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terça-feira, 9 de julho de 2024

Via Jorge de Castro – Agulhinha da Gávea

Por Leandro do Carmo

Via Jorge de Castro – Agulhinha da Gávea

Via Jorge de Castro


Dia: 13/04/2024
Local: São Conrado – Rio de Janeiro - RJ
Participantes: Leandro do Carmo e Camila Chaves

Vídeo da Via Jorge de Castro


Relato da Via Jorge de Castro

Já fazia um tempo que eu gostaria de conhecer alguma via na Agulhinha da Gávea. Aproveitando o Curso Básico de Escalada do Clube Niteroiense de Montanhismo, havia sugerido de fazer uma aula por lá. Com a ideia aceita, organizamos para que ela fosse a última escalada do curso.

Com o tempo quente, optamos por sair bem cedo de Niterói e assim terminar num horário confortável. Chegamos cedo em São Conrado e de lá subimos a Estrada das Canoas, estacionando próximo ao Mirante das Canoas. Com uma ótima área para estacionamento, esta era a melhor opção, visto que para subir em direção ao estacionamento da Pedra Bonita, era preciso esperar as 8h.

Com todos juntos, seguimos subindo para pegar a trilha. Não é muito óbvio, mas é fácil identificar a entrada. Após passar um trecho da estrada com um elevado, tendo uma mureta à esquerda, segue subindo, acompanhando um muro de pedra à direita. Numa curva para direita, a entrada fica na calçada da esquerda, de quem sobe.

Entramos na trilha e chegamos rápidos até a base. Já tinham algumas cordadas e dava para ver alguns escaladores de longe. Nos preparamos e as cordadas foram dividias. Eu fiz cordada com a Camila. Acabou que todos começaram pela Jorge de Castro. Ricardo emendaria na XV de Novembro, fazendo algumas variantes.

Todos subiram e fomos a última cordada. A primeira cordada segue bem fácil, subindo reto da base e entrando numas fendas, no estilo trepa pedra. A via vai seguindo numa diagonal para direita, até chegar a um platô. Montei a parada e dei segurança para a Camila que chegou rápido. Conseguia ver uma sequência de grampos de uma variante, uma opção interessante. Mas como estava ali pela primeira vez, optei por fazer a via completa.

Descemos andando até a base da segunda enfiada. O Ricardo e o Michel seguiram por uma variante para emendar na XV de Novembro. O Daniel seguiu pela via e fui logo em seguida. Comecei a subir, saindo para direita, entrando no lance do “Rebola”. Já havia ouvido falar do lance, mas passei bem, fazendo um contorno e entrando numa canaleta, fazendo uma diagonal longa para cima. Deu um pouco de arrasto, apesar da costura longo que havia colocado. Achei o trecho bem exposto e quando costurei, percebi que havia pulado um grampo. Continuei subindo até parar num platô bem confortável. Até agora tudo bem e pelo que já havia visto, não teríamos problemas para cima também.

A vista era fantástica. O sol estava ali, mas ainda não incomodava. Percebi que estava com várias picadas de mosquito. Havia várias marquinhas de sangue. O pouco tempo que ficamos lá na base, foi suficiente para o estrago. Saí a terceira enfiada, fazendo uma caminhada com trepa pedras, até parar num platô. A Camila chegou em seguida e me preparei para entrar no crux da via.

Me preparei e avisei para ficar ligada na segurança. Protegi a entrada com um camalot que o Michel havia emprestado. Levei, mas acabei nem usando em lance nenhum para baixo. Posicionei bem o pé e entrei na fenda, num lance de oposição e logo venci o lance, passando bem rápido. Mas acima, montei a parada num grampo acima de um platô bem desconfortável. A Camila chegou em seguida e de lá subiu andando pela trilha. Puxei a corda e enrolei como deu.

O trecho de caminhada começa bem íngreme e escorregadio, por conta da terra solta. Porém foi curto e logo estávamos no cume. Não tínhamos vista. O cume é bem fechado. Aos poucos, todos foram chegando e calmamente fui arrumando o material para a descida. Aproveitei para fazer um lanche e beber uma água.

Já pegando o caminho de volta, pude, enfim, apreciar uma vista fantástica. Agora sim, tinha a sensação de fazer cume. Começamos a descer e ainda paramos para uma bela foto do grupo, com uma visão para a Pedra da Gávea. Seguimos o caminho de volta, chegando ao estacionamento antes da rampa de Vôo da Pedra Bonita. Paramos num local bem agradável e aproveitamos para comprar um lanche e um café. Dali seguimos descendo até o carro, onde comemoramos a grande escalada que fizemos. Um dia bem bonito.

