Mostrando postagens com marcador Parque Estadual dos Três Picos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parque Estadual dos Três Picos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Por Leandro do Carmo

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Dia: 07/07/2019
Local: Parque Estadual dos Três Picos
Participantes: Leandro do Carmo, Marcelo Lopes, Renato Teixeira, João do Carmo, Maria Fernanda May e Rafael Damiati



Dicas da Trilha do Seio da Mulher de Pedra

A trilha pode estar bem fechada no início, ela fica tomada por uma espécie de samambaia. Possui alguns pontos de água no início. Levar uma corda de uns 10 metros para auxiliar a subida. Existem três trechos mais técnicos.

Vídeo da Trilha do Seio da Mulher de Pedra



Como Chegar ao Início da Trilha do Seio da Mulher de Pedra


Caminho do Mirante Soberbo até o Início da trilha: https://goo.gl/maps/RMHNMH8Rs22DHuZH8

Relato da Trilha do Seio da Mulher de Pedra



Era para estarmos na Travessia Petrópolis x Teresópolis, mas o dia de sábado amanheceu ruim e a previsão não era das melhores. Para não ficar sem fazer nada, optamos por fazer o Seio da Mulher de Pedra. O local conhecido como Mulher de Pedra fica na região de Vargem Grande, dentro dos limites do Parque Estadual dos Três Picos, município de Teresópolis.

Saímos de Niterói pontualmente as 5:20, hora marcada na noite anterior. A madrugada estava fria, mas sem sinais da chuva do dia anterior. Seguimos na estrada e na altura de Margé, já dava para ver como o dia estava limpo... Nem parecia aquele sábado fechado! Chegamos ao ponto de encontro, Padaria Mini Max (https://goo.gl/maps/TJbW5wXTyAg12BZm6), às 7 horas, tomamos um café da manhã reforçado e ali, aguardamos o resto do pessoal chegar.

Com todos juntos, seguimos viagem. Saímos da estrada e entramos na região chamada Vargem Grande. Andamos por mais alguns quilômetros até chegarmos ao local de início da trilha. Estacionamos os carros de modo a não atrapalhar a passagem e começarmos a caminhar. Entramos por uma cerca de arame e passamos por um casebre. Num largo, seguimos para a direita até chegar bem próximo a uma cerca e de lá seguimos subindo. O caminho estava batido, haviam feito recentemente. Esse início é tomado por uma espécie de samambaia. Continuamos a subia zig zag até entrarmos de vez na mata. Passamos por alguns pontos de água até pegarmos uma subida forte.

Depois de vencido esse trecho, chegamos a um largo. Nesse ponto, pegamos à esquerda e seguimos por um bambuzal.  Mais um pouco de subida e estávamos de frente a um enorme paredão. Dali, seguimos para direita com alguns trepa pedras até chegarmos ao primeiro ponto mais técnico. Uma subida numa fenda bem suja. Estava molhado. A atenção precisava ser redobrada. Mais acima, uma corda de nylon azul bem nova dava uma ajuda em mais um trecho técnico.  A subida a partir daí fica bem íngreme e perigosa. Um pouco acima, mais um trecho exposto. Dá pra usar um grande tronco para auxílio na subida. Vencido o lance, toquei pra cima até um local mais confortável e com sol. Ali fui avisado que o Renato havia sentido a perna e decido abortar a subida.

Olhando o vale lá embaixo, dava pra o quanto havíamos subido. Mas o quanto faltava, não conseguíamos ver. O tempo estava bem fechado e as nuvens baixas encobriam o cume. Mais no alto, depois de todos reunidos, paramos para um lanche e um descanso antes do ataque ao cume. Depois de tomar uma água e comer algo, continuamos nossa subida. Depois de passarmos por um trecho com bastante bambuzinhos, começamos a caminhar numa área com vegetação rasteira, típica dos cumes da região. A subida era forte e pegamos algumas lajes pelo caminho.

Depois de alguns minutos, chegamos ao cume. Uma área bem aberta. Uma vista de 360°. Preparei um café e fizemos um bom lanche. O tempo continuava fechado e ventava bastante. Procurei um local mais abrigado do vento. Fiquei ainda na esperança de que abrisse um pouco. O tempo foi passando e nada. Na hora que começamos a descer, as nuvens dissiparam um pouco, o suficiente para vermos os Dois Bicos e o Vale dos Frades. Mas poucos minutos depois, já fechou novamente. Seguimos descendo por entre as lajes e caminhos até estarmos no ponto onde fizemos o lanche antes do ataque ao cume.

