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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Velejando minha primeira Regata

Por Leandro do Carmo

Velejando na minha primeira regata

Dia: 02/04/2023
Local: São Francisco - Niterói-RJ
Participantes: Leandro do Carmo, João do Carmo e Lucas Costa





Dados da Regata Praiana e Ranking

Relação dos Comandantes

Súmula da Regata Praiana

Resultado Ranking 2023

Relato

Fui escalado para participar de uma regata pelo PREVELA. Na hora eu aceitei, mas depois fiquei pensando: “Como vou velejar uma regata se eu nunca velejei a mais de 100 metros da areia? ” Como já havia velejado umas 3 vezes nas aulas do PREVELA, era agora ou nunca mais. Aproveitei para ler alguma teoria e cada vez mais me preocupava com a montagem dos barcos. Havia ficado de fora da última semana devido a uma viagem que fizera. Aproveitei que no sábado o Marcelo organizou uma revisão nos barcos. Era a oportunidade que eu tinha para um treino extra.  Chegando lá, montei o barco que iria usar no domingo com cuidado e fui regulando sob observação do Marcelo. Depois de tudo montado, fui para a água com o João. O vento não estava nos melhores dias, mas conseguimos velejar um pouco.

Enfim, havia chegado o grande dia. Chegamos cedo ao Prevela para a aula. Montamos os barcos e dei um carinho especial no Terral, barco que eu usaria na Regata. Depois das atividades iniciais, tomamos o nosso café coletivo. O dia estava meio nublado e havia previsão de ressaca. Mas como estamos bem abrigados, isso não foi um problema. Apesar das condições, o vento não estava bom. Continuamos com algumas atividades e por volta das 12h, fizemos mais um lanche e logo depois nos preparamos para seguir para o Praia Clube. Seguimos velejando, acompanhados pela jangada, que seria nosso apoio. Estávamos em 4 barcos.

O velejo foi tranquilo e chegamos relativamente rápidos. Alguns entraram pelo canal do quebra-mar do Praia Clube. Não estava muito seguro em entrar e atracar, nunca havia feito essa manobra. Como o vento havia aumentado um pouco, aproveitei para treinar um pouco as cambadas. Como ainda faltava bastante tempo para o início da regata, não havia jeito, tinha que dar um jeito de entrar. O João e o Lucas já não aguentavam mais. Eram muitos barcos atracados e não foi fácil para mim ficar navegando por ali. Numa bobeada, quase bati nas pedras do quebra-mar. O pessoal do Praia Clube não gostou muito, mas não teve jeito. Após o quase acidente, tomei coragem e entrei no canal, conseguindo atracar ao lado da jangada. Um alívio.

Demos mais um lanche para as crianças e assim que nos reunimos para os últimos ajustes, voltamos para a água, já próximo do horário da largada. Fiquei ali durante um tempo, sempre acompanhando os sinais. 10 min... 5 min... 1 min... Tentei me aproximar, mas não consegui estar próximo da boia de largada no momento exato. Um barco a vela não igual a um carro que dá para ficar estacionado esperando para largar. Como nunca tinha participado ou visto uma largada, me enrolei todo e fui o último a passar. Para piorar a situação, ainda fui pelo pior lado, passando entre as embarcações que apoitadas. Perdi bastante tempo, mas consegui arrumar e seguir os outros barcos. Já cruzando a ponta da Estrada Fróes, passei um barco e acabamos trocando a última posição algumas vezes até contornar a boia em frente à Praia das Flexas.

Ali, perdi tempo novamente. Até entender o vento de novo, acabei ficando bem para trás. Os barcos estavam muito a frente e fui curtindo o velejo. Nunca havia passado mais de 15 minutos contínuos. Agora já fazia quase 1 hora. Sentir o vento levando o barco é uma sensação indescritível. O João e o Lucas ficaram reclamando que a gente estava em último, mas fazer o que? A solução foi curtir e coloca-los para ajudar. Aos poucos eles foram curtinho e deixaram a competição de lado. Nossa competição a partir de agora era finalizar a regata.

