Dia: 04/11/2023
Local: Charitas
Participantes: Leandro do Carmo
Relato
Um dia de aprendizado. Poucos gostam, mas superar as
adversidades num ambiente relativamente controlado é importante para não ser
pego de surpresa. O tempo ao longo da semana não estava muito bom e sabia que
iria piorar no sábado, com a entrada de uma frente fria ao longo da manhã.
Previsão de entrar um vento sudoeste. Acordei cedo, já com uma garoa fina e
segui para Charitas.
Não chovia em Charitas, mas o vento já estava forte. Coloquei
o caiaque na água e comecei a remar. Rumei em direção à Praia do Morcego, com o
vento batendo na lateral esquerda do caiaque com força. Não estava fácil remar,
principalmente nas rajadas. Já próximo de Jurujuba, o vento aumentou e só foi
diminuir quando entrei no quebramar da praia do Morcego. Ali, estava mais
abrigado do vento. Fiquei lá durante um tempo. O vento amainou e aproveitei
para seguir caminho de volta.
Mais a frente, o vento voltou a apertar e foi duro chegar ao
lado do catamarã. Uma boa remada em condições desfavoráveis.
Estava de volta ao rio Paraíba do Sul e mais uma vez
participando de um dos maiores eventos de canoagem do estado, quiçá do Brasil.
Ter a oportunidade de remar o trecho do evento é um privilégio e não poderia
desperdiçar a oportunidade.
Fui para Itaocara no ônibus da noite de quinta-feira, após o
trabalho, na companhia do Jefferson. Dormi
Na noite de sexta para sábado, ficaríamos hospedados na
Pousada 20V e fiquei aguardando meu pai, meu tio e meu filho chegarem de
viagem. Eles sairiam de Niterói, na parte da tarde. Já no final do dia,
aproveitamos para arrumar algumas coisas e separar o equipamento para o dia
seguinte. Assim que todos chegaram, pudemos descansar e nos preparar. Ainda
aguardava o Victor, que chegaria no ônibus da madrugada. Passei para ele os
detalhes e só fui saber que tinha dado tudo certo, na manhã de sábado.
O sábado amanheceu nublado, mas o tempo estava firme, melhor
do que o sol escaldante que havia aparecido nos dias anteriores. O rio Paraíba
estava claro, com nível baixo, sendo normal para a época. Melhores condições,
impossível. Como havia deixado tudo pronto na noite anterior, não tinha muita
coisa para arrumar. A dona do hotel informou o quarto onde o Victor estava
dormindo e o chamei, avisando que já iríamos tomar o café da manhã.
Pegamos o caminho até Porto Marinho ainda bem cedo, demos
uma passada rápida onde a festa iria acontecer e de lá, seguimos para o Porto
do Tuta, na Fazenda Paulo Gama, local do início da remada. Fomos um dos
primeiros a chegar. Aos poucos, as pessoas foram chegando e o gramado ficou
tomado de carros, caiaques e pessoas. Na hora da abertura, quando o Jefferson e
o Pedro Oliva foram falar, contei, por alto, 121 canoístas reunidos. Um
excelente número, o que mostra a qualidade do evento.
O tempo foi passando e foi hora de fazer o que mais
queríamos: ir para a água. Nos arrumamos e levei o caiaque para a margem do rio
e de lá comecei a dar as primeiras remadas. Estava bem à vontade e segui
remando junto com as dezenas de canoístas. O dia estava bem agradável, o que
deixava a remada bem fluída.
Rapidamente chegamos à corredeira do Urubu, o ponto alto do
evento. Subi pela margem da direita, com o intuito de filmar algumas descidas
com o drone. Aos poucos todos foram descendo e consegui capturar algumas
imagens bem bonitas. Depois que a maioria desceu, rendendo boas linhas e também
boas capotadas, foi hora de me preparar e enfrentar a corredeira. Arrumei as
coisas e já dentro do caiaque vi que faltavam poucas pessoas. Ainda esperamos
um pouco, pois tinha uma menina que estava esperando, mas para não atrasar a
descida e obedecer ao chamado de que estava esperando, começamos a descer.