Ali resolvi descer mais rápido para ver se encontrava o Renato que havia sentido a perna e ficara no caminho. Com tudo combinado, segui descendo mais rápido, sendo acompanhado pelo Marcelo. Passamos pelos trechos mais delicados e não encontramos o Renato no local onde havia resolvido parar. Provavelmente já havia começado a descida.  Seguimos descendo num ritmo bem forte. O Marcelo viu uma mensagem de que o Renato havia chegado no carro. Bom, agora era só descer.

Descemos bem rápido, como diz o ditado “pra baixo todo santo ajuda”... Já no carro, encontramos o Renato descansando. O tempo fechou com força e comecei a sentir alguns pingos de chuva. Olhei em direção ao cume e via que ficou completamente tomado pelas nuvens. Só que agora, eram nuvens de chuva. Depois que todos chegaram, nos apressamos e iniciamos o caminho de volta. Ainda paramos no Paraíso da Serra para um bolinho de aipim e caldo de cana, antes de descer a serra... Missão cumprida!!!!!

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra


Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra

Trilha do Seio da Mulher de Pedra


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Via Safenado - Pedra das Sebastianas

Por Leandro do Carmo

Local: Teresópolis
Dia:15/06/2019
Participantes: Leandro do Carmo, Marcelo Correa, Mazinho e Guilherme Gregory

Como chegar à Pedra das Sebastianas

Ponto de início da trilha: https://goo.gl/maps/wBsnPb7fWDQTzz6v5

Vídeo da Via Safenado - Pedra das Sebastianas

Dicas da Via Safenado

A via é um misto de aderências e micro agarras. Uma via bem exposta em algumas enfiadas. Segue numa aderência até a segunda parada, na base de uma diedro cego em arco para a direita. Depois sobe num lance bem bonito, onde se protege com móvel. Nesse ponto, deve-se usar fitas longas e é indicado descer de baldinho e retirar as costuras para diminuir o arrasto, seguindo por um trecho em aderência e bem protegido, se comparado ao restante da via. A quarta enfiada é em aderência e micro agarras, com o último trecho bem exposto. Daí, segue para o A0, recentemente livrado pelo escalador Fabio Salomão e sugerido VIIIa. Na penúltima enfiada, o lance mais bonito da via, um trecho bem vertical, protegido em móvel. Dali até o final, segue sem grandes problemas.

Relato da Via Safenado - Pedra das Sebastianas


A região dos Dois Bicos ainda não conhecia. Quando vi o convite do Marcelo Correa, aceitei prontamente. Já havia visto fotos do local e com certeza seria uma bela escalada! Saímos cedo de Niterói. Ainda estava escuro e nossa programação era encontrar os amigos do CET às 7:30, em um posto na estrada Terê x Fri. Chegamos com pontualidade, eram 7:24.Tomamos um café reforçado no posto Mix e de lá seguimos em direção ao Vale dos Frades.

Chegamos rápido e estacionamos os carros próximos à entrada da Fazenda Quinta do Pinhal. De lá, começamos nossa caminhada até a base da via. Já podíamos ver os Dois Bicos bem à frente e Pedra das Sebastianas, nosso objetivo, a sua direita. Caminhamos por uma estradinha de terra que corta o pasto. Parecia rápido, mas é uma pernada boa... Em um trecho da estradinha, saímos à direita e começamos a subir o pasto em direção a base da via. Num determinado ponto, nos dividimos. Um grupo foi para a via Castelo de Cartas e o outro, para a via Safenado.

O dia estava bem aberto. Uma bela manhã. Na base da via, estávamos eu, Guilherme Gregory, Marcelo Correa e o Mazinho, um dos conquistadores da via. Nos arrumamos e o Guilherme saiu para a primeira cordada. Enquanto ele subia, aproveitei para filmar com o drone. O Marcelo seguiu nessa primeira enfiada e fui logo em seguida. Essa primeira enfiada foi de aderência e micro agarras. Foram duas proteções até a parada. Um aquecimento para as próximas...