Estávamos na direção da segunda boia, próxima ao Iate Clube Jurujuba. O tempo fechou mais um pouco e já próximos, começou uma chuva fina. Por sorte ela não aumentou. Montamos a segunda boia, que mais tarde saberíamos que era a errada. Na verdade, só três barcos acertaram a boia. Eu achava que era a outra, mas vi todo mundo passando por aquela e fui também. Dali seguimos direto para o Praia Clube num bom velejo. Fui o último a cruzar a linha de chegada, ouvindo a sinalização. Vitória!!!!! Comemoramos ter finalizado. Dali seguimos no velejo até o PREVELA, onde almoçamos.

Passado uma semana, fomos descobrir que montamos a boia errada na altura do Iate Clube Jurujuba. Mas fica de aprendizado para estudar melhor o percurso. Realizei mais um sonho: velejar!




terça-feira, 6 de junho de 2023

Velejo de Dingue e Laser de manhã e Windsurf à tarde

Por Leandro do Carmo

Um domingo cheio: Velejo de Dingue e Laser de manhã e Windsurf à tarde

Dia: 05/03/2023
Local: Niterói
Participantes: Leandro do Carmo



Relato

Depois de um sábado com a remada até a Urca, tive um domingo cheio. Acordei cedo e um pouco cansado. Levei as crianças ao Prevela para a aula de vela. Eu, geralmente ajudo com aulas de canoagem, mas hoje não teria. Então, montamos 2 dingues e um laser. Como já havia feito isso no dia anterior, ficou mais fácil para mim, que ainda não tenho tanta experiência. Mas montei corretamente e fiz alguns ajustes, sob a supervisão do Marcelo.

Saímos rebocados até próximo ao Iate Clube Jurujuba. No barco estavam meus filhos João e Alice e mais uma menina. Alice quis ir no barco de apoio, talvez, porque chamasse a atenção pelo tamanho. O vento estava bem fraco, mas estava lá. Desatei o nó do cabo que nos prendia ao barco de apoio e seguimos velejando lentamente. Apesar de velejar bem lentamente, estava bem agradável. Até que já na altura do Clube Naval, o ventou diminuiu, quase parando. Lentamente, chegamos próximos ao catamarã de Charitas e por milagre o ventou começou a soprar mais forte. Aí sim a brincadeira começou.

Aos poucos todos cansaram e voltei para a areia. Aproveitei que meus pais levaram as crianças embora e fiquei mais um tempo por lá. Assim que todos foram embora, aproveitei para velejar no Laser, classe que sempre me chamou a atenção com o multicampeão Robert Scheidt. Essa seria minha primeira vez. É muito mais arisco que o Dingue e no começo senti um pouco de dificuldade, mas aos poucos fui acostumando. Quando estava ficando bom, o vento repentinamente parou e voltei lentamente para a areia, já bem cansado. Aproveitei para lanchar e descansar. O sol estava forte e fiquei na sombra. Aproveitando que o Marcelo foi dar aulas, como já estava ali, resolvi montar o Rig.

O Geomar até ofereceu o rig já montado dele, mas optei por montar o meu. Como o vento não estava muito forte, aproveitei para montar a minha vela 6.5. Há um tempo que só vinha usando a minha 5.7. O vento era o sul e fazia bastante calor. Depois de tudo montado, tomei um banho no chuveiro para refrescar. Fui para água com cuidado, pois tinha bastante gente. Tive que ir um pouco para o fundo para subir na prancha e começar a velejar.

Foi um velejo bom, sem muitas dificuldades. Avancei bem dessa vez, me afastando bastante. Era por volta das 15 horas e como já estava bem cansado, pois estava desde as 6 horas da manhã acordado, resolvi começar a preparar volta. Devido à direção do vento, voltar ao ponto de partida não é tão simples, tem que ir “ganhando” aos poucos. Assim que cheguei, até pensei em voltar e dar mais um velejo, mas estava realmente muito cansado e os braços já não estavam respondendo muito bem. Saí da água, lavei tudo. Ainda ajudei o Marcelo, que havia terminado a aula, a guardo os barcos, levando a última gosta de energia que ainda me restava. Guardei as coisas e voltei pra casa cansado, porém leve.