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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Escalada na Via CNM 15 - Vale da Serrinha

Por Leandro do Carmo

Data: 27/09/2020

Local: Vale da Serrinha – PESET 

Participantes: Leandro do Carmo, Marcos Lima e Sandro Monteiro



Desde que havia conquistado a via CNM 15 junto com o Marcelo e o Luis, não 
havia escalado-a toda. A via foi uma homenagem aos 15 anos do Clube Niteroiense de Montanhismo. A escalada havia sido liberada no PESET e fiz o convite no grupo do CNM para saber se alguém gostaria de participar. O Sandro e o Marcos toparam. 

Marcamos cedo no Posto que fica na subida da Serrinha para Itaipuaçú, com o calor que vinha fazendo, ninguém queria fritar na pedra... Seguimos direto para a base da Via e lá nos organizamos para ver quem guiaria. 3 pessoas, via curta, não tinha muita opção. Comecei guiando a primeira enfiada. Subi rápido até a primeira chapeleta e dali fui subindo até passar para a direita na primeira barriga. Fui seguindo numa diagonal para a direita e cheguei à primeira dupla, onde montei a parada com aproximadamente 30 metros. O Marcos e o Sandro vieram logo em seguida. Nesse ponto a vista fica fantástica. Já podemos ver um ângulo bem diferente. 


A segunda enfiada ficou por conta do Velhinho. Ele saiu, entrou na canaleta e passou do crux bem rápido. Dali para cima, seguiu bem rápido até a segunda parada. Eu fui logo em seguida, com corda de cima fica bem mais tranquilo e logo estava no crux. Passei rápido, entrando na diagonal para a esquerda até subir e chegar à parada onde o Velhinho estava. O Sandro também feio logo em seguida. 


A terceira enfiada ficou por conta do Sandro que subiu tranquilo. Essa foi mais longa, cerca de 60 metros. O Velhinho subiu logo em seguida. Eu fui fechando. Esse trecho perde inclinação e a escalada vira um passeio. Na terceira parada a vista se supera. Neste ponto, dá até para ver um pedaço da praia de Itacoatiara. O Morro das Andorinhas aparece de um ângulo bem diferente. 


A quarta enfiada eu guiei, mas foi só para chegar ao final da via, pois são lances bem fáceis, dá para ir praticamente caminhando. Foi conquistado somente para terminar e sair pela trilha do Alto Mourão, evitando assim os rapéis. Mas como a trilha ainda encontra-se fechada por conta da pandemia, teríamos que rapelar de qualquer forma. Fui lá apenas conferir.


Emendamos as duas cordas e fomos rapelando de 60 em 60 metros. O segundo rapel foi engraçado, o Velhinho desceu primeiro e quando a corda esticou toda, ficou procurando a parada dupla. Lá de cima eu via ainda a marca do pó que ficou ao fazermos os furos para colocar as chapeletas. Eu gritava: “Olha pra baixo”. E o Velhinho olhava pra baixo e dizia: “Não  vendo nada”. Até que eu gritei: “Olha para o seu pé”. Foi aí que ele viu as chapeletas quase furando a sapatilha dele!


Continuamos os rapeis e na hora que o sol apertou de vez, já estávamos na base da via, nos arrumando para ir embora. Um alívio. Descemos e fomos para o último grampo no Goela Seca. Eram 11:50, pedimos uma cerveja, mas o cara mau humorado disse que só abriria as 12h... Falamos que ficaríamos na calçada mesmo. Nem nos respondeu... Seguimos até o Posto Ypiranga, onde pudemos comemorar o último grampo!


Pra quem não sabe, o último grampo é a parada estratégica que geralmente fazemos após a escalada para nos hidratarmos! Até a próxima pessoal! 








sábado, 10 de abril de 2021

Escalada na via Paredão Itacoatiara

Por Leandro do Carmo

Escalada na Via Paredão Itacoatira

Paredão Itacoatiara


Dia: 10/04/2021
Local: Costão, Itacoatiara – Niterói - RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Flávia Figueiredo, Marcos Lima

Vídeo da Escalada na via Paredão Itacoatiara

Relato da Escalada na via Paredão Itacoatiara

Era o meu 42º aniversário. O tempo passa. Na verdade, voa! E o pior de tudo, ele só anda pra frente. Mas graças a Deus, tenho a oportunidade de poder fazer o que gosto. E não hesitei em marcar uma escalada nesse dia especial. Para esse dia, escolhi via Paredão Itacoatiara, que na minha opinião, é a linha mais bonita do Costão. Chegamos cedo. Estacionei o carro perto da portaria do parque e de lá, segui para a praia, onde aguardei a chegada de todos.

