Mostrando postagens com marcador Parques Estaduais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parques Estaduais. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de agosto de 2014

Escalada na Via Paredão Aline Garcia

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Paredão Aline Garcia

Local: Córrego dos Colibris / Parque Estadual da Serra da Tiririca
Data: 18/06/2014
Participantes: Leandro do Carmo e Stephanie Maia

Escalada na Via Paredão Aline Garcia


Via Paredão Aline Garcia –  3º IV E2 D2 245m  (croqui)

Dicas: Para acessar a base da via, seguir a trilha do Córrego dos Colibris, quando chegar a uma cisterna de cimento, seguir para a direita, depois virar para a esquerda. Seguir reto até uma grande árvore a sua esquerda, continuará um pouco e depois cruzará uma grande raiz de árvore, seguindo para direita, passará por um sistema de captação de água antigo e seguirá subindo para a esquerda até a base. O começo é o mesmo da Chuva de Guias, muito fácil, um costão, até o segundo grampo. A via é  bem tranquila e constante. Seguindo assim até o final, onde dá para ver a última parada da Chuva de Guias. Rapel obrigatório pela própria via.

Mais uma via feita nos Colibris, faltando apenas duas para concluir o projeto da Stephanie...

Marcamos de escalar na parte da tarde, de manhã estava complicado, tinha algumas coisas para fazer. Não é o que gosto, mas foi o que deu! Eu já havia feito uma parte dela no CBE do Niteroiense no final de semana anterior. Já sabia com era o caminho. O que era fácil, ficou mais fácil ainda!

Chegamos à base e como de costume fomos recebidos pelos mosquitos. Comecei a me arrumar num pequeno degrau já no costão, assim fiquei livre de alguns deles, deixando todos os outros com a Stephanie!!! (Foi mal!!! kkkkkkk). A previsão era de chuva para a tarde, mas o tempo não estava tão ruim assim e se chovesse, seria bem para o final do dia. Depois de pronto, comecei a subir esse fácil costão, que é o mesmo da Paredão Chuva de Guias. Parei no 3º grampo, por sinal, muito mal batido e a Stephanie veio logo em seguida. Assim que ela chegou, já segui novamente. Não queria perder tempo nesse começo.

A via nesse ponto pega uma diagonal para a esquerda, cruzando um mar de bromélias, até o primeiro lance mais difícil da via. Costurado o grampo, segui reto até a segunda parada. A Stephanie veio logo em seguida, fotografando o que precisava. Na parada, repassei a corda e deixei tudo pronto para seguir para a terceira enfiada.

Escalada na Via Paredão Aline Garcia
Segui reto para cima até a terceira parada, escalando rápido. Assim como as outras vias desse setor, a parede em alguns pontos é bem suja, ou melhor, cheia de línquens como me disse a Stephanie!!! Coisas de bióloga!!! kkkkkk.  Mas por ser tranquila, não interferiu muito na escalada. A via seguia sempre constante. Na parada, uma pausa um pouco maior para beber uma água. A temperatura estava muito agradável sem o sol. Segui para mais uma enfiada. Agora contornando um platô de vegetação para a esquerda, onde 50 metros acima, montei a quarta parada. A Stephanie chegou e esperei mais um pouco até seguir para última enfiada. Afinal de contas escalamos bem rápido e já podíamos desfrutar do belo visual que tínhamos.

Com as baterias recarregadas, segui para a última enfiada. Bem tranquila como as outras, porém um pouco mais suja. Uma linha reta nas primeiras proteções e depois uma leve diagonal para a direita e estava no fim. A via termina um pouco mais abaixo da Chuva de Guias. Um belo visual. Aproveitamos para fazer um lanche e ainda ficamos um tempo ali, pois havíamos feito a via bem rápido. Por enquanto nem sinal da chuva, mas um vento que sopra, era o sinal de que ela se aproximava. Resolvemos começar os rapeis. Foram uns 8 até chega a base. Um pouco chato, mas tinha que fazer...

Escalada na Via Paredão Aline Garcia
Lá pela metade, quando a Stephanie chegou a parada e me viu de cabeça baixa, me perguntou se estava tudo bem. Eu respondi que sim, só estava desanimado... Esses rapeis que não acabam mais!!!! Seguimos descendo e finalmente chegamos à base. Como não queria arriscar ser devorado pelos mosquitos, parei no mesmo degrau que na subida. Tirei todo o equipamento e coloquei na mochila. Puxei a corda e a enrolei. Alguns pingos ameaçaram cair, mas não passou de ameaça. Seguimos até o carro, já meio escuro, pelo fato da floresta ser muito densa.