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro

Via Jorge de Castro




quinta-feira, 4 de julho de 2024

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024

Por Leandro do Carmo

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024


Dia: 07/04/2024
Local: Urca – Rio de Janeiro - RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Alberto Porto e Silva Ptizer

Relato

Essa foi a aula de escalada longa do Curso Básico de Escalada do CNM. Optamos por voltar a escalar no Pão-de-Açúcar por representar um ícone da escalada brasileira e além de poder fazer cume numa via bem bonita, uma grande aventura. Saímos cedo de Niterói com o intuito de aliviar o calor que vinha fazendo e conseguir estacionar com tranquilidade na Urca. Já no início da Pista Cláudio Coutinho, nos reunimos e de lá seguimos andando até entrar na trilha. Dali, subimos até a base da Escadinha de Jacó, pois a trilha principal está interditada, devido a um desmoronamento.

Nos equipamos e subimos, seguindo até a base das vias. Repassamos alguns procedimentos e subi para a primeira enfiada. Fui subindo em direção a uma cristaleira em lances bem fáceis até chegar a um ponto onde resolvi montar a parada. Tive que ir sincronizando com a outra cordada para conseguirmos parar em locais confortáveis e um não atrapalhar o outro.

Da nossa primeira parada, subimos até a próxima, passando pelo grande buraco. Há tempos que prefiro passar pela lateral direita dele, evitando passar por dentro. Passei rápido e logo estávamos na segunda parada. A vista impressionava, estava quente, mas pela hora ainda estava tranquilo. Vários barcos cruzando a entrada da Baía de Guanabara. Conseguíamos acompanhar as cordadas que estavam na Heniken.

Já estava há um tempo sem escalar, mas subi bem tranquilo. A via ajudava também. Fazer uma via fácil depois de um tempo sem escalar, dá um pouco mais de segurança. Saí para a terceira enfiada e passei por um trecho bem bonito, várias linhas, como se fossem rasgos na rocha. Montei a parada um pouco para a direita, em um dos grampos da Chaminé Pão-de-Açúcar. A Silvana e o Alberto chegaram logo em seguida.

Era hora de sair para enfiada mais bonita da via. Nesse ponto emendamos na Chaminé Pão-de-Açúcar, até pegar a trilha do Costão. Assim que estava saindo para a quarta enfiada, ouvi um barulho de alguém caindo, com certeza teve uma queda. Parecia em alguma cordada da Heniken. Fiquei olhando, mas como ninguém disse nada, segui escalando. Desviei para a esquerda e longo entrei no trecho vertical. Optei por não costurar uma proteção que fica mais a direita, tendo que dominar uma fenda. Dá um arrasto grande. Porém, o lance fica mais exposto. Mas a quantidade e qualidade de agarras compensa.

Subi com cuidado. Com mãos e pés sempre bem posicionados, fui ganhando altura, até conseguir costurar um grampo, dando mais segurança. Havia passado o pior. Dali para cima, era mais fácil. Entrei na grande canaleta, subindo um pouco mais e resolvi montar a parada onde fosse melhor acompanhar os participante. Não tinha contato visual, mas foi possível gritar para a Silvana e o Alberto, que responderam em seguida, subindo rápidos até a parada.

Dali, já dava para ver o final da via. Faltavam poucos metros para o platô. Na hora que o sol apertou, já estávamos nos aproximando do fim da escalada. Escalei metros finais, dando segurança no platô. Trecho curto onde as vias se encontram, sendo também final para Heniken. Logo em seguida, as outras cordadas começaram a chegar e foi que descobri que o barulho havia sido uma queda do Daniel, mas foi tudo bem, só um pequeno ralado.

Faltava apenas uma cordada, que demorou um pouco devido ao calor. Esperamos no final do trecho de escalada da Trilha do Costão, onde estava uma sombra agradável. Com todos reunidos, seguimos subindo até pararmos para uma foto do grupo na Pedra Filosofal. Mais um pouco de caminhada, estávamos no cume do Pão-de-Açúcar. Agora podia de dizer que a escalada havia acabado. Uma grande escalada num dia maravilhoso.



Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024

Via Bohemia Gelada/Chaminé Pão-de-Açúcar – CBE 2024


terça-feira, 2 de julho de 2024

Via Golpe do Cartão

Por Leandro do Carmo

Via Golpe do Cartão – CBE 2024

Via Golpe do Cartão


Dia: 16/03/2024
Local: Itacoatiara – Niterói - RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Débora e Vítor

Relato

Fomos para mais uma aula de Curso Básico de Escalada. A aula de hoje era via com rapel e optamos por fazer no Campo Escola Ary Carlos. Marcamos cedo no posto da subida da Serrinha, eram 6h 30min. Ninguém se atrasou e isso foi uma constante para essa turma. Chegando cedo, tudo fica mais fácil. Estávamos numa onda de calor muito forte, estar na parede as 11 horas não seria uma boa ideia. Dali, seguimos de carro até estacionarmos e caminhar até à base das vias.