A segunda enfiada foi mais curta. Paramos antes de um diedro meio cego. De baixo, parecia perfeito, mas a mão não entra muito. Ainda bem que são lances mais tranquilos. O Mazinho seguiu no lance e protegeu pouco, pulando algumas proteções.  O Marcelo guiou mais uma. Segui para a direita até chegar numa parte vertical, num lance bem bacana. Com uma peça protegendo o lance, passei sem dificuldades, até entrar numa aderência bem forte, porém, bem mais protegida que nos lances anteriores.

Já na terceira parada, foi hora de guiar a próxima... Minha mão esquerda ainda não estava muito boa, mas arrisquei assim mesmo. Comecei a subida levemente para a direita e depois voltei para a linha da via. São apenas dois grampos nessa enfiada de 60 metros. Na subida, ouvi o Marcelo dizer para não ir em direção ao buraco, pois depois deveria seguir para a direita, mas não era eu que estava indo... Era a via que estava me jogando!!!  Não deu outra, parei no buraco e tive que atravessar para a direita. Só que o grampo de cima estava bem acima, o de baixo, bem abaixo... Foquei na subida e fui de pé em pé até chegar à parada. O Marcelo chegou logo depois.

Na quinta enfiada, tínhamos o A0, onde o Mazinho deixou as costuras já posicionadas, o que nos ajudou a subir rapidamente. Mais uma guiada do Marcelo. Subi em seguida limpando a via. Fizemos nossa quinta parada. Ali observamos o crux da via. Uma passagem bem ao lado de um teto, num lance bem vertical, protegido por duas peças bem no alto. A vista para o vale e as montanhas ao redor, como o Cabritos, Branca de Neve, Dois Bicos, Pico Maior, Pico Médio, Capacete, entre outros, era uma coisa fantástica.

O Marcelo seguiu no lance e fui logo em seguida, passando pelo crux. Na nossa sexta parada, ficamos conversando um pouco e o Mazinho nos contou sobre como batizaram a via. Ele nos disse que conquistou a via alguns meses após uma cirurgia no coração. O nome da via acabou ficando “Safenado”. Ainda comentei: “Depois dessa via, não precisou nem voltar no médico para revisão. A cirurgia foi um sucesso!”

Após algum tempo conversando, nos preparamos para o rapel e descemos até a base, onde caminhamos até o carro... Uma excelente via, num local fantástico!

Vídeo de Drone

















segunda-feira, 8 de julho de 2019

Trilha de Dois Bicos - Parque Estadual dos Três Picos

Por Leonardo Carmo

Trilha de Dois Bicos - Parque Estadual dos Três Picos

Local: Teresólis
Dia: 07/07/2019
Participantes: Leonardo Carmo e Carina Melazzi



 
Vídeo da trilha


Vídeo Drone


A previsão era de um final de semana chuvoso, mas observando os sinais da natureza, eu estava na esperança de que pelo menos daria pra fazer alguma coisa no domingo. Eu achava que o tempo ficaria bem aberto, mas não foi exatamente isso que aconteceu. O tempo ficou meio fechado, mas conseguimos curtir o dia. O frio estava gostoso, ótimo dia de inverno.
A trilha escolhida foi a Dois Bicos (PETP). Eu já estava de olho nesse cume, mas como o mundo da montanha é infinito, a gente optava por fazer outras trilhas intercalando com escalada. 

Bom, depois de dar aquela conferida no tempo, ainda deitado na cama, vi um pedaço do céu e ele estava azul. Aí foi levantar e começar arrumar as coisas e partir rumo aos Dois Bicos.

O caminho até lá é o mesmo pro Vale dos Frades. Deixamos o carro em frente à uma delegacia antiga, já desativada. Não consegui encontrar a data da construção, mas ela é bem antiga. Desse ponto até o cume, são aproximadamente 3,5 km. O caminho é bem tranquilo, pelo menos agora que a gente já sabe. Pegamos um wikiloc que indicava um caminho pelo pasto. Depois, descobrimos que dava pra passar pela estradinha e depois por um caminho de boi até a última porteira. Desse jeito, pegaríamos só um trecho curto e íngreme de pasto até a entrada real da trilha. Como a gente sempre escolhe o caminho mais encrencado, varamos pasto subindo e descendo feito um casal de bovinos 😃 até chegar ao início real da trilha.