Missão cumprida!!!! Faltam apenas duas!!!!

Escalada na Via Paredão Aline Garcia

Escalada na Via Paredão Aline Garcia

Escalada na Via Paredão Aline Garcia

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Escalada na Via Paredão Chuva de Guias

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Paredão Chuva de Guias

Local: Córrego dos Colibris / Parque Estadual da Serra da Tiririca
Data: 30/05/2014
Participantes: Leandro do Carmo e Stephanie Maia

Escalada Via Chuva de Guias


Via Paredão Chuva de Guias –  2º Vsup E2 D2 275m (croqui

Dicas: Para acessar a base da via, seguir a trilha do Córrego dos Colibris, quando chegar a uma cisterna de cimento, seguir para a direita, depois vira para a esquerda, Seguirá reto até uma grande árvore a sua esquerda, continuará um pouco e depois cruzará uma grande raiz de árvore, seguindo para direita, passará por um sistema de captação de água antigo e seguirá subindo para a esquerda. O começo é muito fácil, um costão, até o segundo grampo. Depois segue também muito fácil. O crux, Vsup, é no final, muito bom, mas terá que escalar em 2º para chegar lá. Em alguns pontos a via está bem suja. No verão o sol bate forte durante todo o dia. Vale a pena entrar bem cedo.

Relato

Continuando a minha “difícil tarefa” (ah se todo o problema fosse esse...) de ter que escalar no Córrego dos Colibris, pois como já havia falando antes, a Stephanie precisa escalar todas as vias do local para seu trabalho de mestrado, escolhemos a Paredão Chuva de Guias. Assim seguiríamos a ordem das vias da esquerda para a direita.

Escolhida a via era hora escalar! Marcamos cedo. Aproveitei para deixar minha mãe lá na entrada do Parque, em Itacoatiara, pois ela está fazendo do Curso Básico do CNM e seguimos para o início da trilha. Na semana anterior a Stephanie teve seu carro roubado, chegaram dois caras numa moto e apontaram uma arma para ela. Ainda bem que levaram só o carro, a gente vê tanta coisa absurda por aí... A escalada para ela já tinha dois objetivos: seu trabalho de mestrado e desestressar a difícil semana!

Bom... Então vamos lá!

Escalada Via Chuva de Guias
Chegamos ao início da trilha, fizemos a pequena caminhada e chegamos rapidamente a base da via. Eu já havia estado ali a um tempo atrás, quando o Parque organizou um mutirão de limpeza da trilha. Nos arrumamos, com muito menos mosquito que da outra vez e comecei a escalar. O começo é bem tranquilo, na verdade, praticamente uma caminhada, seguindo assim até quase o terceiro grampo. Fiz a parada e a Stephanie veio logo em seguida, sempre no ritmo: escala, para, bate foto, escala novamente, para... Mas estávamos lá para isso! Me preparei e segui para a próxima enfiada. Outra bem tranquila e sem problemas. O tempo estava agradável. Escalar durante a manhã tem suas vantagens. Se a via até agora não se mostrava muito interessante, o mesmo não se poderia dizer do visual. Uma bela vista se formava da Lagoa de Itaipu, Camboinhas, o Bairro de Itaipu, Pedra do Cantagalo, etc...

Depois de uma pausa para contemplar a paisagem, continuei escalando. Essa terceira enfiada já é um pouco mais difícil que as outras duas. Passei com muito cuidado em um lance, numa espécie de degrau entre as bromélias, mais para evitar impactar a vegetação. Mais um pouco acima, montei outra parada e a Stephanie logo chegou novamente. Continuei e fiz a quarta parada, a última antes do crux da via. Uma pausa para água e algumas fotos e segui para a melhor parte da via, assim eu esperava!