As cordadas foram divididas para que ninguém repetisse guia e os alunos tivessem a possibilidade de escalar com diversos guias diferentes. Depois da divisão, a minha cordada ficou com a Débora e o Vítor e faríamos a Golpe do Cartão. Já na base, algum inseto picou a Débora, que desenvolveu uma alergia. Arrumamos um anti alérgico e fui buscar próximo a base da via CNM 15. Com tudo arrumado, iniciamos a escalada.

Segui à frente, já passando algumas dicas e rapidamente passei do crux e mais acima, montei a primeira parada. A Débora veio em seguida, escalando bem, chegando à parada sem problemas. Nossa preocupação era ela não se sentir bem, mas foi tranquila. O Vítor também chegou rápido. Repassamos alguns procedimentos e seguimos para a segunda enviada.

Saí guiando e já comecei a sentir o sol esquentando. Aproveitei para acelerar no trecho fácil e rapidamente cheguei ao final da via. Montei a parada e dessa vez, o Vítor veio em segundo. Subiu sem problemas e logo estava na parada. A Débora também subiu rápido. Já na parada, descansamos um pouco e preparamos tudo para os rapéis. Dali, conseguíamos ver duas cordadas na Via Recuperação. Acenamos de longe, fazendo algumas fotos.

O sol estava esquentando, era hora de descer. Utilizamos apenas uma corda para fazer os rapéis, assim teríamos como treinar os procedimentos, rapelando de 30 em 30 metros, aproximadamente. Descemos sem problemas e logo estávamos na base da via. Arrumamos tudo e ficamos aguardando as outras cordadas. O calor foi apertando, mas já estávamos na sombra.

Foi uma manhã quente, mas tranquila. Uma manhã de grandes aprendizados!


Via Golpe do Cartão

Via Golpe do Cartão

Via Golpe do Cartão


terça-feira, 9 de abril de 2024

Escalada no Tibau

Por Leandro do Carmo

Escalada no Tibau

Dia: 23/09/2023
Local: Tibau - Piratininga
Participantes: Leandro do Carmo e Diversos



Relato

Um mês após continuar uma conquista no Tibau, estava lá de volta. Agora já com mais vias conquistadas e setor batizado. Era hora de conferir o acesso, vias e graduações.

Era uma atividade do Clube Niteroiense de Montanhismo, que abri em conjunto com o Luis Avelar. Dia de calor, mas como nessa época do ano fica sombra na base e em parte das vias, nos encontramos as 12h, já próximos à entrada da trilha. Estacionamos os carros e seguimos pela rua, virando à direita e subindo uma estradinha de chão, até entrar no caminho das jaqueiras. Subimos por ela até o final, onde dobramos à direita, pegando a picada que nos leva até a base das vias.

Demos uma conferida nas opções e nas novidades e acabei fazendo cordada com o Higor. Como são vias curtas, tínhamos a opção de fazer várias. Iniciamos pela Segue o Velhinho e depois fizemos a Speedrun, todas com o crux em IV grau. As vias seguem bem constantes e bem protegidas. O visual é fantástico. Saímos dali e fomos para a Metamorfose, com uma saída forte e bem vertical, com um crux de VI. Olhando o lado esquerdo da base, parece que há vários cristais, mas chegando bem perto, nota-se que são uma espécie de teia, bem interessante. A via é dura, porém curta. É uma saída com pequenas agarras, onde domina-se um batente acima. Poucas passadas para passar o crux.

Depois, emendamos na Velório de Urubu, que fica à esquerda da Metamorfose, subindo por um trecho curto, porém instável. A via tem uma saída leve, entre a vegetação e logo acima, tem um degrau que é facilmente vencido. Dali, pega-se o crux numa passada para a esquerda e segue até a dupla, onde dá para montar o rapel.

O calor estava forte e fui para a última via, a Inonimável. Um 3º grau bem tranquilo, à esquerda da Segue o Velhinho. Subi rápido, sem muitos problemas e ainda pude acompanhar as outras cordadas de perto. O Luis aproveitou para fazer algumas imagens com o drone. Já na base, resolvi ir embora, ainda estava bem quente. Alguns ficaram e escalaram um pouco mais. Uma excelente tarde nesse novo setor que tem um potencial incrível!






terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Via O Discreto Charme da Burguesia

Por Leandro do Carmo

Via O Discreto Charme da Burguesia

Dia: 02/09/2023
Local: Humaitá - RJ
Participantes: Leandro do Carmo, Diego e Renata Hiraga














Vídeo da via O Discreto Charme da Burguesia


Relato da via O Discreto Charme da Burguesia

Mais uma aula de vias em aderência. Agora era o Curso Básico de Montanhismo 2023, do CNM. Já é o segundo curso na qual fazemos essa aula nas “Aderências da Viúva Lacerda”. O local acabou recebendo esse nome, devido a trilha se iniciar ao final da rua Viúva Lacerda, no Humaitá.