O Victor foi à frente e desceu sem nenhum problema. Desci logo
em seguida. Nas primeiras remadas já me veio a lembrança do ano passado quando
virei e tive um grande trabalho de tirar a água do caiaque. Dessa vez tinha que
dá tudo certo. E deu! Desci seguindo a linha do fluxo de água mais forte. Venci
o primeiro degrau e mais abaixo uma enorme onda. Em poucos segundos estava já
ao final da corredeira comemorando a descida. Foi um alívio ter conseguido.
Segui descendo e por conta do nível do rio, deu para tentar surfar uma onda em
um refluxo.
Em pouco tempo chegamos ao Porto Marinho. Arrumamos os
barcos e almoçamos um bom churrasco, antes de curtir o show da banda Beija Flor
Noturno, que já acompanha o evento há anos. Aí foi seguir de volta à pousada e
descansar, já pensando no próximo ano...
Canoagem Oceânica – Remada Charitas x Urca x Charitas
Dia: 04/03/2023
Local: Niterói/Rio de Janeiro
Participantes: Leandro do Carmo
Relato
Até pensei em escalar, mas o calor que vem fazendo nesses
últimos dias tem me desanimado bastante. Cheguei a trocar algumas mensagens com
o Marcelo Correa sobre a possibilidade escalar, mas acabei desistindo. Como
alternativa, resolvi remar depois de lembrar que o Mauro havia organizado uma
arrecadação de latas de Sustagem Kids em prol da Casa de Apoio à Criança com
Câncer Santa Teresa. A união perfeita e um excelente motivo para remar
novamente até a Urca.
Comecei a remar por volta das 6 horas e 10 minutos da manhã.
O mar estava liso. Não havia nada de vento. Um excelente dia para a remada. Como
havia chovido pouco nos últimos dias, tinha menos lixo na água. Diferente das
últimas remadas que havia feito há umas semanas atrás. Cruzei com alguns barcos
de pesca e passei pela praia do Morcego. De lá rumei em direção ao meio da
Praia do Flamengo, evitando o trecho próximo ao Forte da Lage, que geralmente
fica mais agitado na parte interior.
Passando a altura do Forte da Lage, aquelas ondulações de
sempre, apesar do mar calmo. Na direção da lage, algumas batiam e fizeram uma
OC2 virar. Fiquei só observando de longe. Os dois subiram rapidamente e
continuaram a remada. Rumei direto em direção à Praia da Urca. Já chegando à
praia, vi alguns canoístas do Clube Carioca de Canoagem já na água. Alguns se
preparavam para remar. Optei por não os acompanhar, pois não sabiam o destino.
Acho que iria ficar pesado para mim se fossem para fora. Desembarquei na praia
com calma e fui lá entregar as duas latas de Sustagem Kids ao Mauro que já
estava lá, e já havia recebido algumas. Ficamos ali durante um tempo
conversando e programando algumas remandas.
A hora foi passando e resolvi me preparar para voltar.
Arrumei as coisas e coloquei o caiaque na água. Saí da enseada e avistei o
Forte da Lage, sempre como referência. Um pouco antes de chegar ao forte, vi
duas pessoas remando e dei uma diminuída no ritmo para eles se aproximarem. Foi
quando ouvi alguém me chamar. De longe não consegui ver quem era, mas quando se
aproximou, vi que era o Guilherme. Ele estava com a lata de Sustagem para
entregar lá no CCC. Passei algumas informações e voltamos a remar. Um pouco
após o forte, o mar estava bem mais liso do que quando cheguei. Avistei um
navio bem ao fundo. Eu geralmente espero passar, pois os navios se aproximam
bem rápido, mas ele estava bem longe, então resolvi remar. Cruzei alguns barcos
de pesca e cruzei o canal, já sentindo um pouco a maré vazante.
Quando estava um pouco distante do canal, o navio passou e
eu continuei a remada até chegar à Praia do Morcego, onde encontrei o pessoal
do CCC novamente. A praia estava cheia. Todos aproveitando o domingo de sol e
excelentes condições do mar. A praia do Morcego é ponto certo de parada da
maioria das canoas havaianas de Niterói. Dali, segui bem devagar até a praia de
Charitas, onde guardei as coisas e ainda encontrei os amigos do Prevela. Ainda
deu tempo de ajudar a montar um Dingue e um Laser e velejar no pouco vento que
tinha. Uma excelente remada e uma oportunidade de aprendizado.