Escalada Via Chuva de Guias
Subi e cheguei na base desse lance. A parede ganhava verticalidade. Bem protegida. Os lances são em pequenas agarras, umas bem sólidas, outras passei torcendo para não quebrar. Venci o lance e segui até o próximo grampo, numa pequena diagonal para a esquerda. O grampo ficou distante, talvez tenha ficado mal acostumado pela sequência anterior. Tinha corda para ir até o final, mas resolvi parar ali mesmo e esperar a Stephanie subir, assim ficaria mais próximo dela no crux. Ela subiu e passou lance, deu uma descansada e continuou subir, ainda falei: “ Não cai aí não!” Bem no lance da diagonal, pois se ela caísse ali, iria em cima de uns cactos. Ela me respondeu: “Por que você foi falar isso!” Mas ela passou e chegou na parada. Mais uma enfiada curta e estávamos no cume, ou melhor, no final da via.

Aproveitamos para fazer um lanche, descansar e apreciar o belo visual. Nos preparamos para os intermináveis rapeis, acho que foram 9, não importa, foram muitos!!!! Terminamos e fomos para o Bananal, onde o pessoal do CNM ministrava a aula do curso básico. Mas antes disso, paramos na praia de Itacoatiara, onde comprei um sanduíche, afinal de contas já era hora do almoço! Fomos em direção ao Bananal, pegando a trilha da subsede do Parque e encontramos o pessoal por lá. Ainda ficamos mais um tempo antes voltar, acompanhando os futuros escaladores, inclusive um deles é a minha mãe, mas essa história vai ficar para um outro relato...


Valeu pessoal e até a próxima!!!!!

Escalada Via Chuva de Guias
Primeira Enfiada

Partindo para a segunda enfiada

Escalada Via Chuva de Guias
Flores do caminho

Escalada Via Chuva de Guias
Bem lá no alto

Escalada Via Chuva de Guias
No rapel

Escalada Via Chuva de Guias
Visual da Via


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato - Nova Friburgo, RJ (Parque Estadual dos Três Picos)

Por Leonardo Carmo

Data: 12/07/2014
Participantes: Mariana Abunahman e Leonardo Carmo

Dicas:
Dificuldade técnica da trilha: leve
Tempo médio de 4hs
Evitar essa trilha no verão e em dias de muita chuva.
Vários pontos de captação de água.
Deixar o carro na sede do PETP. O ônibus passa na frente e te deixa na entrada da trilha. Na volta, a trilha acaba praticamente na entrada do PETP.


Relato



Iniciamos a trilha exatamente as 10:07. Começamos pela antiga estrada de carro. Mais a frente um pouco a estrada se transformou em um pequeno caminho. Não estava chovendo mas tinha muita água correndo pelo caminho.




As 11:07 saímos da primeira parte da trilha e continuamos pelo acostamento da estrada atual. Depois de andar um pouco, as 11:18 entramos na segunda parte da trilha. O início dela tem algumas pedras soltas, mas logo em seguida o terreno melhora.



As 11:27 chegamos na antiga caixa d’água. Entre esses pontos, da pra ver um pequeno pedaço da linha do trem.





As 11:43 chegamos na primeira ponte.




As 11:48, chegamos na segunda ponte. Ter cuidado ao passar por elas, pois em dia chuvoso fica muito escorregadio. Em dia de chuva, as pontes ficam bastante escorregadias. Tomar muito cuidado.


Seguimos em frente por cerca de 4 km onde tem uma placa informando o final da trilha. Aproveitamos e paramos para lanchar. Isso as 12:33.





Depois de um tempinho curtindo o visual da mata, às 12:54 resolvemos continuar. O caminho agora é por uma estradinha de chão batido. Super tranqüilo. Em alguns pontos existem casas com alguns vira-latas que querem marcar território. Cuidado que eles latem muito, mas não chegam a morder. Mais a frente tem uma casa meio estranha. A Mariana viu uma cabeça de boneca pendurada na porta e sentiu um cheiro de comida. Eu acho que eles estavam cozinhando alguma criança e a cabeça na verdade não era de boneca rsrsrsrsrsrs.



Depois de andar mais um pouco, às 14:06, chegamos no final.






sábado, 21 de junho de 2014

Escalada na Via Paredão Estela Vulcanis

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Paredão Estela Vulcanis

Local: Córrego dos Colibris / Parque Estadual da Serra da Tiririca
Data: 04/05/2014
Participantes: Leandro do Carmo e Stephanie Maia

Via Estela Vulcanis
Via Paredão Estela Vulcanis 2° Vsup E2 D1 160 m

Dicas: Para acessar a base da via, seguir a trilha do Córrego dos Colibris, quando chegar a uma cisterna de cimento, seguir para a direita, depois vira para a esquerda, Seguirá reto até uma grande árvore a sua esquerda, continuará um pouco e depois cruzará uma grande raiz de árvore, seguindo para direita, passará por um sistema de captação de água antigo e seguirá subindo para a direita. A via é a primeira da direita para a esquerda. Fica bem ao lado do começo da Chuva de Guias e Aline Garcia. A via toda é muito fácil, ficando até chato, o crux fica bem no final, um lance vertical de agarras, bem protegido. Em um trecho, na terceira enfiada, tem que passar por entre as bromélias, ficando difícil visualizar os grampos.  Necessário 5 costuras. Rapel obrigatório pela própria via.