Chegamos lá bem cedo. O dia estava nublado. Havia chovido nos dias anteriores e chance de alguns trechos da escalada estarem molhados eram grandes. Entramos na trilha e tinha bastante água correndo pelo córrego da lateral. Subimos por um terreno bem molhado e logo estávamos na base. A parede estava seca, mas alguns pontos bem no alto nos preocupavam. Bom, não tinha outra alternativa a não ser subir e tentar.

Como já havia feito a via “Como Nascem os Anjos” na outra vez, acabei ficando com a via mais à direita, a “O Discreto Charme da Burguesia”. Segundo o Guia de Escalada da Floresta da Tijuca, uma via 3 estrelas. Nos arrumamos e dividimos as cordadas. Já pronto, saí para guiar a primeira cordada. Esse início foi bem tranquilo, subi rápido, parando já bem alto num esticão de quase 60 metros. A segunda enfiada passei cruzando um trecho bem úmido e escorregadio. Por sorte, a linha de umidade era bem estreita, facilitando passar de um lado ao outro. Passei por uma dupla e continuei subindo, parando numa segunda dupla acima, num corredor entre duas partes com vegetação.

A terceira seguiu mais fácil, iniciando em aderência e logo vindo trechos com sólidas agarras, mescladas com passadas em aderência. Acabei pulando um grampo, que ficou escondido perto de uns galhos. Mais acima, antes de um trecho mais vertical, fiz a terceira parada. A quarta enfiada foi curta, porém bem bonita. Já na parada dupla, olhando para cima, vimos água escorrendo, bem no local indicado como o crux da via. Se contornasse por baixo, acho que daria para fazer, mas optamos por terminar ali a escalada.

Ainda ficamos um tempo ali curtindo até iniciarmos o rapel e fecharmos a escalada. Boa escalada, num dia bem agradável.














sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Conquista no Tibau

Por Leandro do Carmo

Escalada no Tibau  

Dia: 23/08/2023
Local: Tibau - Piratininga
Participantes: Leandro do Carmo e Luis Avelar

 

Relato  

Foi em 2018 que fui ao Tibau com o Ary pela primeira vez. Estava namorando aquela parede fazia um tempo, mas sempre ia deixando pra depois... Chegamos a iniciar alguns projetos, mas acabou ficando esquecido. Depois que mostrei o local ao Luis Avelar e o João Pedro foi que o negócio deslanchou de vez. Foram conquistadas dezenas de vias e ainda existem alguns projetos em andamento.  

O Luis me chamou para conhecer algumas vias estava conquistando num setor mais à direita, na qual chamei de “Setor do Luis”. Aceitei o convite e fomos lá conferir. Marcamos cedo, pois tinha um compromisso na hora do almoço. A mochila pesada com equipamento de conquista, mesmo a gente tendo divido algumas coisas.  

Seguimos para a rua que dá acesso ao final da Travessia Tupinambá e no lado oposto, começamos a subir por uma estradinha de chão. Poucos metros à frente, entramos por um caminho onde tem uma sequência de dezenas de jaqueiras. Muito fácil de identificar. Dali, fomos seguindo por um caminho batido e marcado com algumas fitas. Em aproximadamente 15 minutos, estávamos na base das vias. Ele ainda me mostrou alguns projetos que iniciaram e outras linhas que tinham vontade de começar.  

Nos arrumamos e a via escolhida para fazer foi a Destreza, Habilidade e Rataria. O início seguiu com lances verticais e boas agarras, apesar de ter quebrado algumas. Assim como toda a parede, tem que escolher bem qual agarra usar. A via seguia bem protegida e logo cheguei à primeira dupla. Montei a parada ali, assim diminuiria o arrasto para entrar no crux. O Luis chegou em seguida.  

Saí para a segunda enfiada. A via continuava constante, ficando mais vertical já próximo do fim. Demorei um pouco mais para entrar no lance. Avaliei e numa tentativa, com o pé direito bem alto, quebrei uma agarra chave para o lance. Tive que reinventar e numa passada bem aberta consegui ganhar uma agarra acima e venci o lance. Subi mais um pouco e montei a parada, trazendo o Luis em seguida.  

A vista era fantástica. Deu para ter uma visão geral do setor. Olhando de baixo, estávamos na lateral direita da parede. A ideia era, além de escalar, aproveitar para intermediar alguns lances da via ao lado e retirar um parabolt que ficou mal batido. Assim, emendamos duas cordas e fizemos um único rapel até a base.  

