse detalhe, só lembrei quando alguém me perguntou se eu sabia o caminho. Agora vamos ver se minha memória estava em dia. Subimos um pouco e cruzamos um córrego, num lajeado. A trilha nesse trecho estava bem molhada e eu subia com bastante cuidado. Passamos por uma pedra em forma de coroa e essa eu lembrava. Dali continuamos a subida ora por trilha, ora por lajeados. Alguns pontos geravam dúvidas, mas era só andar um pouco que já encontrávamos o rastro novamente.  

Mais acima, chegávamos ao ponto mais técnico do caminho. Eu lembrava que havia um caminho que poderíamos cortar esse trecho, mas não tinha certeza de onde entrar. Então, resolvemos passar por ali mesmo. Subi em um platô, utilizando uma fenda e achei que fosse mais tranquilo seguir por ali. O Luis colocou a sapatilha e seguiu guiando até uma parada dupla mais acima, mas não foi tão simples assim. Ele disse que a canaleta estava bem lisa, mas conseguiu passar.  

Fomos subindo um por um com o auxílio da corda que ele fixou. Com todos ali, seguimos por essa laje até entrar numa grande canaleta que seguiria até o acesso ao cume. Passamos por grandes blocos e passagens bem estreitas. Já na canaleta, subimos já devagar devido ao cansaço, mas já estávamos bem perto. Eu lembrava vagamente da base da via, lembrava de ter visto alguém escalando quando passei por lá em 2012. Mais alguns minutos e estávamos na base da via. Bem fácil de achar. O sol já batia e estava bem agradável naquele momento. Fizemos uma parada para o lanche e arrumamos o equipamento.  

Dividimos a cordada em duas: numa, estava o Luis e Valdino e na outra, eu e o Thiago. O Luis e o Valdino foram na frente. O Luiz guiou as duas cordadas e assim que ele chegou à primeira parada e o Valdino saiu, eu comecei a escalar. Costurei a primeira chapeleta e tentei fazer o pêndulo até uma fenda na direita. Como estava um pouco distante, optei por ir me aproximando da fenda e ir empurrando com a mão esquerda até chegar bem próximo. Num lance rápido, dei um bote e consegui dominar a fenda e seguir subindo até costurar a segunda proteção.  

Dali fiz mais um lance com boas agarras e segui até uma grande canaleta, que entrei em chaminé, mas a mochila atrapalhou. Desci um pouco e pendurei a mochila no baudrier, facilitando minha subida. Depois de subir um pouco, consegui costurar a chapeleta que fica fora dessa canaleta, e segui até a parada, onde o Valdino se encontrava, dando segurança para o Luis. O Thiago veio logo em seguida. Enquanto o Thiago subia, passou um rapaz perguntando se a GoPro que estava no chão era de alguém. Eu havia deixado a câmera no chão. Por pouco não havia perdido. Ainda existe gente de bem nesse mundo. Agradeci imensamente. Depois, fui descobrir que eles também estavam no Abrigo Rebouças, haviam chegado um pouco após a nossa saída para a escalada.  

Voltando a escalada, o Thiago subiu bem rápido e na parada falei para ele guiar a próxima, mas ele não queria. Só depois que eu expliquei o caminho foi que ele resolveu seguir, achou que iria reto numa grande canaleta. Acho que eu também não encararia. Ele seguiu rápido por uma calha até que chegou à segunda parada, já próxima do lance final. Subi em seguida, fazendo rápido os lances e chegando ao Thiago, toquei logo para cima. Subi um pouco e fiz o último lance, cruzando uma fenda. Olhando de cima, era bem alta. Mas tinha uma boa agarra. Foi colocar as duas mãos nela e subir, fazendo uma espécie de barra até dominar o trecho e seguir até um grande bloco. Ali montei uma parada num bico de pedra e trouxe o Thiago.  

O Luis e o Valdino já tinham ido até o cume. Fiz algumas fotos e segui caminhando também. No cume, onde tinha o cruzeiro, encontrei o rapaz que havia achado minha câmera. Agradeci novamente. Aguardamos um grupo descer e chegar até o verdadeiro cume para assinar o livro. O cume verdadeiro é acessado, fazendo um pequeno rapel ou desescalando uma chaminé, em seguida, é necessário fazer uma pequena escalada até acessá-lo. Ele é 50 centímetros maior do cume do cruzeiro. Enquanto estávamos ali, a gente aguardava a chegada do grupo que foi pela via Bira. Descemos e na base do cume verdadeiro, optamos por fazer um lance bem a esquerda, diferente do trecho tradicional. No cume, assinamos o livro e depois de algum tempo, subimos de volta. Aproveitei para fazer algumas imagens com o drone. O tempo foi passando e nada da galera chegar. Em alguns momentos, parecia que ouvia a voz do Velhinho, mas nada. Conseguimos receber uma mensagem nos avisando que eles não haviam encontrado o caminho e estavam descendo.  

A partir daí, iniciamos, também, o nosso retorno. A descida foi tranquila. Bem mais rápida se comparada a subida. Uma porque para baixo todo santo ajuda, outra, porque agora já sabíamos por onde passar. Já bem abaixo, fizemos uma rápida parada. Dali, conseguíamos ver a base da via Bira e lá estava a galera rapelando. Bom, dali para baixo, era questão de tempo. Então, resolvemos continuar nossa caminhada até o Abrigo Rebouças.  

Já no abrigo, aproveitei para tomar logo um banho. O frio já era forte. Ainda bem que não estávamos no camping, seria duro. Já era noite quando a galera da via Bira chegou. Agora estávamos todos reunidos novamente. Era só jantar e me preparar para dia seguinte.

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

Paredão Oba Oba - Agulhas Negras

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