Relato

Seria minha primeira vez nas vias do Córrego dos Colibris. Não havia tido oportunidade para escalar no local e ela não estava na minha lista de prioridades. Mas  há pouco tempo ingressou um bióloga no Clube Niteroiense de Montanhismo, com um trabalho de mestrado em curso, na qual, iria estudar o impacto da escalada em costões rochosos. Ela precisava escalar as vias do local, para fotografar e colher informações necessárias para conclusão de seu trabalho. Como não tinha companhia, aceitei essa “difícil” tarefa!!!!

Sugeri começarmos pela Estela Vulcanis, uma via fácil, com o crux somente no final e a menor do local. Assim seria perfeito para podermos ver ritmo que teríamos nas próximas. Marcamos num sábado a tarde, depois do almoço. O sol já não estava tão forte como no começo do ano. Sorte, pois nessa face da montanha, ele bate durante o dia inteiro. Chegamos no começo da trilha e seguimos até a cisterna de cimento, e seguimos até a base. Não tinha tanta certeza de estava na base correta. Ainda fui um pouco mais adiante, mas o caminho esta muito fechado, então concluí que estava no caminho certo!

Via Estela Vulcanis
Os mosquitos atacaram. Por pouco não me carregaram! Tinha tanto, que se você simplesmente batesse na perna, sem olhar, mataria uns 5!!!! Subi um pouco do costão e me arrumei lá em cima. Tinha mosquito, mas não tanto quanto lá em baixo. Depois de prontos, ela subiu até onde eu estava para montar a segurança. Combinamos que iria subir até a parada, onde ela viria, parando sempre que necessário para suas fotos e observações.

Comecei a escalar e na primeira enfiada, a via segue um costão com alguns pontos de escalaminhada. Os grampos estão bem visíveis. Cheguei a uma dupla de grampos e montei a parada. A Stephanie veio logo em seguida e logo chegou. Me preparei, e segui para mais uma. A segunda parte da via, é muito parecida com a primeira, porém um pouco mais difícil, mas nada que ultrapasse o 3º grau. Evitei alguns cactos, contornando pelo lado de fora da linha da via e cheguei num ponto onde montei a segunda parada.

Na segunda parada, aproveitamos para tomar uma água e tirar algumas fotos. Segui em frente e chegou num ponto onde não tinha mais grampos, somente bromélias. Fiquei olhando e não dava para ver a linha da via ou outros grampos. Pensei: “Só pode ser por aqui, passando pelo meio dessas bromélias!” Então passei, seguindo meu instinto. E não é que estava certo! Depois de algumas passadas, quando olhei um pouco para baixo, lá estava o grampo. Tinha tanta vegetação em volta que passei em o vi. Voltei um pouco e o costurei. Segui escalando e a via foi abrindo novamente, ficando com menos vegetação. Mais uma parada e faltavam apenas mais alguns lances para o final.

Via Estela Vulcanis
Segui, costurei um grampo logo acima e com uma passada, meio no equilíbrio, consegui apoio para o pé, um pouco precário, mas o suficiente para projetar meu corpo para cima, onde costurei o próximo grampo. Mais duas passadas e venci o lance. Não continuei até a parada dupla, desci de baldinho e voltei até o platô, onde a Stephanie veio e fizemos ali nossa parada final. Aproveitei para lanchar e tomar uma água. Ainda ficamos um tempo lá em cima. Já era hora de voltar.

Nos preparamos e começamos a série de rapéis. Tivemos bastante cuidado na hora do rapel, pois tinha muitas bromélias e cactos em volta. Já na base, não tinha tanto mosquito quanto na nossa chegada. Mas o pouco que tinha, incomodava. Nos arrumamos rápidos e seguimos o caminho de volta.

Até a próxima.