Já na base, arrumamos todo o equipamento de conquista e subi novamente. Subi até onde seria a parada e o Luis veio em seguida. Optamos por duplicar o ponto quando estivéssemos no rapel, assim não teria problema de a corda não chegar. Subi e passei no crux, sendo mais fácil que a via ao lado. Ao final, optei por duplicar a penúltima proteção, pois a última estava muito próxima a uma grande vegetação. Desci e dupliquei mais um ponto de rapel e segui até o final da via.  

Enfim, havíamos completado o objetivo do dia. Valeu pela companhia e pela escalada. O setor do Tibau está ficando excelente, com várias opções de vias. E quem disse que não tem mais opões de conquista em Niterói?





terça-feira, 7 de novembro de 2023

Via Aurora Boreal - Costão de Itacoatiara

Por Leandro do Carmo

Via Aurora Boreal

Dia: 18/08/2023
Local: Itacoatiara - PESET
Participantes: Leandro do Carmo, Marcos Lima Velhinho e Sandro Monteiro



Relato



A Aurora Boreal é uma via nova no Costão de Itacoatiara, fica ao lado direito da Luiz Arnaud. Na verdade, ela era a via solo Soluços e Tremedeiras, que agora foi protegida. Resolvi entrar na via e aproveitei que o Velhinho estava indo com o Sandro e perguntei se poderia ir também. Havia marcado uma remada cedo com um amigo em Itaipu, mas acabou furando. Ainda bem que a escalada estava confirmada, senão teria que voltar para casa na saudade...  

Depois de ficar esperando um pouco em Itaipu, pois havia chegado as 5h 30 min, passei na casa do Velhinho e de lá, seguimos para Itacoatiara. Deixamos o termo de risco na portaria e seguimos para a praia, onde iniciamos a subida. Para muitos, a parte mais difícil das escaladas na região. Como já estou acostumado, não tenho mais problemas. Já na base da via, nos arrumamos e repassei as cordas.  

Comecei guiando essa primeira enfiada. Optei por subir puxando as duas cordas, um erro. Os trechos da primeira enfiada foram tranquilos. Ouvi alguns relatos de que havia muita coisa quebrando, mas nem achei tão ruim assim. A via segue com paradas duplas de 30 em 30 metros, mas optei por seguir direto para a próxima dupla, segundo erro. O arrasto estava grande e tive que dar uma esticada a mais na corda para poder chegar à parada. A enfiada foi bem bacana, com lances mais verticais e um grau constante.  

O Velhinho e o Sandro vieram em seguida. Na parada, mudamos a cordada e seguimos em “i”, assim levaria apenas uma corda. Comecei subindo. A via seguia com lances bem variados e constantes, diferentemente da Luiz Arnaud que segue bem fácil na maioria dos lances. Mas segui subindo, parando mais acima. O Velhinho tocou a última enfiada, seguindo até uma parada antes do cume. Subi em seguida e fui direto ao cume, onde puxei os dois.  

Uma ótima escalada!






terça-feira, 31 de outubro de 2023

Escalada na Agulha do Diabo

Por Leandro do Carmo 

A Escalada na Agulha do Diabo

Dia: 22/07/2023
Local: Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Participantes: Leandro do Carmo, Michel Cipolatti, Luís Avelar, João Pedro e Thiago Hentzl

Escalada na Agulha do Diabo


Dicas para escalar a Agulha do Diabo  

É uma atividade pesada. Só de caminhada de aproximação, leva-se, em torno de 4 a 5 horas. A caminhada após o Mirante do Inferno é a mais crítica e costuma ficar bem úmida, dificultando bastante, por isso, avalie caso esteja em período chuvoso. Muita gente opta por acampar no Paquequer, numa pequena área antes do Mirante do Inferno (mas deve-se pedir autorização com o Parque), para sair bem cedo no dia seguinte. A escalada em si consiste em lances de entalamento e chaminés. O lance final é feito em cabo de aço. No cume, o espaço é limitado e cabem poucas pessoas. Não é muito comum encontrar grandes grupos escalando, mas há possibilidade. Se for fazer em um dia, comece bem cedo e tenha certeza de que voltará parte do caminho durante a noite.  



Como chegar à Agulha do Diabo  

Na trilha para a Pedra do Sino, logo após a Cota 2000, há uma saída para a esquerda. Essa trilha é conhecida como “Caminho das Orquídeas”. Siga descendo e vire à direita na bifurcação. Seguirá por um longo caminho até chegar ao acampamento Paquequer, um pequeno descampado, onde cabem poucas barracas. Dali, cruzará o rio Paquequer e subirá em direção ao Mirante do Inferno. Pegar uma saída à esquerda, que te levará ao colo entre o Mirante do Inferno e o São João. Descerá à direita, até a base da Agulha e subirá um trecho bem úmido.  