O dia estava bonito. O sol ainda não havia vencido o Costão, geralmente ele chega por volta das 10h30min. Iniciamos a caminhada. Fomos subindo e logo estávamos na base da via nos preparando para subir. Fiz cordada com a Flávia. Subi guiando e costurei o primeiro grampo, seguindo em direção a laca. Nas duas vezes passadas, optei por fazer pela direita da laca, passando por baixo dela. Dessa vez, fiz pela esquerda, subindo pela sua aresta. Acho bem mais tranquilo subir por ali, principalmente pelo arrasto da corda, quando costuramos o grampo que fica à direita dela.

Já na parada, a Flávia veio rápido e ali fiquei olhando a próxima cordada se aproximar. Depois de alguns minutos, segui para a segunda enfiada. Subi um pouco e depois foi hora de pegar a diagonal para esquerda e para baixo. Um trecho bem bonito. Parei na próxima dupla. A Flávia veio em seguida e aproveitei para fazer um vídeo. Dali, comecei a subir para a terceira enfiada. Foi bem tranquilo e logo cheguei à quarta parada.

Em seguida, cruzamos a via “Uma Mão Lava a Outra” e entramos novamente numa diagonal, só que agora para a direita. Parei um pouco antes do cume, numa parada dupla e depois seguimos até o alto do Costão. Já tinha bastante gente por lá. Descemos a trilha e ainda paramos para um Açaí e um Italiano. Comecei bem as comemorações!

Paredão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara

Paredão Itacoatiara


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Escalada Noturna na Via Bruno Silva

Por Leandro do Carmo

Escalada Noturna na Via Bruno Silva



Dia: 03/02/2021
Local: Itacoatiara – Parque Estadual da Serra da Tiririca
Participantes: Leandro do Carmo, Flávia Figueiredo, Marcos Lima e Leandro Pestana

Relato

Saímos para mais uma noturna. Agora com o dente já consertado! Hoje, fomos para a via Bruno Silva. A Bruno Silva foi a primeira via que conquistei, junto com o Ary ali na Serrinha (Clique aqui para saber mais). A Flávia me encontrou perto de casa e de lá seguimos para Itacoatiara. Encontramos o Velhinho e o Leandro no posto da subida. Estacionamos os carros no mirante e fomos para a base da via. Chegamos bem rápido, apesar de já estar bastante escuro e não haver trilha marcada. A sorte é que a vegetação é bem espaçada no local.

Já na base, nos arrumamos e saí para a primeira enfiada, a mais difícil da via. Cheguei ao primeiro grampo e fui contornando até a parte mais baixa da esquerda, para subir e voltar para a direção do grampo. Um jeito de fazer o lance em livre. Ainda não consegui livrar. Fui ganhando altura até que costurei o segundo grampo. Dali, fui subindo até que cheguei à parada. Quando coloquei a lanterna para o alto, vi duas bolas refletindo um vermelho forte. Num primeiro momento achei que fosse um pássaro que por vezes encontramos durante a noite.

A Flávia veio subindo. Toda hora que eu olhava para cima, via o reflexo dos olhos. Como ele não vou, vi logo que não era o pássaro. Ele ficou ali me olhando e se moveu indo em direção a uma vegetação mais para a direita. Nesse momento, percebi que era um cachorro do mato. Ele ficou um tempo me vigiando. A Flávia chegou à parada e o Leandro Pestana veio logo em seguida. Comecei a subir e passei por um trecho bem positivo da parede, o ponto onde vi o cachorro do mato. Ele sumia e aparecia a todo momento, como se estivesse me acompanhando. Já próximo à segunda parada, ele chegou bem perto. Comecei a fazer barulho e jogar algumas pedras no mato para tentar assustá-lo. Nesse momento ele se afastou e eu o perdi de vista.

Já na parada, me preparei continuar. Comecei a subir e lembrei do trecho acima que passava por entre uma linha de vegetação. Fui subindo e passei rápido por lá. Mais acima, vi o cachorro do mato pela última vez. Ele veio nos seguindo desde a parte de baixo. Aos poucos, todos foram chegando e já no Mirante do Carmo, colocamos o livro de cume. A vista estava bem bonita e de lá seguimos descendo pela trilha.

Alguns dias depois, o Velhinho havia feito uma via e não achou o livro de cume. Será que alguém seria capaz de roubar? Achei estranho e fazendo uma via uns dias depois, fui dar uma olhada em volta e acabei achando o pacote amarelo com marcas de arranhado. Com certeza o cachorro do mato sentiu o cheiro e foi lá. Ele estava um pouco mais abaixo do mirante, atrás de uma grande bromélia. Isso aconteceu ainda mais uma vez. Na última vez que ele sumiu, o achei novamente em outro local. Aí, eu catei mais algumas pedras e o deixei bem acondicionado. Resolvido o problema. O cachorro do mato nunca mais tirou o livro de cume de lugar.