Via Estela Vulcanis

Via Estela Vulcanis

Via Estela Vulcanis


Via Estela Vulcanis

Via Estela Vulcanis

Via Estela Vulcanis

Via Estela Vulcanis

sábado, 24 de maio de 2014

Escalada na via Paredão Alan Marra

Por Leandro do Carmo

Escalada na via Paredão Alan Marra

Local: Costão de Itacoatiara (Morro do Tucum) - Face Leste
Data: 19/04/2014
Participantes: Leandro do Carmo e Michael Patrick

Via Alan Marra
Paredão Alan Marra - 3° IVsup E2 D2 - Croqui

Dicas: Necessário 6 costura e algumas peças móveis para proteger alguns lances, principalmente o inicial (dispensável, mas torna o lance muito exposto).

Vídeo




Relato da Via Alan Marra


Essa foi uma via que sempre quis fazer, mas sempre que marcava, acontecia alguma coisa. Ou era chuva, ou alguém desmarcava e até encontrar duas cordadas esperando para subir eu já havia encontrado!!! E olha que as vias de Niterói não são como o Babilônia!!!!

Mas dessa vez tinha tudo para ser diferente e foi!

Marquei com o Michael as 7:30 na subsede do parque em Itacoatiara. Seguimos em direção a base da via que fica no Bananal. A via é bem longa, mas não muito difícil. Tem uma bela linha que segue da linha dágua  até o meio da trilha do costão.

Nos arrumamos e comecei a subir. O começo foi bem tranqüilo, segui até um diedro, onde daria para proteger com móvel, mas como não tenho, segui assim mesmo, deixando o lance um pouco exposto. Ainda não dava para costurar, o grampo ainda estava um pouco alto. Passei o diedro, segui uma diagonal para direita.

Costurado o primeiro grampo, ficou mais tranquilo. A via também perdeu inclinação e segui tranqüilo até a primeira parada. Ali, parei e mandei o Michael subir. Ele veio tranqüilo e bem rápido. O dia estava ótimo, algumas nuvens encobriam o sol, o que tornava a escalada bem agradável.

A segunda enfiada foi muito mais tranquila, por vezes dava para quase caminhar. Rapidamente subi e cheguei num ponto onde achei que daria para chegar no próximo grampo, mas faltou pouco. Tive que desescalar alguns metros. Montada a parada, foi a vez do Michael subir novamente. A via tem algumas lacas bem ocas. Tem que prestar atenção, mas é só seguir com cuidado.

Na segunda parada, aproveitamos para tomar uma água e tirar algumas fotos. Dali a vista estava ótima e dava para ver uma cordada na Agullha Guarischi. Nesse ponto o sol veio com força. Parecia que tinha acordado de vez!!!! Não tinha mais o que fazer, era tocar para cima!

Via Alan Marra
Segui escalando até a terceira parada com um belo visual. O Michael chegou e avisei para ele que seguiria direto após o crux. Subi, vi o grampo e costurei. Avisei ao Michael para se ligar e segui um pouco para a esquerda, pois tinha visto algumas boas agarras. Numa passada, levantando bem a perna, venci o lance mais delicado e toquei para cima. Acima do diedro, um linha bem bonita. Uma canaleta bem limpa. Vi um grampo bem lá no alto e não daria para chegar nele. Como não vi nenhum grampo antes, pedi para o Michael subir mais um grampo.

Fui dando segurança de corpo até que ele chegou a um grampo mais acima. Ele montou novamente a parada e tive corda para chegar até o grampo de cima. Comecei a escalar novamente e bem ao meu lado, vi o grampo. Ele estava logo ali e não tinha visto. Tivemos um trabalho a toa, mas fazer o que. . .

Montei a parada ali mesmo e mandei o Michael subir. Na parada, avisei a ele que seguiria direto até o cume e daria segurança de corpo. Segui escalando até o último grampo e toquei para cima. Segui até a trilha do Costão e dei segurança de corpo para o Michael, que chegou logo depois.

Missão cumprida! Depois de muito tentar, conseguir escalar a Alan Marra!!!

Até a próxima!

Via Alan Marra
Michael bem abaixo

Via Alan Marra
Olhando a variante Diedro Sujo

Via Alan Marra
Eu e o Michael no cume

Via Alan Marra
Visual do Mourão

Via Alan Marra

Via Alan Marra
Michael na foto

Via Alan Marra
Olhando o crux