Andar em pasto alto é legal, pois você não consegue ver o rastro e a navegação se torna intuitiva.

Passando por todo o pasto ou pegando ele somente a partir da última porteira, o caminho é bem exposto ao sol. Só um pequeno trecho quando entra na trilha é que as árvores fazem uma sombra, mas logo depois a exposição ao sol continua.

A vista do cume é indescritível. Com tempo aberto, da pra ter uma visão de 360 graus e ver vários picos que compõem o parque. O cume chega a uma altitude de 1.514 m, de acordo com a marcação do GPS.

Dica: procure estacionar em frente a tal delegacia desativada, pois mais pra frente quase não tem área livre e muitos carros podem atrapalhar a passagem de trator, boiada etc, tendo em vista que ali é uma fazenda.

Se for na época de calor, cuidado com os carrapatos e com a chuva. Pegar uma chuva no cume pode ser perigoso. Ali é um vale, várias calhas de água se formam, sem falar na possibilidade de raios.

Pra quem for fazer a trilha em época de calor, da pra finalizar com um banho de cachoeira na Cachoeira dos Frades.

Pra quem quiser escalar, algumas vias bem bacanas na região.






quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Por Leandro do Carmo

Data:10/12/2017

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Dicas para Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

A trilha pode ser divindade em duas partes. Na primeira você caminha no leito de um trecho da antiga rodovia RJ116 e no outro, no leito da antiga Estrada de Ferro que ia até Cantagalo. No primeiro trecho, caminhamos literalmente sobre o asfalto, sendo possível ver olho de gato e até as faixas amarelas em alguns pontos. No segundo, passamos por pontes antigas e até trechos contam ainda com trilhos. Por todo o percurso, passamos por pontos de água e locais para banho.

Na logística, se tiverem em dois carros, vale a pena deixar um na rua que leva à Sede do Parque Estadual dos Três Picos, um pouco acima de onde terminará a caminhada. Se tiverem com apenas um carro, pode-se deixar o carro no mesmo local e pegar um ônibus ou van, até o posto da Polícia.

Vídeo

Como Chegar

O início fica na rua ao lado do Posto da Polícia na RJ 116, nos limites do município entre Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo.

Relato da Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Ponte que cruzamos durante a travessia
Nos dias de calor, nada melhor do que caminhar em meio a mata e com diversos pontos para banho. Mas será que existiria um lugar assim? A resposta é sim e é em Cachoeiras de Macacu. Caminhar pelas trilhas da região é garantia de poder se refrescar em dias quentes... O destino dessa vez foi a Travessia Theodoro x Boca do Mato. Uma bela e peculiar caminhada, pois caminhamos por cima de um trecho da antiga estrada que ligava Cachoeiras de Macacu à Friburgo e depois pelo leito da antiga Estrada de Ferro Cantagalo.

Saímos bem cedo de Niterói e seguimos viagem até Cachoeiras de Macacu. O dia não estava dos melhores e parecia que não teríamos sol. Chegamos à entrada da sede do Parque Estadual dos Três Picos em Cachoeiras de Macacu, deixamos um carro lá e seguimos para o início da trilha, 15km serra acima.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Início da travessia
No início do caminho, logo após o posto policial, que fica no limite entre os municípios entre Cachoeiras de Macacu e Nova Friburgo, estacionamos os carros e nos preparamos para nossa caminhada. Como nem todos se conheciam, nos apresentamos antes de iniciar a caminhada. Dali, seguimos andando. Fomos andando pela estradinha até que tem uma saída discreta à esquerda, com uma barreira impedindo o acesso de carros. Passamos pelo canto e entramos definitivamente na trilha, ou melhor, no asfalto, ou seria trilha mesmo? Mas como assim asfalto? Pois é, essa parte da trilha segue pelo trecho desativado da antiga rodovia e literalmente caminhamos no asfalto. A vegetação tomou conta e ficou apenas um caminho limpo no centro da estrada.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Caminho asfaltado
E fomos andando. Por hora, víamos as faixas amarelas pintadas na estrada e até olho de gato. Coisas bem inusitadas para uma trilha. Passamos por diversos pontos de água e por muitos deslizamentos, talvez um dos motivos pela desativação desse trecho. Mais a frente, uma bela cachoeira. Continuamos a descida, esse é um detalhe que não havia comentado, mas a trilha é uma suave e constante descida, o que a torna um passeio perfeito. Passamos por uma grande ponte, de onde podíamos ouvir e ver o rio bem ao fundo.