Relato da Escalada à Agulha do Diabo

Quase seis anos se passaram desde a minha primeira ida à Agulha do Diabo. Já estava na hora de voltar nessa espetacular escalada. Assim como os antigos ensinamentos, algumas escaladas seguem a mesma dinâmica: um vai com um que já foi e leva outro que ainda não foi... E assim, a experiência vai se perpetuando. Nos clubes de montanhismo isso ainda é bem forte. E foi desse jeito que essa escalada foi marcada. Conversando com amigos, um sugeriu fazer a Agulha do Diabo e como na roda de conversa, eu era o único que já tinha ido, coube a eu organizar a empreitada. E com o maior prazer. Logo criamos um grupo no WhatsApp e começamos a organizar os detalhes. Primeiro foi decidir o dia. Nem todos puderam ir. No final, formamos um grupo de cinco: eu, Michel, Luís, João e o Thiago. Combinamos de sair às 5h, visto que o horário de abertura do parque é somente às 7h, mas vale a pena chegar um pouco mais cedo e aguardar na fila. Seguimos direto e já tinham alguns carros na fila. Assim que deu 7h, começamos a subir e estacionamos ao lado do Centro de Visitantes para assinar os termos. Já tinha duas cordadas para subir a Agulha, todas comerciais, algo que aumentou consideravelmente nos últimos anos. Depois dos trâmites burocráticos, seguimos para o estacionamento, onde nos preparamos e começamos a caminhar.  

A caminhada

Escalada na Agulha do Diabo
Eram 7 horas e 40 minutos quando iniciamos a caminhada. Fomos direto até a Barragem e entramos na trilha do Sino. Seguimos subindo num bom ritmo. Fomos revezando as cordas, assim não ficaria pesado para ninguém. Demos uma boa esticada, parando somente na entrada da trilha do Paredão Paraguaio, onde aproveitamos para comer algo rápido. Assim que algumas pessoas se aproximaram, iniciamos a caminhada para não atrasar. O caminho que era uma trilha bem discreta, já está bem aberto. Com certeza o volume de pessoas ali aumentou nos últimos tempos. Apesar de mais íngreme e técnico, corta um caminho considerável, principalmente para quem vai em direção à Pedra da Cruz e Mirante do Inferno. Esse é o motivo do aumento do fluxo. Mais acima, passamos pela entrada para a Pedra da Cruz e continuamos subindo até pegar uma saída à esquerda, estávamos entrando no “Caminho das Orquídeas”. O nome foi dado por Salomyth, Minchetti e Thiers, todos montanhistas do CEB, que ao procurarem um novo e mais fácil acesso à Agulha do Diabo, se depararam com uma pedra de bom tamanho coberta de musgo, batizada com nome de "Pedra do Tapete", na qual pendia uma imensidão de orquídeas em flor, daí, resolveram dar o nome do caminho de “Caminho das Orquídeas”.  

Assim que começamos a descer, chegamos a um lajeado e foi possível se deparar com uma vista fantástica. Estávamos de frente para o Mirante do Inferno. Ao lado esquerdo, víamos o São João e parte da cidade de Guapimirim, do lado direito, o São Pedro. Bem mais ao fundo, a ponta da Agulha do Diabo. Esse seria o nosso primeiro contato com ela. O dia aberto e firme dava a certeza de que teríamos uma grande escalada. Fizemos algumas fotos e iniciamos a descida. Era um caminho bem delicado e fiquei impressionado com a degradação nas bordas do caminho. Alguns trechos ficaram bem escorregadios por conta da lama formada, mas com cuidado continuamos descendo. Cruzamos um córrego com bastante lama e foi difícil passar sem molhar o pé. Mas seguimos firmes até chegarmos ao acampamento Paquequer. Ali, encontramos uma das cordadas que estavam à nossa frente e aproveitamos para fazer um lanche reforçado, visto que é um ponto de coleta de água. Descansamos bem e continuamos nossa caminhada. Voltamos a subir e logo pegamos uma discreta saída à esquerda e seguimos em direção ao colo entre o Mirante do Inferno e São João. Foi um trecho na qual não lembrava muito bem, mas segui à frente sem problemas. Já no colo, ponto que antecede a descida para o “Vale da Geladeira”, tivemos o segundo contato coma Agulha, esse sim completo. É uma vista de arrepiar. Difícil de acreditar que em pouco tempo estaríamos naquele cume. Ventava forte, talvez potencializado pelo canal formado entre as montanhas, com isso não foi possível ficar muito tempo ali. Tínhamos que voltar a caminhar. O trecho a seguir era bem delicado, com muita pedra solta.  