Passamos por diversos pontos de água. Em dias quentes, uma boa pedida para um banho. Como o piso é bem regular, rapidamente chegamos novamente ao asfalto. Nesse ponto, a trilha volta para o leito da rodovia. Paramos para fazer um lanche e seguimos descendo por cerca de 1km pelo acostamento até entrarmos novamente na trilha. A entrada é meio discreta.

Começamos a descida por um caminho bem definido até chegarmos a uma construção, tipo uma torre, que servia para abastecer de água as locomotivas à vapor. Uma pausa para as fotos. Percebi em meio a vegetação algumas vestígios de construções, talvez do tempo da Estrada de Ferro. A partir desse ponto, começávamos a caminhar no leito da rodovia. Em um trecho, é possível ainda ver um pedaço do trilho. Novamente passávamos por grandes pontes, o que proporcionava uma aventura a mais... Uma dessas pontes, impressionava pelo tamanho. O Rio corria pequeno ao fundo. Continuamos a descida até chegarmos à uma área bem aberta da antiga Estrada de Ferro. O local está bem cuidado. Ali paramos para um descanso e um lanche reforçado. Eu saquei meu fogareiro, preparando um rápido almoço e o tradicional café.

Ainda ficamos por mais algum tempo, até começarmos a caminhada de volta, onde pegamos uma estrada de chão, passando por diversas propriedades até estar de volta à rodovia. Dali, caminhamos até a entrada o Parque Estadual dos Três Picos, onde um grupo subiu para pegar o outro carro. Aprovei para conhecer a Trilha do Jequitibá, próximo a sede o Parque. Um refrescante banho fechou o dia! Ainda paramos na estrada para comermos algo. E de lá, seguimos viagem de volta. Missão cumprida.

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Posto policial

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Rio durante a caminhada
Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Início da trilha

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Trecho que caminhamos na rodovia

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato
Durante travessia, já no trecho da Estrada de Ferro

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato

Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do Mato



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

De volta à Três Picos

Por Leandro do Carmo

Sabe quando uma criança ganha um brinquedo novo e quer logo brincar com ele? Pois é... Foi assim que eu estava me sentido. Havia comprado um carro novo e queria mesmo era colocar o carro pra andar. Apesar de não ser uma viagem longa, aproveitei que a galera do Clube Niteroiense de Montanhismo estaria por lá e que seria um feriado prolongado, fui passar o final de semana nesse paraíso.

Para quem não conhece, o Parque Estadual dos Três Picos é o maior parque estadual do Rio de Janeiro, com 46.350 hectares. Situado nos municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Guapimirim, Silva Jardim e Cachoeiras de Macacu, o parque visa preservar o cinturão central de Mata Atlântica do Estado. Em suas densas matas foram encontrados os mais elevados índices de biodiversidade em todo o Estado, sendo considerada uma região da mais elevada prioridade, em termos de conservação, pelos especialistas. A criação do Parque com suas montanhas de expressão, Caledônia, Pedra do Faraó, Torres de Bonsucesso, Mulher de Pedra e os próprios Três Picos, entre muitas outras, é de grande importância, não só para a região e de seus moradores, como para todos os que o visitam.

Fui com meu tio Renato. Saímos bem cedo de casa pois queríamos chegar rápido para aproveitar mais. A viagem foi bem tranquila e rápida. Fomos por Teresópolis. Passei no Abrigo Três Picos para ver se o Zezinho estava em casa, mas não encontrei ninguém. Segui subindo. Minha ideia era deixar o carro lá no Mascarim. Após a porteira que dá acesso ao Mascarim, parei para acionar o 4x4  e segui subindo. A estrada até que não estava muito ruim e subi bem rápido. Dali seguimos andando até o Vale dos Deuses. Dessa vez não economizei no peso. Levei tudo que eu queria, o peso da minha mochila deveria estar na casa dos  20kg. Ainda bem que a caminhada é curta, cerca de 40 min.