Assim que todos chegaram, começamos a descer. Em pouco tempo já estávamos bem abaixo. Num lance o bastão de caminhada do Luís caiu e o peguei. Fui caminhar com ele e depois de uns três passos, escorreguei e minha mão esquerda bateu com força no chão, diretamente nos dedos. Foi uma for forte, mas mexi os dedos e não senti nada fora do lugar, tinha sido só a pancada mesmo. Na hora, com o sangue quente, não foi um problema, mas no dia seguinte que o inchaço foi forte. Acho que o bastão me fez ter a falsa sensação de que estava mais tranquilo e acabei me desconcentrando. Entreguei logo o bastão e voltei a caminhar mais concentrado. Mais abaixo, voltamos a subir num trecho bem molhado. Escorria água por todos os lados e não foi fácil, mais uma vez, percorrer o caminho. Só que agora estávamos subindo. Lembrei que teríamos volta e subida seria descida, assim como a descida, subida. Mas para que sofrer por antecipação? De volta à subida, seguimos passando pelos trechos difíceis até chegar à grutinha, onde tínhamos um lance de chaminé, tendo que passar por um buraco bem apertado, já um aquecimento para os trechos da escalada. Fomos passando um por um e dali até a base, foram poucos metros. Lá, a primeira cordada já estava na via e a segunda, se preparando para subir. Não tinha espaço para todos no pequeno platô, com isso alguns ficaram mais embaixo.  

A escalada  

No platô, nos arrumamos e a segunda cordada que estava na nossa frente ainda demorou um pouco em sair. Estávamos perdendo um tempo precioso. Assim que eles subiram, nos preparamos seguir. Dividimos nossas cordadas assim: Eu, Thiago e Luiz e outra era o João Pedro e o Michel. O João seguiu escalando e o Luís, logo em seguida. A primeira enfiada segue num trecho usando uma canaleta bem à esquerda, ganhando um bloco. Após o João subir, o Michel sentiu um puxão forte na corda e ouvimos um barulho. Na hora, nem percebemos, mas o João tomou uma queda, devido à quebra de um arbusto. O Luís subiu em seguida, dando segurança para mim e o Thiago. Assim que passamos pelo João, vimos que ele tinha machucado o dedo. Ele fez o curativo e seguimos na escalada. Fizemos nossa parada logo após a diagonal. Subi e parei mais acima, antes de um trecho meio de entalamento. O Luís chegou e tocou essa próxima. Subiu e ganhou o friso, fazendo um lance até chegar ao platô, onde subimos eu e o Thiago. Dali seguiu por mais uma horizontal, num trecho exposto até chegar a um platô, onde seguiu andando até a parada que usamos para o rapel na volta. Dali para cima, seguimos andando numa trilha, passando por baixo de alguns blocos, até a base onde fazemos as chaminés.  

Organizamos as cordas e voltamos para a escalada. Cada um foi subindo da sua forma. Dá para ver claramente para onde devemos seguir. Fomos até ao final do corredor, subindo uma chaminé, passando por um buraco e ganhando um bloco. O Luís estava à frente e segui por uma horizontal, dando uma parada num grande bloco entalado, que antecede um lance que dá para artificializar para chegar ao platô. O Michel passou por mim e foi para junto do Luís que subiu e montou uma parada bem na borda do platô. Subi em seguida, indo direto ao platô. Ali organizei novamente a corda para deixar tudo pronto para o “cavalinho”. Fiz um lanche rápido para entrar no trecho final da escalada. Ainda aguardamos a cordada da frente por um tempo considerável. A menina que estava meio travada no lance do cavalinho, quase desistindo por algumas vezes. Depois de bastante tempo, conseguiu passar. O Luís foi em seguida. Entrou no cavalinho e seguiu para dentro da chaminé. O Thiago foi o próximo. Entrou com um pouco de dificuldade, mas passou. Fui o terceiro. Posicionei bem a perna esquerda dentro da fenda e fui passando rapidamente, sem dar muito tempo. Quanto mais demoramos, mais vai cansando. Para entrar na chaminé, ganhei um bico de pedra, mas tive que voltar e mudar a minha mochila de posição. Posicionei-me novamente no bico de pedra e consegui entrar na base da Chaminé da Unha. É bem apertado, não dava nem para movimentar os pés. Na posição que eu estava, fiquei. Só dava para mexer a cabeça lá dentro. O Michel chegou em seguida e se posicionou mais na entrada da chaminé.


Estava frio, mas pelo menos demos sorte de não estar ventando lá dentro. Era hora de subir a Chaminé da Unha. Ela começa bem estreita, mas melhora depois que chegamos num pequeno friso, onde existe uma segunda laca, simplesmente apoiada nessa maior. Como o Luís havia subido primeiro, montou a segurança e nós aguardamos até a cordada de cima ir ao cume. Fui subindo lentamente para dar tempo da cordada subir. Dei uma parada nesse pequeno platô que divide as lacas que formam a unha. O Michel chegou logo em seguida. Ficamos ali durante um tempo, pois não tinha espaço para todos no topo da unha. O Thiago já estava lá e assim que liberou, também subi. Sentei ao lado do Luiz, enquanto e ainda aguardamos um pouco enquanto o pessoal já terminava o rapel. Assim que o caminho foi liberado, pudemos começar a entrar no cabo de aço e começar a fazer cume. O Luís seguiu primeiro. Fui dando segurança e logo ele chegou. O Michel já estava no topo da Unha conosco, enquanto o João subia. O sol já havia ido embora e o vento deixa o fim de tarde bem frio. Minha mão doía e ficar com ela exposta foi duro. Era ficar movimentando, pois ainda tinha o trecho do cabo de aço para passar e fazer força no cabo com mão gelada, gera um certo incômodo, mas era subir ou subir. Era aproximadamente de 16 horas e trinta minutos quando o Luís chegou ao cume. Fui logo em seguida. Já no cume, pude contemplar toda aquela imensidão. Só de pensar que há pouco tempo atrás estava olhando lá de baixo. Aproveitei para fazer algumas fotos e assinar o livro de cume. Aos poucos todos subiram e nos reunimos para a tradicional foto de cume.  

Iniciamos o rapel. Fizemos o primeiro até o topo da Unha e mais um até o platô do Cavalinho. Com muito cuidado descemos até os grampos para o terceiro rapel. O chão estava bem escorregadio. Do platô fizemos um até a base da chaminé e descemos andando até o último rapel. Dali, emendamos duas cordas e fizemos um até a base. O Michel foi o último e optou por parar e fazer mais um rapel, visto que como estávamos com duas cordas, elas poderiam agarrar quando fosse recolhida. Eram 18 horas e 10 minutos quando todos chegaram à base, a escuridão tomou conta. Foi preciso acender as lanternas. Ali, arrumamos tudo e aproveitei para comer algo bem rápido. Começamos a descida e fizemos um rapel curto acima da grutinha, evitando ter que passar por dentro dela. Se já foi difícil na ida, imagina agora? Já estava bem cansado e com tudo molhado e escorregadio, descer parece ser pior. Fomos lentamente e logo começamos a subir em direção ao colo entre o Mirante do Inferno e São João. A subida foi delicada, havia muita pedra solta e sem visibilidade, todo cuidado era pouco. Às 19 horas e 20 minutos já estávamos na trilha do Mirante do Inferno e 25 minutos depois, estávamos descansando no Paquequer. Ali pudemos relaxar um pouco. Foi hora de fazer um lanche reforçado e descansar para o trecho final. Falava uma subida até a bifurcação da Pedra da Cruz e depois só descida. Havia duas pessoas que estavam dormindo no Paquequer, iriam fazer a Agulha no dia seguinte. Uma estratégia diferente. Era hora de voltar a caminhar.  

De volta à trilha, subimos o Caminho das Orquídeas e entramos na trilha que passa na base do Paredão Paraguaio. Agora era só descida. Era só ligar o piloto automático e deixar levar. O bate papo da ida deu espaço ao silêncio total, quebrado somente pelo som da natureza. Não enxergava nada além de uns dois metros a minha frente, bastava apagar a lanterna que a escuridão era total. Caminhamos relativamente próximos, mesmo distantes, conseguíamos ver a luz da lanterna do outro. Sempre com sensação de que o próximo ponto de referência nunca chegava, seguimos descendo e foi um alívio chegar à Cachoeira do Véu da Noiva. Fiz uma parada rápida, hora de recuperar um pouco de energia para o trecho final. Era 22 horas e 17 minutos quando chegamos à Barragem. Dali até o carro foi mais uns 15 minutos. Foi um alívio chegar. Iniciamos a caminhada às 7 horas e 33 minutos e terminamos 15 horas depois. Um belo teste de resistência. Mas ainda não havia acabado, faltava a volta. E voltar dirigindo não foi uma tarefa das mais fáceis. Descemos a serra de Teresópolis e tudo fechado, nem loja de conveniência de Posto de Gasolina funcionando. Por sorte, achamos um posto perto da entrada de Magé. E foi um milagre! Foi só entrarmos que a loja fechou a porta. Mas pelo menos fomos muito bem atendidos, mesmo com os funcionários já querendo ir embora. Foi comer um lanche e beber o um energético para o ânimo e humor voltarem com força, ficando bem mais tranquilo chegar em casa. Deu até para separarmos os equipamentos. Um dia cansativo, mas escalar a Agulha do Diabo é literalmente assim: do inferno ao céu em pouco tempo!

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

Escalada na Agulha do Diabo

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