No Vale dos Deuses, armamos as barracas e fui dar uma volta. O dia estava ótimo e ficaria assim durante todo o final de semana. Esse final de semana tirei para não fazer absolutamente nada. Não programei nenhuma trilha ou escalada. Fui para ficar literalmente à toa... Eu e meu tio montamos uma pequena mesa com galhos, o que nos ajudaria bastante nesses dias.  O dia foi passando e algumas pessoas iam chegando. Pensei que a área de camping fosse ficar cheia, mas acabou que não. A noite chegou e com isso o frio também. Ficamos batendo um papo até entrei na barraca para dormir.

O dia amanheceu firme, porém frio. Fiquei esperando o sol aparecer e acabou que demorou um pouco devido a uma nuvem. Mas quando ele saiu, deu aquela esquentada.  Não tem nada melhor do que pegar um sol depois de uma noite de frio. Enquanto o dia passava, mais gente ia chegando. Assim que o Marcelo chegou, ajudei-o a pegar mais algumas coisas no carro. Deu um reforço generoso na comida, valendo a pena a viagem. Depois do almoço, uns foram ao Cabeça do Dragão, outros ficaram por ali mesmo. Eu fui à Caixinha de Fósforo. Uma impressionante formação rochosa. Uma grande rocha equilibrada em uma pequena base. De vez em quando parece que vai cair... Bati algumas fotos e voltei para o camping, passando antes em um trecho onde o córrego que nasce perto da área de camping, forma um pequeno poço, que até para um banho nos dias mais quentes.

Voltei e preparei meu almoço. Ficamos batendo um papo até o final da tarde. Aproveitei para ir à base
da Rodolpho Chermont, uma das vias mais curtas e acessíveis para se chegar ao topo do Capacete. Na volta, desci rápido para dar uma aquecida e enfrentar o banho gelado. Deu certo! Cheguei suado e com calor. Peguei a toalha e fui direto para o banho. Mas o calor durou pouco. Foi só abrir a água do chuveiro... A água parecia que iria furar o couro cabeludo. Agilizei o banho...

Durante o jantar, combinamos de ver o sol nascer do cume do Cabeça do Dragão. Tínhamos que acordar cedo. Ficamos ainda batendo um papo numa noite bem agradável. A hora foi passando e fui para a barraca dormir. Na madrugada o relógio despertou. Até pensei em desistir, mas saí do saco de dormir. Peguei a pequena mochila que havia deixado arrumada na véspera. Tinham algumas pessoas em volta. Chamei alguns e fui subindo com que já estava acordado. Como a trilha é curta e não tem muita dificuldade, não teria problema em irmos separados. Subi rápido e chegamos no cume ainda noite. Tivemos que esperar um pouco. Aproveitei para fazer um café. Ventava um pouco e procurei um local mais abrigado. O frio estava incomodando um pouco, mas assim que me abriguei do vento, fiquei mais confortável.

Aos poucos, o negro da noite, foi dando espaço a um avermelhado no horizonte. As luzes da cidade contrastavam com o branco das nuvens, formando uma obra de arte. No horizonte, a cor azulada foi predominando e uma linha avermelhada foi se formando. O espetáculo não dura muito. Assim que o sol nasceu a paisagem mudou de forma. O relevo foi aparecendo como uma revelação fotográfica. Olhando para os Três Picos, percebi o quanto ele fica iluminado pelo sol. Não faltaram fotos para registrar o momento.

Com o dia completamente claro, foi hora de descer. A caminhada foi rápida e logo estávamos de volta. Ao chegar no acampamento uma coisa engraçada. O Marcelo esqueceu a barraca aberta e dois cachorros que estavam rodando o local entraram e fizeram a festa na comida. Deram um bom desfalque, principalmente nas coisas que estavam abertas. Nada que prejudicasse as refeições.

Ficamos ainda por ali batendo um papo. Uma parte do grupo foi ao Pico Médio e Menor. E, optei por ficar ali sem fazer nada, esperando o tempo passar. Não tínhamos hora para ir embora, mas fomos arrumando as coisas e depois de tudo pronto, seguimos até o carro e de lá pegamos o caminho de volta. Um belo final de semana! Até a próxima

Vista do vale

Vale dos Deuses

Cume do Cabeça de Dragão

Na base da Caixinha de Fósforo

Vale dos Frades ao fundo

Nascer do sol no Cabeça de Dragão

Descida do Cabeça de Dragão

Capacete, Pico Maior e Médio

Caminho até o Vale dos Deuses